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Roupas e COVID-19: tire suas principais dúvidas

Ao aliar conforto e praticidade, roupas usadas para ficar em casa ganham ainda mais força no confinamento social e impactam a indústria da moda

 

Além de promover uma convivência mais intensa e duradoura no ambiente familiar, o confinamento social vem impactando o consumo das pessoas, desde compras essenciais, como alimentos e medicamentos, até a aquisição de roupas e calçados.

 

Trabalhar remotamente permite o uso de roupas que eram impensáveis durante o expediente no escritório. A exceção pode ocorrer em videoconferências, ocasiões em que a utilização de uma peça mais formal se faz necessária.

 

Se é verdade que as peças para ficar casa, conhecidas como homewear, em inglês, já existiam antes da pandemia, a quarentena vem impactando a indústria da moda partir da valorização de roupas confortáveis, como moletom e pantufas, evidenciando a comodidade e a praticidade.

 

O conjunto composto por um blusão  de mangas compridas e uma calça ajustada nos tornozelos, com a cintura adotada de elástico, era denominado de “abrigo” na década de 1920. Com a chegada do inverno, que vem provocando quedas de temperatura para abaixo de 10ºC em cidades como São Paulo, a busca pelos agasalhos se intensificou na quarentena.

Histórico do estilo

As roupas para ficar em casa começaram a aparecer publicamente no fim da década de 1990, quando, por baixo dos terninhos femininos, foram surgindo camisetas no estilo lingerie.

 

Foi nessa época que marcas conhecidas, como a Victoria’s Secret, passaram a exibir camisetas curtas, com rendas e enfeites, embaixo de peças transparentes nos desfiles. No início da década seguinte, essa tendência foi fortalecida pela geração Z e os millennials, públicos muito familiarizados com o trabalho remoto.

 

O linho e a malha costumam ser a matéria-prima mais comum desse vestuário, mas o cetim também pode aparecer. Essas roupas são valorizadas pela praticidade e pelo conforto que oferecem, sendo um meio-termo entre o pijama e a formalidade do escritório.

Tendências para o futuro

O mundo da moda aposta que a adoção desse estilo deve se estender para além da pandemia, já que o confinamento social popularizou o home office e o estendeu para outras profissões que, antes, atuavam prioritariamente em escritórios. Nesse contexto, terninhos e tailleurs podem dar lugar ao moletom, que passa a ser considerado a nova peça coringa nos armários, pois combina com tudo.

 

No final de 2010, grandes marcas de alta costura transformaram agasalhos em artigo de luxo, trazendo um ar vintage à tendência. Se é verdade que, antes da pandemia, as passarelas traziam a volta de clássicos, como mangas com volume, vestidos suntuosos e trench coats, a COVID-19 impôs a necessidade de voltar ao básico com força total.

 

Especialistas indicam que trocar de roupa antes de iniciar o trabalho remoto é importante para ajudar a ativar o cérebro e ajudá-lo a entender que não se trata de relaxamento, mas de um período que exige concentração.

Higienização das peças

Além de gotículas de saliva, o novo coronavírus pode ser conduzido pelo toque e se armazenar nos poros das roupas, o que pode limitar a acessibilidade da água e do sabão. Se contido nessa área, o vírus pode ter uma sobrevida de 72 a 96 horas a mais do que teria em condições normais.

 

Por isso, a higienização dos vestuários é uma etapa que exige cuidado. Ao retirar a roupa, coloque-a para lavar separadamente das outras que só foram utilizadas em casa. Além de sabão, use algum outro produto que contenha cloro, substância que mata rapidamente o vírus, e deixe a peça de molho por, pelo menos, 20 minutos.

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