Embora alguns considerem a situação da Covid-19 estável no país, as medidas de segurança ainda devem ser seguidas.
A utilização de máscaras tem sido recomendada pela Organização Mundial de Saúde desde março deste ano, quando também fomos orientados, coletivamente, a permanecer em casa.
Trata-se de um cuidado que, como sabemos, faz muita diferença. Apesar das controvérsias iniciais, revistas conceituadas de ciências e organizações de grande porte têm afirmado que a utilização correta das máscaras é capaz de barrar a proliferação do novo coronavírus, impedindo que mais pessoas sejam infectadas.
Para que possamos nos cuidar, no entanto, podemos ir um pouco além das máscaras (que, salientamos, devem permanecer!): roupas protetoras e medidas cotidianas podem ser aliadas do bem-estar e da saúde individual e coletiva durante os últimos tempos pelos quais passamos.
A seguir, alguns cuidados que, se tomados diariamente, podem minimizar as chances de contágio pelo Sars-Cov-2. Confira.
Distanciamento social: ainda a melhor opção
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, que publicou extenso material sobre o coronavírus, é mito a afirmação de que o distanciamento social não tem comprovação científica.
Um estudo inglês — chamado “Physical distancing interventions and incidence of coronavirus disease 2019: natural experiment in 149 countries”, para quem desejar acessar o conteúdo na íntegra — avaliou as relações entre o distanciamento e o avanço da Covid-19 em 149 países, com dados sobre casos diários da enfermidade.
Após a extensa avaliação, comprovou-se que as medidas de distanciamento social foram efetivas na redução de novos casos de contágio — o que, por sua vez, salvou centenas de milhares de vidas em todo o globo.
Quem já voltou às atividades cotidianas, por conta de obrigações laborais e similares, deve manter-se atento ao distanciamento social: todas as aglomerações devem ser evitadas e, sempre que possível, a distância de 1,5m deve ser mantida.
Mesmo com a distância, não se esqueça de usar a máscara. Com ela, você aumenta as suas chances de não ser infectado e diminui os riscos de outras pessoas se infectarem, caso você esteja assintomático.
Lavar as mãos
O vírus causador da Covid-19 não resiste a uma boa lavagem das mãos com sabonete. Assim, lavar as mãos com frequência, sempre que você tiver contato com alguma superfície desconhecida ou não higienizada, é uma medida de prevenção efetiva.
O passo a passo para a lavagem correta das mãos é o seguinte:
- Após umedecer as mãos, espalhe sabonete líquido (preferencialmente) ou sabonete comum nas mãos, palmas e dedos;
- feito isso, espalhe o sabonete nas partes traseiras das mãos e nas laterais;
- entrelace e friccione os dedos, ensaboando nas áreas entre eles;
- ensaboe os polegares, da base às pontas;
- friccione as polpas dos dígitos e as unhas de uma mão contra a palma da outra, em movimentos circulares;
- ensaboe e esfregue os punhos;
- esfregue as mãos com firmeza debaixo d’água, retirando o sabonete;
- seque bem as mãos com papel-toalha — evite toalha de pano, especialmente se for utilizada por mais de uma pessoa — e faça o descarte adequado do lixo;
- feche a torneira com o auxílio de outro papel-toalha, o qual também deve ser descartado.
Para finalizar, faça uso do álcool em gel 70%, o único indicado para o combate ao novo coronavírus.
Utilizar álcool em gel 70%
Quando não for possível lavar as mãos (caso você esteja em deslocamento, por exemplo, ou longe de casa), use o álcool 70%. Ele não é a melhor opção, visto que o sabonete tem resultados mais efetivos, mas é um bom substituto para os momentos mais críticos e um complemento para a lavagem tradicional.
O álcool deve ser utilizado também para higienizar superfícies, como cadeiras compartilhadas, mesas de refeição, embalagens de produtos adquiridos em supermercados ou que chegaram por delivery, etc.
Na dúvida, busque ajuda
Os sintomas da Covid-19 variam de pessoa para pessoa. Há ainda os assintomáticos, que são o grupo mais preocupante: uma vez que não sabem que estão doentes, seguem a vida normalmente e podem acabar contaminando mais pessoas — as quais, por sua vez, podem desenvolver uma versão grave da doença.
Se você tiver febre, tosse, coriza, dificuldade para respirar ou perder o olfato e o paladar, entre em contato com um médico de confiança. Não vá trabalhar ou pegue transporte coletivo: nessas horas, buscar ajuda é a melhor opção.





