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Os Jogos Olímpicos podem influenciar na economia mundial?

Todos estarão de olho nas Olimpíadas de Tóquio, que acontecerão em poucos dias no Japão. Ainda sob os efeitos da longa crise mundial sanitária provocada pelo novo Coronavírus, com qual expectativa os japoneses aguardam pelo tão sonhado evento? Será que os jogos ainda causarão um grande impacto econômico como em outros anos? Para saber um pouco mais, veja agora o nosso artigo.

O tão aguardado evento dos Jogos Olímpicos de Tóquio já irá começar, a cerimônia de abertura será realizada no dia 23 de julho. Apesar disso, desde o ano de 2020, quando ocorreria o evento mundial na capital japonesa, muito tem-se discutido sobre como vão ocorrer as Olimpíadas, já que o mundo ainda está submerso na grande crise sanitária do novo coronavírus desde o fim de 2019.

São muitas desconfianças desde então. Perguntas como se o evento irá mesmo acontecer conforme o planejado, se as delegações irão chegar em segurança, como que o público irá se acomodar para ver os jogos e como o turismo vai ser afetado foram destaque nos noticiários esportivos.

Diante de todo esse quadro, o Japão adiou as Olimpíadas que iriam ocorrer em meados de 2020 para o ano seguinte.

Embora todas essas precauções fossem tomadas para evitar um aumento nas transmissões do coronavírus na região, o governo japonês decidiu que o evento mundial não terá recepção do público.

Segundo o El País, essa restrição deve aumentar ainda mais o prejuízo que o Japão terá durante a realização dos jogos, as estimativas dão conta de uma perda de 1,3 bilhões de Ienes (57,2 bilhões de reais).

Esse pessimismo vem servindo como um combustível para a completa desaprovação do público japonês sobre o evento, a qual conta com 86% da população japonesa segundo pesquisas informadas na reportagem do El País.

Além do prejuízo estimado, os japoneses também temem o desencadeio de uma quinta onda de contágio do novo coronavírus, o que seria desastroso, já que o país conta com 18% dos habitantes imunizados com a segunda dose da vacina.

Essa nova onda seria uma catástrofe para um país cuja média de desemprego só caiu no início de janeiro de 2021. Segundo a Valor Econômico, o Japão fechou a taxa de desemprego em 2,9% no primeiro mês deste ano, em comparação com os 3,0% de dezembro de 2020.

Assim, a escolha de uma melhor previdência privada foi considerada pelos japoneses diante de todo o quadro econômico pessimista que se desenhou com a restrição do comércio e, consequentemente, com o aumento do desemprego no país.

No entanto, apesar do pessimismo, a ideia deste artigo é mostrar para você o impacto que um evento de dimensões mundiais como as Olimpíadas pode trazer para um país ou uma cidade. Além disso, qual o significado que os jogos olímpicos ainda carregam em si? Boa leitura!

Origem dos jogos olímpicos

Antes de falar sobre o hoje, é preciso adentrar um pouco mais sobre a história dos jogos olímpicos no mundo.

Segundo a mitologia grega, por volta do ano de 2500 a.C., Hércules, para homenagear seu pai, Zeus, criou as primeiras Olimpíadas na Grécia Antiga. Apesar disso, o primeiro registro histórico data do ano de 776 a.C. segundo o site Mundo Educação, do UOL.

Além disso, o nome Olimpíadas vem de Olimpo, templo sagrado da cidade de Atenas, onde, segundo a mesma mitologia, houve a trégua sagrada entre os povos gregos, que nada mais é do que um cessar-fogo. Daí a crença de que o espírito olímpico é necessário para manutenção da paz e da harmonia entre os mais diferentes povos.

Passando para a era moderna, os primeiros jogos olímpicos ocorreram em Atenas, na Grécia, em 1896, contando com uma delegação de 14 países ao todo. Desde então, os jogos passaram a ocorrer de quatro em quatro anos em cidades diferentes no mundo. No entanto, durante o período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os jogos foram suspensos.

Como os Jogos Olímpicos afetam uma cidade?

Os Jogos Olímpicos migram de quatro em quatro anos de cidade em cidade ao redor do globo terrestre. Em cada uma delas, a passagem desse evento grandioso e gigantesco pode deixar inúmeros legados para o país tanto no quesito esportivo quanto no econômico.

Um desses exemplos é a capital inglesa, Londres, que havia sido sede das Olimpíadas de 2012. Apesar de toda a desconfiança dos britânicos, o evento foi um sucesso e seu legado persiste ainda nos dias atuais.

A cidade londrina se preparou intensamente para o recebimento dos jogos desde 2005, isto é, sete anos antes da ocorrência dos jogos.

A construção de instalações olímpicas e a revitalização de bairros como o de Stratford, cuja área não era tão favorecida, com melhorias no transporte e nas suas edificações, foram essenciais para a atração de pessoas do mundo inteiro tanto durante as olimpíadas quanto após o evento.

Segundo notícia da Forbes, trazida pelo Sportv, de 2018, seis anos após os Jogos Olímpicos na capital inglesa, houve lucro de 176 milhões de dólares em eventos esportivos pós-olímpicos.

“Não é só com os grandes eventos que o Olympic Park tem gerado recursos. O local foi todo remodelado e adaptado recebendo milhares de visitantes todos os dias em atrações de turismo, lazer e prática de esporte. No projeto, ainda estão previstas construções de universidades, museus e novas escolas.” Salienta o Sportv.

Olimpíadas de Tóquio: Como será?

As Olimpíadas de Tóquio de 2020 teriam um orçamento de 7,5 bilhões de dólares para a sua organização.

No entanto, com o adiamento de quase um ano desse grandioso evento esportivo, além da inclusão de protocolos de saúde para garantir a segurança dos atletas, jornalistas e dos organizadores dos jogos, o valor orçamentário ultrapassou o seu dobro, pelo menos é o que diz a reportagem da Veja, de 16 de julho de 2021.

Segundo a matéria, caso o evento fosse cancelado, o prejuízo seria ainda maior que aquele estimado na introdução deste artigo. Ou seja, algo em torno de 16 bilhões de dólares, “com subtração de patrocínios, rompimento dos direitos de televisão e compensações devidas ao Comitê Olímpico Internacional”.

Mesmo com todo o esforço do governo japonês em manter os compromissos olímpicos, há um temor muito grande de que futuras ondas do novo coronavírus prejudiquem ainda mais o evento e a economia.

Segundo a revista Veja, Tóquio está em estado de emergência até 22 de agosto, significando que bares e restaurantes funcionarão até às 20 horas e que não haverá vendas de bebidas alcoólicas durante os jogos.

Além disso, o evento olímpico não terá público em todos os jogos em Tóquio, um fato inédito na história das olimpíadas.

Todas essas restrições junto a um otimismo forçado do governo japonês trás à tona um clima de estranhamento para a população do país, a qual é notoriamente contra a organização dos jogos diante desse cenário de caos sanitário que enfrenta não só o Japão, mas o mundo.

 

Como era de se esperar, me empolguei nesse artigo, acho que foi uns dos que eu mais curti o resultado final. Espero que goste também.