SB24Horas

Notícia na hora certa!

Maiores riscos na hora de arrematar um leilão

Leilões podem ser tanto uma vantagem quanto uma desvantagem a quem recorre a ele para conseguir comprar algo exclusivo ou por um preço menor que o de mercado.

 

Existem muitos riscos para avaliar na hora de pensar em entrar em um leilão e é isso que, às vezes, os torna tão duvidosos para muitas pessoas que não sabem como e quais leilões podem ser confiáveis.

 

Falando segundo a justiça, o artigo 903 do Código de Processo Civil fala que leilões podem ser cancelados, no entanto, cabe informar que após a assinatura do documento Auto de Arrematação, o arremate é irrevogável.

 

Hoje vamos falar sobre os maiores riscos na hora de arrematar um leilão, fica comigo e saiba porque tanta gente tem medo de entrar em leilões.

 

O que é um leilão?

 

Leilão é uma forma de negociação e arremate rápida e simples de objetos, imóveis, empresas, etc. onde quem arremata é a pessoa que der o maior lance, não importando qual seja o valor, se superar o anterior já é plausível a conquista.

 

São geralmente promovidos por órgãos públicos e empresas privadas que buscam um lucro rápido. São exemplos disso leilões de carros apreendidos no pátio policial.

Como arrematar um leilão?

 

Antes de tudo você precisa estar cadastrado para poder participar do leilão. Sendo cadastrado, a única coisa que você precisa fazer para arrematar um item em um leilão é ser o dono do lance mais alto dentre todos os participantes interessados.

 

Riscos na hora do arremate

 

Como em toda negociação, existem riscos no arremate de um leilão. Muitos deles são imprevisíveis e surpreendem até mesmo os anfitriões como, por exemplo, uma ordem judicial de cancelamento, que já foi mencionada neste artigo.

 

Nesse caso, você, arrematante, poderá recuperar seu dinheiro. Outro problema refere-se ao antigo dono do bem leiloado, no caso, a parte devedora. A parte devedora precisa obrigatoriamente ser intimada sobre o leilão do seu bem, caso não seja, o leilão poderá ser cancelado, ou o arremate, caso o bem já tenha sido vendido em leilão.

 

A desistência também é um risco, mas somente para quem pretender arrematar, falaremos melhor sobre isso no próximo tópico.

 

Mas, dependendo do motivo que levou à desistência, o arrematante pode ser multado e responsabilizado por perdas e danos por prejudicar tanto os leiloeiros quanto os outros participantes interessados, podendo também ser processado por fraude.

 

Em caso de ocupação de um imóvel arrematado, o então dono do valor vencedor deve comunicar o juiz sobre o caso e poderá tomar as medidas cabíveis para desocupação do mesmo.

 

Agora, se o motivo for o desaparecimento do bem arrematado, o então vencedor poderá receber o valor pago de volta caso o objeto não seja encontrado. Claro, antes o arrematante deverá comunicar o caso ao Juiz.

 

Não ler o edital

 

O edital sempre estará presente em um leilão. Neles estão todas as informações sobre os bens a serem leiloados, inclusive suas condições, valores mínimos, e demais detalhes de grande importância. Sua leitura é indispensável para quem vai participar do leilão.

 

Mas, e se eu não ler o edital? No edital também estão presentes as regras do leilão, sejam elas estipuladas pelo juiz ou pelo leiloeiro, você deve saber para conseguir arrematar um item.

 

Imaginei arrematar uma casa localizada em um bairro horrível e violento, ou um objeto avariado. Sem dúvidas os riscos aumentam se você não ler o edital. Claro que quebrar as regras é uma consequência que pode acontecer nesses casos.

 

Problemas na documentação

 

Para quem busca arrematar um imóvel ou carro em algum leilão, seja ele qual, e está preocupado com documentações atrasadas ou problemáticas, fique tranquilo que é relativamente fácil escapar dessas encrencas.

 

Para resolver, voltamos ao tópico anterior, sobre o edital. Lá estão detalhados o que você procura sobre a documentação do imóvel ou carro, mais as taxas que vem com eles estão bem informadas.

 

Excesso de empolgação

 

Um problema bem comum nas pessoas, a empolgação. Muitas vezes isso afeta a forma como uma pessoa participa de um leilão, calma que eu vou explicar.

 

Você já ficou ansioso, ou ansiosa, esperando por uma encomenda que parecia nunca chegar ou aguardando a abertura de uma loja para comprar algo que você tá juntando dinheiro já a muito tempo?

 

Pois bem, é exatamente isso. Os lances dados em leilões precisam ser muito bem pensados, sempre lembrando o quanto de gastos você tem naquele momento.

 

Vamos supor que você está empolgado com um imóvel super em conta, bem localizado, vazio e pronto para morar, porém, nessa sua empolgação, você sobre o valor exageradamente.

 

Nisso, você ultrapassou o teto de gastos que você tinha, ou seja, o dinheiro que você tem para gastar já não é o suficiente para pagar o arremate. Temos aí um grande problema.

 

Muitos exemplos veem a minha cabeça, mas acho que você entendeu o que eu quis dizer. Sempre que participar de um leilão, mantenha sua calma, preste atenção nos lances e cuidado para não gastar tanto quanto você pode.

 

Anulação

 

Muitos problemas levam à anulação de um leilão, seja ele judicial ou não. As anulações não são incomuns, mas também não são tão raras assim. Em qualquer caso, se você foi a parte prejudicada, um arrematante, fique tranquilo que se o item arrematado não for entregue por algum motivo, o seu dinheiro será devolvido.

 

Isso vale também para cancelamentos de leilão segundo mandado judicial. Claro que a anulação de um arremate pelo comprador pode gerar problemas caso o motivo não seja muito bom.