Liderança e administração de conflitos: um bem necessário

Artigo por Rosa Perrella

Há um pensamento que afirma: “o pessimista vê uma dificuldade em cada oportunidade, já o otimista vê uma oportunidade em cada dificuldade”.

 

Foi assim que comecei a introdução do meu trabalho de conclusão do curso MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores na IBE-FGV de Campina

s e que quero compartilhar nesta semana. O conflito pode ser definido como uma situação gerada quando não há entendimento e acordo das partes interessadas, sendo este acordo necessário.

Existe grande diversidade na forma como culturas diferentes lidam com o conflito. Em sociedades mais competitivas, onde o processo decisório é sustentado no racionalismo, o conflito é bem-vindo e é visto como uma oportunidade de se buscar acordos e soluções mais inovadoras para diversas situações organizacionais.

 

O líder moderno sabe que é de suma importância conhecer sua equipe, o que implica reconhecer as distintas personalidades e a melhor forma de atuar com cada uma delas para potencializar suas competências e suavizar as relações dentro da empresa.

 

Os conflitos existem e fazem parte da complexidade humana e da realidade na vida das empresas, entretanto, seu aparecimento frequente é um forte indicador de que não estamos melhorando. Mesmo reconhecendo o conflito como pertinente à existência, há meios e ferramentas para solucioná-los, transformando-os em instrumentos de crescimento pessoal e profissional.

 

De acordo com o artigo de Rosa Almeida Freitas Albuquerque para o portal RH.com.br, a administração de conflitos requer a busca por conservação de um bom nível de conflitos em equipe, onde pouco conflito cria acomodação e muito conflito cria rachaduras e intrigas internas. Ambos os casos são negativos, porque prejudicam o desempenho da equipe.

 

Dessa forma, o papel da liderança é equilibrar essas forças utilizando técnicas de resolução e estímulo de conflitos. Uma comunicação clara e sem ruídos entre as partes já é um bom começo. A habilidade para gerenciar conflitos, sem dúvida, é uma das competências mais importantes que o líder precisa desenvolver.

 

Deste mesmo artigo, destaco ainda, um estudo realizado pela American Management Association em 1996, que diz que uma liderança de nível médio gasta aproximadamente 20% de seu tempo lidando com conflitos.  A importância do conflito é reforçada por um levantamento sobre os tópicos que os líderes consideram mais importantes em programa de desenvolvimento gerencial, e a administração de conflitos, foi considerada mais importante do que a tomada de decisão, liderança ou habilidade de comunicação. Assim, pode-se afirmar que um dos diferenciais para o sucesso gerencial, está na capacidade de se gerenciar os conflitos.

 

De acordo com outro artigo, o de Valdemir José Francisco, também para o portal RH.com.br, os conflitos podem ser classificados em três níveis: conceitual, ideológico e pessoal, sendo que o estilo pessoal, é o mais desafiador de ser solucionado, porque, envolve com as emoções pessoais.

 

É fundamental o papel da liderança na solução dos conflitos para as empresas, pois, dependendo da sua competência em negociar, o conflito pode reverte-se em aspectos positivos ou se transformar em situação problema, comprometendo as metas da empresa ou da equipe.

 

Algumas atitudes que o líder pode adotar para a resolução de conflitos:

–  identificar que ‘tipo de conflito’ ele está lidando;

– familiarizar-se com problema de forma completa e não parcial, ouvindo as partes juntas ou separadamente e consultar outras pessoas próximas;

– posicionar-se de forma imparcial, considerando o bem comum na empresa, não se influenciando pelo grau de proximidade com as partes envolvidas no conflito;

– desenvolver habilidade de aconselhamento e persuasão, pois, os conflitos não resolvidos podem gerar rejeição, mágoas, descrédito, fatores que desmotivam principalmente a parte perdedora.

 

Ainda de acordo com o artigo, é importante o líder fazer uma análise de suas ações, verificando o seu alcance, se dividiu a equipe, se afetou a produtividade, a motivação dos colaboradores ou o bem-estar do ambiente. Com base nesse levantamento, o líder deverá atuar conforme a dimensão do problema, resolvendo a situação, o líder pode desenvolver atividades em equipe para estimular resoluções de problemas, propiciando situações de aprendizagem.

 

Rosa Perrella é consultora empresarial, licenciada ao Grupo Ponto de Referência, coach organizacional, palestrante e professora de Pós-Graduação e Programa Cademp de Capacitação Empresarial na IBE-FGV, especialista em gestão de lideranças e desenvolvimento de equipes. Mestranda em Educação, formada em Administração de Empresas,  com  MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores pela IBE-FGV Campinas, com Pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios, Psicologia Transpessoal, Marketing Empresarial, Gestão de Pessoas e Negociação Avançada.

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