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Educação de Americana inicia capacitação em saúde mental infantil


A Secretaria de Educação de Americana inicia, nesta sexta-feira (4), um curso de capacitação em Saúde Mental Infantil com a psiquiatra Natália Biagi, da Unicamp para os professores dos Cieps, Caic, Emefs e pedagogos.

Os temas trabalhados serão Saúde Mental na Escola e o Desenvolvimento Normal no Período Escolar; Ansiedade e Depressão; Os Transtornos Disruptivos: Transtorno Opositor Desafiante e Transtorno da Conduta; Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade e Transtornos de aprendizagem (dislexia e discalculia) e Deficiência Intelectual. Esses encontros de formação terminam em maio de 2016.

“É uma parceria entre a Educação de Americana e a Unicamp. O curso é fundamental para a formação de nossos professores e pedagogos. É um tema que temos sempre de estar dialogando com outros profissionais e trazendo sua experiência para apoiar a busca permanente pela qualidade da educação”, afirmou a secretária de Educação de Americana, Juçara Novelli.

Os objetivos gerais do curso são: desenvolver um programa de capacitação voltado aos professores da rede pública do Ensino Fundamental sobre saúde e adoecimento mental infantil; desenvolver um programa de consultoria escolar em psiquiatria infantil em uma escola da rede pública do Ensino Fundamental e estabelecer o perfil socioeconômico, ocupacional e de qualidade de vida dos professores da rede pública do Ensino Fundamental.

Segundo Natália, muitas crianças com transtornos mentais não são identificadas tampouco tratadas no serviço especializado. Para ela, o psiquiatra da infância e da adolescência em diálogo amplo com a escola, utilizando-se de ações como capacitação em saúde mental e o serviço de consultoria escolar, pode contribuir para instrumentalizar o professor.

“O professor é aquele que tem contato intenso com a criança ao longo do dia e pode desempenhar papel primordial na identificação precoce dos transtornos mentais e sua prevenção, encaminhamento adequado e manejo em sala de aula dessas crianças, sem perder de vista as peculiaridades do docente como sua qualidade de vida e esgotamento profissional”, esclareceu a psiquiatra.

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no estudo “Diretrizes Assistenciais em Saúde Mental na Saúde Suplementar”, pesquisas de base populacional têm revelado uma prevalência abrangente de transtornos mentais neste segmento populacional – infância e adolescência – em torno de 20%, em vários países e em diferentes culturas.  Entre os problemas psiquiátricos na infância e na adolescência predominam os transtornos de comportamento disruptivo e transtornos emocionais. Seu cuidado depende não apenas do tratamento direcionado ao paciente, mas também das famílias envolvidas.

A ANS apresentou neste mesmo estudo pesquisa com o Ibope na qual foram realizadas 2002 entrevistas em 142 municípios brasileiros, estimando-se a prevalência dos transtornos mentais mais comuns na infância e na adolescência (6 a 17 anos). Segundo a pesquisa, 12,6% das mães entrevistadas relataram ter um filho com sintomas de transtorno mental importante a ponto de necessitar tratamento ou auxílio especializado. O número equivale a cerca de 5 milhões de crianças. Ainda segundo essa pesquisa, a maior parte das crianças e adolescentes apresenta sintomas para mais de um transtorno mental. Mais de 3 milhões (8,7%) têm sinais de hiperatividade ou desatenção; 7,8% possuem dificuldades com leitura, escrita e contas (sintomas que correspondem ao transtorno de aprendizagem), 6,7% têm sintomas de irritabilidade e comportamentos desafiadores e 6,4% apresentam dificuldade de compreensão e atraso em relação a outras crianças da mesma idade.

 

Unidade de Imprensa

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Dennis Moraes