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Desafios do centro político

Por Cássio Faeddo

As eleições de novembro revelaram ao Brasil eleitores desejosos de viver em um país sem sobressaltos diários.
Por isso, na dúvida, muitos prefeitos e vereadores foram reconduzidos aos cargos, o que demonstra que os eleitores não quiseram arriscar em meio a pandemia.
Mudar na virada de 2020 para 2021 não foi visto com bons olhos.
Novos candidatos encontraram imensas dificuldades para realizar campanhas sem contar com muitos recursos financeiros, e conviveram com imensas dificuldades em falar com os eleitores.
Porém, o pouco embate ainda ocorreu de forma muito emocional. Isso favoreceu quem já estava no poder, de forma geral.
O problema é que há centros e centros. Há centro ético e centro fisiológico.
No Brasil ainda é muito difícil ocupar o espaço político de centro ético.
Ainda reverbera o discurso de confronto e de posições insustentáveis ante ao texto da Constituição.
No Brasil, o sistema é da livre iniciativa e de valorização do trabalho humano.
Isso importa em entender que o Brasil não é anticapitalista, muito menos ultraliberal.
Ou seja, no Brasil deveria ser muito importante preservar direitos trabalhistas, sociais e previdenciários.
Da mesma forma, por aqui vigora o direito de propriedade conforme a Lei Maior.
Por aqui, deve ser prestigiado o direito do trabalhador, mas também compreender que lucro não é crime.
O entendimento destes conceitos legais impede um centrista de realizar discursos populistas e inverídicos.
Isso desagrada os extremos, e também muitos eleitores que se empolgam com o mundo da fantasia.
Portanto, o centro ético necessita de eleitores maduros e com os pés no chão. Eleitores que por si não se enganem com fake news e correntes das redes.
Esses desafios devem ser superados com urgência. O centro ético deve melhorar sua comunicação com o eleitorado para o bem do país.

 

Cássio Faeddo – Mestre em Direitos Fundamentais pelo UNIFIEO. Especialização em Direito do Trabalho, Processo do Trabalho. Graduado em Direito pela Universidade Paulista (1994). Graduado em hotelaria pela Faculdade de Tecnologia Hebraico Brasileira Renascença (1987). Atuação no ensino por 15 anos para Administração Hoteleira e na disciplina de Direito nos cursos de Administração e Hotelaria. Atuou como executivo na área da administração hoteleira por 17 anos. Advogado militante nas áreas de Direito do Trabalho e Direito Empresarial. Articulista de política e direito em diversos veículos de comunicação. MBA em Relações Internacionais na Fundação Getúlio Vargas.