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De qual maneira as eleições americanas podem impactar a economia no Brasil?

Descubra quais as consequências de uma vitória de Donald Trump ou Joe Biden para as exportações brasileiras e como esses candidatos se relacionam com o Brasil.

Quem está acostumado a investir em ações sabe que qualquer mínima mudança no cenário mundial tem o poder de causar grandes transformações para os acionistas. Seja em relação à economia, política ou a sociedade civil, o “efeito borboleta” é sentido no lucro ou nas perdas de todo profissional que trabalha com esse mercado.

Sendo assim, para não perder dinheiro é necessário se manter sempre atento e atualizado aos possíveis contextos de mudança no cenário político mundial. Com isso se torna possível prevenir eventuais problemas e garantir que a receita financeira permanecerá estável, sem grandes prejuízos.

Nesse cenário, as eleições norte-americanas que se aproximam também devem ser objeto de estudo de quem trabalha com o mercado de ações. A vitória ou derrota do atual presidente Donald Trump pode causar consequências significativas nas ações e no bolso de quem possui alguns valores investidos.

Vamos entender melhor como as eleições dos Estados Unidos afetam os investimentos e a economia do Brasil.

Atual cenário das eleições estadunidenses

Quem conhece um pouco sobre o formato utilizado nas eleições estadunidenses sabe que ele é bem diferente daquele que usamos no Brasil. Mesmo que também conte com a participação popular, a burocracia envolvida no processo de escolher o candidato que representa os cidadãos é bem maior.

No entanto, isso não significa que o processo de campanha para garantir mais votos seja menos disputado ou intenso, pelo contrário. Por lá a propaganda política acontece em todo canto, nos mais diversos formatos e fazendo uso de variadas estratégias, não apenas para angariar votos, mas também para descredibilizar o oponente.

Atualmente, concorrem à presidência dos Estados Unidos o atual presidente Donald Trump, representando o partido republicano, e Joe Biden, candidato do partido democrata.

Segundo as pesquisas de intenção de voto, Joe Biden segue à frente de Trump, porém não com uma diferença grande. Os candidatos possuem ideais bem fortes, mas que se diferem completamente. Sendo assim, a tendência é que os números não mudem muito até o dia oficial da eleição, 3 de novembro de 2020.

Perspectiva para uma vitória de Donald Trump

Tendo em vista que Trump é adepto de medidas consideradas protecionistas e de modelos de negociação bilaterais, caso sua vitória se concretize o que os investidores podem esperar é uma valorização ainda maior do dólar.

A política individualista do atual presidente tende a descredibilizar moedas estrangeiras, como o real, fazendo com que elas se tornem menos valiosas em qualquer tipo de negociação. Além disso, os juros baixos também fazem parte do possível cenário pós-vitória, o que por si só já é bem atrativo para os investidores.

Sendo assim, em uma possível vitória de Trump o que podemos esperar é um futuro já parecido com o que tivemos durante os últimos 4 anos, no entanto, com o acréscimo de maiores problemas relacionados a inflação.

Afinal, o aumento na produção de cédulas, visando estabelecer programas de ajuda durante a pandemia, tende a causar um problema na distribuição e no uso do dinheiro dentro do país.

Perspectiva para uma vitória de Joe Biden

Caso as pesquisas de intenção de voto estejam corretas, a vitória de Joe Biden é o cenário mais possível para os próximos quatro anos nos Estados Unidos. Nesse sentido, com a troca de líder e de partido, a perspectiva aqui é de intensas mudanças logo nos primeiros momentos de mandato.

Se Joe Biden vencer, deve ocorrer um afrouxamento da atual política monetária do país. Com isso, os juros (hoje quase negativos) estabelecidos por Trump tendem a aumentar, assim como o número de impostos pagos pela população. Dessa forma, os Estados Unidos podem reduzir o atual déficit financeiro pelo qual o país está passando.

Nesse cenário, a vitória de Biden representaria uma verdadeira injeção de ânimo no mercado.

Moedas agora bastante desvalorizadas recuperaria a sua força, assim como ações hoje quase esquecidas na bolsa. O aspecto menos protecionista do democrata ajudaria a estreitar laços com os aliados já tradicionais dentro da Europa, bacana também para quem possui ações de empresas deste continente.

O impacto da mudança de congresso

Ao falarmos sobre eleição, costumamos tratar diretamente sobre a escolha do presidente. No entanto, o mercado de ações também pode sentir o impacto de uma mudança dentro do congresso, com a criação de diferentes políticas para os temas atuais.

Nesse cenário, é preciso estar bem atento para não acabar saindo no prejuízo. Especialistas recomendam cuidado com a compra do dólar como forma de investimento.

A moeda que hoje possui um dos valores mais altos dos últimos tempos pode desvalorizar no próximo mês, caindo para cerca de 4 reais. Nesse sentido, não é um bom negócio e pode representar perdas gigantescas.

Além disso, vale dizer também que no atual cenário do nosso país, a vitória de Biden também pode representar problemas relacionados a discussões sobre o meio ambiente e sua proteção aqui no Brasil. Afinal, o viés sustentável é bem presente nas propostas democratas, caminho este que não está sendo seguido por aqui.

Portanto, quem trabalha com o mercado de ações deve se preparar com a tendência para o dia 3 de novembro, evitando que as conquistas obtidas até aqui se tornem prejuízos nos próximos meses.

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