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Autoestima e maturidade: por que, para algumas mulheres, o envelhecimento as deixou mais bonitas?

Além de cabelos brancos, o envelhecimento também pode trazer maior autoconhecimento e autoaceitação para as mulheres, fundamentais para a criação de relações compassivas com os outros e, principalmente, com elas mesmas

 

O processo de envelhecimento é desafiador para a grande maioria das pessoas. Muitas vezes associado a perdas, que vão desde capacidades físicas até a morte de pessoas próximas, o envelhecer ainda é visto com temor por muita gente.

 

Para as mulheres, esse processo é ainda mais difícil. Pressionadas a se manterem jovens e bonitas segundo o padrão estético determinante, as mulheres enfrentam dificuldades ao envelhecer.

 

A negação dos cabelos brancos, a obrigação de manter o corpo magro e o desafio de permanecer no mercado de trabalho com o passar dos anos, especialmente, após a gravidez, são algumas dessas questões.

 

Contudo, mesmo com todas essas questões, para muitas mulheres, o envelhecimento fortaleceu a sensação de realização pessoal e profissional. Uma delas é a atriz Mônica Martelli, com 52 anos. Além do amadurecimento no trabalho, ela diz que o envelhecimento lhe trouxe as delícias e desafios da maternidade.

 

Outra que vem admitindo as bênçãos do envelhecimento é a cantora Fafá de Belém, de 63 anos. Recentemente, ela publicou uma foto em suas redes sociais, mostrando as madeixas brancas em seus cabelos. “O tempo chega para todo mundo”, disse a cantora, cujas postagens renderam comentários e elogios dos fãs.

Autoaceitação e autoconhecimento

Um das razões por qual muitas mulheres tornam-se ainda mais bonitas durante o envelhecimento é o maior autoconhecimento sobre si mesmas. Com o tempo, é comum que as pessoas reconheçam seus pontos fortes e fracos, o que desejam, o que estão dispostas e o que não aceitam.

 

Ao conviver mais consigo mesmas, cada pessoa tem mais chances de desenvolver maior autoaceitação, com suas qualidades e defeitos. Isso só é possível a partir de uma relação saudável com o tempo e uma visão dele como um companheiro inseparável de jornada.

 

Todo esse processo pode fortalecer a sensação de autoconfiança e segurança. Ambas são fatores que costumam ser muito atrativos em todas as áreas da vida, desde a pessoal até a profissional.

 

Na adolescência e no início da vida adulta, é comum haver inseguranças sobre o futuro, pois, ainda não há um caminho traçado. No entanto, com a maturidade, há mais possibilidade de orgulho a partir da trajetória, dos objetivos cumpridos e da revisão daqueles que não se alcançou.

 

O reconhecimento do que não alcançamos e aprendizado com os próprios erros são processos fundamentais para situar cada indivíduo sobre os seus desejos e objetivos. Também é possível avaliar a sua disposição para refazer as estratégias a fim de materializá-las ou reconhecer que elas não servem mais e mudar os planos.

Redução das expectativas

Com o envelhecimento, outro processo que se fortalece é o da redução das expectativas — sobre o mundo e as pessoas ao seu redor. Isso não é sinônimo de falta de objetivos, mas significa maior autoconhecimento e experiência para avaliar com mais clareza e sensibilidade o que se quer e se deve fazer por si mesmo, em vez de esperar que outros o façam.

 

O passar do tempo mostra quem são os amigos confiáveis, com quem se pode contar nos momentos mais delicados e quais são apenas colegas com quem se divide algumas cervejas no happy hour após o expediente. Saber diferenciar essas pessoas, reconhecendo a importância de cada uma em nossas vidas, também é um aprendizado importante durante o envelhecimento.

 

Não criar expectativas sobre os outros também nos faz perder o medo das expectativas que os outros criam sobre nós. Com isso, aprendemos a falar “não” com maior naturalidade e sem receio, impor limites nas relações interpessoais, cultivar boas amizades e cuidar de nós mesmos. Assim, evitamos relacionamentos abusivos em diferentes áreas da vida.

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