Especialistas apontam que o surto de coronavírus deve ser passageiro, sem afetar profundamente a economia global.
O surto de coronavírus tem afetado os mercados de todo o mundo e mudado a maneira de realizar aplicações de capitais. Muitos gestores estão buscando investimento em áreas com menor risco, para fugir da instabilidade atual. Os brasileiros, por exemplo, estão buscando opções mais seguras desde janeiro.
Como o coronavírus têm afetado a economia mundial?
O avanço do surto de coronavírus pela Europa e pela América Latina faz com que as bolsas ao redor do mundo apresentassem recorrentes resultados negativos.
As ações da bolsa de Xangai, por exemplo, caíram 7,72% em um único dia, e isto tem sido uma tendência em outros países. Essa situação está fazendo com que muitos investidores movam o seu dinheiro no mercado, tirando seu capital das aplicações de renda variável.
Segundo especialistas, a busca por investimentos mais seguros é algo comum neste tipo de situação. O pânico com o surto da doença faz com que os investidores se assustem e busquem por segurança.
Para eles, o coronavírus deve ter impacto somente no curto prazo, sem afetar a economia global por um longo período. Temos exemplos recentes de menor magnitude, como o surto de ebola, em países africanos, que também afetou em alguma proporção as bolsas ao redor do mundo.
Investimentos mais seguros contra a instabilidade causada pelo coronavírus
Pelo menos no curto prazo, resguardar as aplicações é fundamental para não perder dinheiro devido à instabilidade do mercado. Por isso, separamos abaixo, algumas opções mais seguras. Confira:
Ouro
O investimento neste metal é bastante comum em épocas de crise. Como uma tradicional reserva de capital, o ouro é uma aplicação segura, já que tem seu valor reconhecido em qualquer lugar do mundo.
Mesmo com alguns contras, como a variação da cotação do ouro, investir no metal é considerado seguro em momentos como esse. Ele possui cotações variadas em diferentes bolsas e é, até certo ponto, “imune” às oscilações do mercado.
Na bolsa brasileira, por exemplo, a cotação do ouro subiu 7,5% em janeiro. O valor atual está na casa de R$ 253,60 por quilograma, e estamos em meados de março. Isso significa a manutenção de uma alta na cotação do metal, que fechou janeiro a R$ 217.
Apesar da variação do valor por conta da cotação diária e por estar atrelado a outros mercados, o metal também se destacar por ter liquidez. É fácil vendê-lo, transformando o bem em dinheiro.
ETFs
Outro recurso buscado por investidores neste período é o investimento em dólar. Quem não deseja sofrer com as instabilidades no mercado, tem nas ETFs, ações ligadas a moeda americana, uma forma de se precaver contra a crise.
Mesmo com mais segurança, ainda há instabilidade na aplicação em ETFs, mas o risco é pequeno se comparado aos investimentos em ações na bolsa, por exemplo. Isso porque a moeda sofre influência da atuação do governo americano e de outros países, o que pode gerar instabilidade.
Fundos de Renda Fixa
Opções de renda fixa, como fundo DI, fundos imobiliários, CDBs e títulos do Tesouro Direto, podem ser boas escolhas contra às instabilidades do mercado. Segundo economistas, com a piora na economia global, estes ativos tendem a se beneficiar com bons rendimentos.
Títulos do Tesouro Direto que acompanham a taxa Selic, por exemplo, são bastante indicados, principalmente em investimentos de médio prazo.
Como podemos perceber, ainda é muito cedo para fazer uma previsão sobre uma derrocada econômica global. No momento, os especialistas consideram que o surto de coronavírus gera instabilidade, mas não afeta gravemente o mercado.




