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24 Horas? – por Douglas S. Nogueira

Redação 30 de setembro de 2019 4 minutes read
Douglas S. Nogueira (2)

Douglas S. Nogueira

 

  • SAFE GREEN - CERTIFICADO DIGITAL

 

        O que está acontecendo com nossas horas? Parece que estão simplesmente voando, dá impressão que nossos dias já não possuem mais vinte e quatro horas. Há algo misterioso, estranho difícil de se entender.

         As pessoas correm, lutam desesperadamente em busca da sobrevivência, do que não existe e se escravizam literalmente por dinheiro e por bens materiais. O amor, a compreensão o modo de agir perante o semelhante já não tem importância, o que importa agora é simplesmente sobreviver, achar um antídoto para brilhar em meio a ofuscada correria do planeta.

         Antigamente a alguns anos atrás, a humanidade vivia, pensava, raciocinava, porém isso ocorria porque o relógio batia seus ponteiros tranqüilo e normalmente, sem pressa de passar ao dia seguinte. No entanto hoje o mesmo, bate seus ponteiros desesperadamente, ofegante querendo destruir sonhos e planos pacíficos do ser humano. Mas, será que isso está ocorrendo por culpa específica do relógio, do tempo? Ou o grande culpado é o próprio ser humano? Que esqueceu de viver e dar importância grandiosa aos seus dias de vida?

         As vinte e quatro horas que necessitamos para a manutenção de nossas vidas, realmente parecem já não existirem mais. Caminhamos profundamente ao abismo da perdição, ganância, crueldade e escravidão.

         Parece ser um tempo sem volta, horas que debandam sem a menor piedade de levar a humanidade ao caos, ao desespero, a incompreensão. Atualmente apenas se pensa em como ganhar dinheiro, na melhor forma de se tornar “bom da boca”, “o cara” ou a “poderosa madame”, e com isso, o tempo vai passando, sumindo, cada vez mais depressa, aonde chegará, qual o resultado dessa correria do relógio, é o que não sabemos.

         Somos literalmente escravos de nós mesmos, do dinheiro e das coisas más da vida. Ontem tínhamos vinte, hoje temos cinqüenta anos de idade, o tempo voou, percebemos? Que nada! Durante esse tempo todo, lutamos apenas por nós mesmos, finanças é o que importou, ser rico(a), poderoso (a), ter um carro, uma bela casa e andar pra baixo e pra cima com tênis caríssimos e com óculos ofuscantes em nossos rostos.

         As vinte e quatro horas tornaram – se uma dúvida na mente humana. Realmente hoje dificilmente vemos o tempo passar, os filhos crescem, casam-se, formam-se e os pais não conseguem prestigiarem por completo tal fase. Sabe por quê? Por viverem preocupados com suas contas bancárias, seus caprichos ou com o Renault que pretendem comprar daqui alguns meses e saírem por aí desfilando pelas avenidas.

Nos tempos passados a hora era amiga, atualmente é inimiga, mas a anos atrás tinha essa amizade com o ser humano, pois as pessoas se preocupavam com o principal alicerce de suas vidas; a família. Finanças, ganâncias, mediocridade, vinham em segundo ou terceiro plano. Festas familiares e sociais ocorriam freqüentemente, os fatores amor e amizade, faziam com que as reais vinte e quatro horas diárias existissem, o tempo demorava a passar e as pessoas ficavam velhas bem mais tarde.

Olhe para o semblante de um indivíduo nos tempos atuais, e verás o medo que o mesmo apresenta da correria do relógio. Tal indivíduo tem a certeza de que o amanhã virá rapidamente, trazendo um pacote de dúvidas sobre a vida e por isso ele teme.

Mas o que fazer, para controlar essa fúria do tempo? Que não hesita em chegar ao seu término? Ou esse término nunca chegará? Será que o relógio correrá, correrá e correrá, destruindo as vinte e quatro horas com o único intuito de torturar o já torturado ser humano? Não existe solução, o ser humano se perdeu por completo na caminhada da vida.

 

Autor: Douglas S. Nogueira

Técnico de Manutenção e Planejamento

E-mail: douglas_snogueira@yahoo.com.br  

Blog: www.douglassnogueira.blogspot.com

 

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