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3 escolhas sustentáveis para sua rotina de autocuidado

Nos últimos anos, cresceu a busca por produtos com uma cadeia produtiva mais limpa e feitos com matérias-primas cuja degradação é mais rápida

A pandemia e o confinamento social reforçaram a intensidade de pequenas práticas de autocuidado. Em um contexto de muitas incertezas e angústias, que incluem o medo de morrer, perder familiares e ser demitido, esses pequenos rituais ajudam a manter a saúde física e a emocional.

 

A pandemia impactou o consumo de forma significativa. Não só pela suspensão de algumas atividades comerciais, consideradas não essenciais nesse momento, mas também por novos critérios que começaram a ser aplicados pelos consumidores na hora da compra.

 

Antes da pandemia, produtos como calcinhas especiais, cosméticos biodegradáveis e coletores menstruais demonstravam como a sustentabilidade já era um conceito cada vez mais relevante.

 

A disseminação da COVID-19 evidenciou a necessidade de repensar os métodos produtivos a fim de reduzir os impactos socioambientais ao máximo. Além disso, a pandemia trouxe questões sobre quais critérios são usados pelos consumidores na hora de comprarem.

 

Conhecer o histórico da empresa e buscar informações sobre a cadeia produtiva são meios de verificar se o seu consumo está fortalecendo uma produção mais responsável, sem desmatar unidades de conservação ou áreas habitadas por comunidades tradicionais, nem empregar mão de obra em condições análogas à escravidão.

Calcinhas e coletores menstruais

Essas têm sido opções alternativas aos absorventes de plástico. A principal vantagem oferecida pelas calcinhas e os coletores menstruais é que eles são reutilizáveis, reduzindo o volume de resíduos após o seu uso.

As calcinhas menstruais requerem alguns cuidados, como não serem passadas a ferro, nem lavadas na água fria. Elas podem ser higienizadas em máquinas de lavar roupa, mas sem a aplicação de amaciantes.

 

Os coletores devem ser inseridos na vagina e trocados em até três horas. O tempo de uso depende da intensidade do fluxo menstrual de cada mulher, mas não é recomendável que ele ultrapasse 12 horas.

 

Além de reutilizáveis, outra vantagem que eles proporcionam é que, a cada troca, as mulheres podem visualizar a quantidade de sangue liberado pelo organismo, algo que incentiva um maior autoconhecimento sobre o próprio corpo.

Cosméticos biodegradáveis

A indústria dos cosméticos é uma das maiores do mundo, tendo movimentado cerca de R$ 99 milhões apenas no Brasil. O país é o quarto maior consumidor mundial de produtos de higiene e beleza, ficando atrás dos Estados Unidos, da China e do Japão.

 

Contudo, essa indústria também apresenta números vultosos no que se refere aos impactos ambientais provocados ao longo de sua cadeia produtiva, como o grande volume de resíduos plásticos, um dos poluidores mais presentes nos oceanos e no lixo de grandes centros urbanos.

 

Outra questão é que esses produtos também utilizam mais de 10 mil poluentes orgânicos persistentes (POPs), substâncias que demoram para sofrer degradação no ambiente e no organismo humano, podendo provocar problemas de saúde.

 

Por isso, cresce a procura por cosméticos e produtos de higiene sem substâncias como toluenos, parabenos e sais. Além de agredir o meio ambiente, esses materiais podem provocar problemas como alergia. Os produtos “amigos” do meio ambiente vêm sendo distribuídos em redes locais e feiras.

Roupas biodegradáveis

A indústria da moda também tem má fama por liberar muitos resíduos poluentes ao longo de sua cadeia produtiva — uma roupa demora, em média, 50 anos para se decompor. Além disso, cerca de 85% do produto têxtil termina em aterros sanitários, e 20% de toda a água de resíduo empregada em fábricas contém poluentes.

 

Por isso, essa indústria ampliou a busca por materiais biodegradáveis, como a poliamida, que leva três anos para se decompor. Esse polímero tem sido a matéria-prima de biquínis, maiôs, calcinhas e sutiãs.

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