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Vereador Pereira é confundido na Bolívia

 PereiraNo dia 14 de abril, o vereador de Santa Bárbara d’Oeste, Antonio Pereira, o Pereira (PT), desembarcou no aeroporto internacional de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, com o objetivo de se dirigir a Cochabamba para participar da Semana Chagas – Doença Negligenciada, seminário internacional sobre a doença ocorrido entre os dias 15 a 19 do mesmo mês. Pereira foi convidado a participar do evento pela DNDi (Drugs for Neglectec Diseases iniciative – Iniciatiba Medicamentos para Enfermedades Olvidadas) por ser autor da lei nº 40/2013, que Institui o Dia do Portador da Doença de Chagas e dá outras providências. O projeto foi aprovado pela Câmara e sancionado pelo prefeito Denis Andia, com publicação em 18 de abril de 2013.

“Fui convidado para participar da Semana Chagas porque meu projeto foi o primeiro do mundo a propor este cuidado com as pessoas portadoras de doenças de Chagas. Meu projeto tem o objetivo de dar visibilidade à doença e principalmente ao tratamento e diagnóstico precoce”, disse Pereira. Esta foi a primeira vez que Pereira viajou à Bolívia.

Ao chegar em Santa Cruz de La Sierra, Pereira apresentou sua documentação à Alfândega e foi informado de que não poderia entrar na Bolívia pois tinha sido expulso do país. Ao vereador, não informaram o motivo da expulsão. “Neste momento, o médico que viajava comigo com destino à Semana Chagas intercedeu e fui liberado com a condição de me apresentar no dia seguinte (dia 15) ao órgão de imigração em Cochabamba”, explicou Pereira.

No dia 15, Pereira procurou a organização do Congresso, que o orientou a procurar um advogado para acompanha-lo até a Imigração. Após constituir advogado, Pereira foi ao órgão da imigração em Cochabamba e apresentou novamente seus documentos, na presença do advogado. “Na primeira reunião na Imigração, eles pediram cópias dos meus documentos e ficaram de consultar Santa Cruz e La Paz para depois me dar uma resposta. Em outra reunião, apresentaram ao advogado uma lista com os nomes dos brasileiros Antonio Pereira da Silva e Antonio Pereira Alves, emitida pela Inspectoria del Servicio Nacional de Migracíon. Os dois têm nomes e números de RG diferentes do meu mas mesmo assim, não houve acordo”.

Na sexta-feira, dia 19, Pereira voltou ao advogado, assinou uma carta argumentando que se tratavam de homônimos. O embarque em Cochabamba, no sábado (20), foi tranquilo. “Verificaram os documentos e me deixaram voltar ao Brasil”, disse Pereira.

“Fiquei muito constrangido e bastante preocupado durante todo o congresso. Para minha felicidade, meu projeto de lei foi ovacionado no seminário e consegui minha liberação para voltar ao país. Agora, vou me reunir com a executiva do PT para ver o posicionamento dos meus companheiros antes de tomar qualquer medida”.