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Talentos da base contribuem em bom início de temporada do Vôlei Renata

O Vôlei Renata está mostrando sua cara na temporada 2021/2022. Entre as novidades deste início de Campeonato Paulista estão os campeões olímpicos Lucão e Evandro, mas também alguns “experientes” quando o assunto é tempo de casa. Os jovens formados na base do time campineiro, alguns com mais de cinco anos na formação, estão aproveitando bem as oportunidades e se destacando neste início de temporada. São novos jogadores, novo técnico e a mesma força do grupo.

Nos últimos três jogos, os jovens formados na base do Vôlei Renata ganharam mais espaço e acabaram correspondendo. Na vitória sobre o Vôlei Futuro, por 3 a 1, Nasser, de 20 anos, que está no projeto há dois anos, terminou como maior pontuador com 18 acertos. Na semana seguinte, no 3 a 0 do time campineiro para cima de Iacanga foi a vez de Sérgio, com 18 anos, há três anos em Campinas, comandar a pontuação, com 13 pontos.

“Neste primeiro momento, de começo de temporada, o mais importante é a construção do time, os jogadores se entenderem. Pela filosofia do projeto, a participação de alguns garotos era esperada e aconteceria no momento certo. No entanto, tivemos contratempos com lesões dentro do elenco e outros jovens tiveram que participar dos treinos porque era a necessidade do time. Chegamos a ter oito dos 14 relacionados formados no clube, dois como titulares  Por isto, é fundamental contar com os meninos. É motivo de orgulho ver a evolução deles”, analisa o técnico Marcos Pacheco.

Titulares nas últimas rodadas, Sérgio e Nasser são dois exemplos de como a base vem ajudando o Vôlei Renata nesta primeira parte do Campeonato Paulista. No dia-dia, o técnico Marcos Pacheco tem mergulhado de cabeça no trabalho das categorias inferiores para aprimorar a equipe adulta, assistindo a treinos, partidas, e até ficando no banco de reservas em jogos. Além da dupla, são mais de 12 garotos treinando efetivamente com a equipe principal desde o começo da temporada, alguns deles do sub-19 como os ponteiros Bryan e Amorim e o oposto André.

“Tanto o Nasser quanto o Sérgio atuaram como titulares e foram fundamentais para nosso time nos jogos e nas vitórias, mas não são só eles. Muitos dos meninos se superam. Treinam com o adulto, com a categoria dele, vão para os jogos. Os garotos do sub-19, mas também tem o Félix, líbero reserva, o Carlos Arthur, que teve uma evolução gigante. O mais importante de tudo é que a equipe entendeu a participação dos garotos. Houve uma compreensão dos mais velhos, até um suporte para que eles pudessem participar e fossem importantes nos treinos e jogos. O crescimento foi muito legal”, acrescenta Pacheco.

O trabalho de base do Vôlei Renata tem mais de dez anos e já formou mais de 40 jogadores. Alguns deles desde o time infantil (sub-17). Nas últimas três temporadas, o time campineiro contou com jogadores que passaram por todas as categorias até chegar na equipe adulta. Em 2021/2022 não será diferente. O líbero Felix e o central Murer são talentos que estão há cinco anos sendo formados em Campinas.

“O garoto que sai do sub-17, em alguns momentos, tem que abastecer a categoria de cima.O jogador do sub-19 tem suas responsabilidades dentro da categoria, mas também tem que abastecer e ajudar o sub-21, algumas vezes até o adulto. O sub-21 é a mesma coisa, com uma participação maior entre os adultos. Todos sabem que é assim e tem participado no dia-dia e, por isto, talvez, estamos tendo os resultados que tivemos nas últimas semanas. É uma identidade, uma maneira de trabalhar e, para nós, está sendo muito produtivo”, complementa o treinador.

Os bons resultados no Campeonato Paulista também acontecem nas categorias inferiores. O time juvenil, que ajudou bastante a equipe adulta, acumula quatro vitórias seguidas e é vice-líder do estadual da categoria com nove vitórias em onze jogos. Já o sub-19 chegou na final da Copa São Paulo, equivalente ao primeiro turno do Estadual, e perdeu apenas um jogo na temporada. A equipe sub-17, da treinadora Patrícia Appolinário, está entre as quatro melhores do Paulista.

“Cada projeto tem sua identidade, sua filosofia, sua maneira de trabalhar. Aqui em Campinas a participação de todos, a união, a ajuda de todos é a tônica do trabalho. Não só dos jogadores, que, às vezes, dobram treinos, que treinam numa categoria e jogam na outra no mesmo dia, mas também do Ricardo (Murbach, treinador do sub-21), do Vinícius (Castilho, treinador do sub-19), do Felipe (Lima, analista de desempenho), da Patrícia, que conduzem esse trabalho e a formação dos meninos. Claro que cada um tem sua responsabilidade, mas todos se ajudam e isso se reflete em resultados”, conclui o treinador.

A vitória por 3 a 1 em cima do Sesi-SP, no último final de semana, colocou o Vôlei Renata na liderança do Campeonato Paulista, com 13 pontos. Na sexta-feira (27), os campineiros fazem confronto direto contra Vedacit Vôlei Guarulhos, fora de casa.

Fotos: Pedro Teixeira/Vôlei Renata