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Soft Skills: o que são e qual a importância?

Soft Skills

O mercado de trabalho nunca esteve tão cheio de oportunidades, já que surgem vagas e inovações a todo tempo. Também assim, ele nunca foi tão competitivo e desafiador, por isso é que as soft skills são mais importantes do que antes.

Termo em inglês para algo como “habilidades suaves” (ou “habilidades interpessoais”), o termo faz oposição às hard skills. Isto é, às habilidades “duras”, que compõem a formação técnica do profissional, seja ela específica, superior ou de idiomas, por exemplo.

Assim, um funcionário de locação de vans para aeroporto, por exemplo, precisa saber dirigir e ter a habilitação específica da sua categoria, certo?

Pois bem, essa é uma habilidade de tipo “dura”, por ser um curso técnico e objetivo que qualquer um (com as predisposições físicas e mentais) pode fazer, sem grandes diferenciais entre uma e outra pessoa habilitada para tanto.

Agora, se esse funcionário é capaz de trabalhar em equipe, se ele está sempre disposto a colaborar e ainda por cima tem integridade moral e de caráter, já isso diz respeito às habilidades “leves” ou interpessoais.

Como hoje vivemos uma época de culturas organizacionais exigentes e que buscam cada vez mais humanização, nem é preciso dizer o quanto as soft skills têm crescido em termos de importância na rotina das grandes corporações.

Assim, atualmente, até mesmo, uma startup ou uma empresa pequena pode orientar seu recrutamento de novos talentos, funcionários e colaboradores em geral por princípios que identifiquem o nível de habilidades interpessoais de alguém.

Tudo isso quer dizer que as marcas já não veem valor apenas no dinheiro que elas têm no banco. Imagine um negócio que trabalha com fabricação de alarme de presença para carros, por exemplo.

Quanto não é importante ter funcionários capazes de acompanhar a concorrência e se posicionar em tempo para trazer as necessárias inovações em termos de tecnologia, de design e de usabilidade?

Nem pense que tem a ver apenas com questões morais e com sincronia entre os demais colegas de trabalho, como dissemos acima. Na verdade, isso é só o início, pois os grandes diferenciais começam na capacidade de se reinventar.

O colaborador perfeito de hoje precisa ter sinergia com a filosofia da marca, uma criatividade incomum e uma enorme vontade de aprender. Além disso, ele precisa ter princípios de autogestão e ser o detentor do seu protagonismo profissional.

Por isso decidimos escrever este artigo, trazendo as maiores novidades da área, com conceitos básicos para quem quer entender melhor o que são e qual é a importância das soft skills. O mais bacana é que as dicas servem para profissionais de todas as áreas.

Então, seja para trabalhar com a idealização de alarmes para carro, com serviço de sinalização de trânsito ou com qualquer outra solução, basta seguir adiante na leitura para você se diferenciar dos demais.

Soft skills vs. hard skills: entenda melhor

Antes de tudo é preciso começarmos com uma definição técnica. As soft e as hard skills nada mais são do que definições psicológicas, morais e comportamentais voltadas para o mundo dos negócios, com vistas a definir tipos colaborativos.

Ou seja, trata-se de um conjunto de saberes acadêmicos e práticos aplicados ao universo corporativo e aos perfis de possíveis colaboradores que podem integrar esse universo.

Como sugerido acima, as hard skills nada mais são do que formações objetivas que, supõe-se, qualquer pessoa pode e deve ter para ocupar um cargo. Deste modo, elas são aquilo que os antigos currículos podem comunicar sem nenhuma dificuldade.

Já as soft skills seriam aquilo que uma entrevista pessoal com alguém do RH seria capaz de apreender. Ou ainda, o que uma dinâmica de grupo seria capaz de demonstrar, embora no fundo apenas o convívio poderá confirmar.

Isso é muito claro no ramo de vendas. Por exemplo, se a empresa trabalha com seguros de autos não vai conseguir contratar um vendedor apenas com base no que o currículo dele diz, mas também com base em testes práticos e realizados em campo.

Nesse sentido, uma pessoa pode até dizer que tem determinada soft skill, mas o tempo mostrará que não era bem aquilo. Assim como pode ocorrer o contrário e uma primeira impressão negativa se inverter.

Hoje alguns currículos podem até trazer um campo informando algumas habilidades sutis, o que não é totalmente inaceitável. Alguns exemplos são:

  • Resiliência;
  • Comprometimento;
  • Liderança;
  • Resolução de conflitos;
  • Criatividade;
  • Ética de trabalho;
  • Imaginação;
  • Hands-on.

Sabe quando uma pessoa diz que é proativa, termo tão em voga atualmente? Pois é, hands-on é um sinônimo para isso, e demonstra um esforço por parte das pessoas em revelaram uma vantagem sua em termos de soft skills.

Com isso vemos que o tema não é tão estranho ou alheio ao que se fazia antes. Ao mesmo tempo, é preciso levar em conta todos os novos fatores que o mercado apresenta.

Qual a importância para o profissional?

Engana-se muito quem pensa que as soft skills são apenas algo que a pessoa precisa fingir que tem para passar em uma entrevista de emprego, ou entrar na empresa dos sonhos.

Ao ler algo como “ética de trabalho” e “resolução de conflitos” a pessoa pode até achar que está diante de meras palavras bonitas, ou de algo como “papo de vendedor”.

Na verdade, aí é que está o grande diferencial entre um colaborador completo, consciente de sua jornada profissional, e um colaborador desalinhado e descompromissado para com a própria carreira.

Quer um exemplo de como a cultura das soft skills pode ajudar e por que elas são tão importantes? O caso dos workaholics, que indica as pessoas que são viciadas por trabalho e não sabem pensar ou mesmo fazer outra coisa.

Esse perfil é cada vez mais comum. Mas pense bem, se a empresa trabalha com fisioterapia em Osasco, não é melhor ter um profissional dedicado capaz de descansar bem nas horas vagas, fazer o que gosta e conviver com pessoas que ama?

Com certeza esse funcionário vai manter algo fundamental, que é a constância e uma curva sólida de crescimento. Já o profissional “viciado” pode até ter picos de produtividade, mas no fim da sua curva vão ocorrer deslizes, momentos de estresse e queda.

Daí a enorme importância que as soft skills têm em revelar qual é realmente o espírito de trabalho de uma pessoa, desmascarando excessos que podem parecer virtudes, mas não são.

Assim como uma pessoa que queira se mostrar equilibrada demais pode apenas estar escondendo apatia pelos outros e até mesmo um perfil relapso. Como é difícil identificar esses traços, a cultura das soft skills pode ajudar e muito.

Sobre a real importância para a empresa

Quem já teve a experiência de trabalhar em um ambiente tóxico, tomado por intrigas, fofocas e decisões egoístas de líderes que só pensavam em si mesmos sabe de algo muito importante: no fundo, ninguém ganha nada com isso.

Ou seja, nem os profissionais crescem, porque sempre vão criar problemas e perder talentos genuínos, nem a empresa conseguirá atingir suas metas e cumprir a missão de trabalho que se propôs a alcançar.

Quando lidamos com soluções mais delicadas, como distribuidora de muletas, isso tudo é ainda mais perceptível, já que o trabalho envolve a saúde humana. Assim como a área de médicos e enfermeiros, que precisam de uma ética muito séria.

Portanto, nenhuma empresa pode escrever uma história ou firmar os famosos pilares de “Missão, Visão e Valores” apenas com profissionais bons em hard skills. 

O ser humano é mais complexo do que isso e a própria criatividade e disposição dependem de harmonia, já que o colaborador agrega muito mais valor quando trabalha motivado. O que depende inteiramente das soft skills dele e dos gestores e líderes em geral.

Bônus: método Kanban e operação

Alguém pode se perguntar: então as virtudes morais e a criatividade importam mais do que pôr a mão na massa? Na verdade, há um erro em formular o problema assim.

Imagine um caso de instalação de cameras, por exemplo. Não se trata de dizer que as soft skills são mais importantes do que as hard, mas de mostrar como elas se complementam.

Por isso selecionamos um exemplo bastante prático de metodologia de trabalho que favorece as soft skills e tem tudo a ver com operação e produção de alta performance.

É o Kanban, que hoje pode ser aplicado por softwares cuja função principal é otimizar fluxos de trabalho e ampliar resultados. Originalmente ele era feito em um mural, com post-its coloridos e totalmente voltados para uma gestão visual do trabalho.

Assim, se a empresa fabrica equipo microgotas (aquele dispositivo hospitalar de infusão de remédios intravenosos), ela pode usar o sistema Kanban para produzir mais equipos em menor tempo, sem deixar cair a qualidade do produto e a segurança do funcionário.

Com isso, trabalhar esse tipo de metodologia operacional acaba por mostrar as soft skills de cada membro da equipe, desde aspectos de criatividade até questões morais, mesmo que o foco seja produtividade e entrega.

Agora chegamos ao fim, deixando claro que as habilidades interpessoais ou “leves” são fundamentais tanto para um funcionário que queira conduzir sua própria ascensão profissional, quanto para uma empresa que queira ser mais sustentável.

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.