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Setembro Amarelo: impacto dos números no Brasil em 2021

Número de suicídios vem aumentando e campanha visa diminuir os casos informando a população sobre a doença e formas de ajudar o próximo

O Setembro Amarelo é uma ação realizada desde 2014, fruto de uma parceria da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Como dia 10 de setembro é o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, o mês todo é voltado para ações de conscientização sobre a causa. O suicídio é uma triste realidade, com mais de 13 mil casos registrados por ano no Brasil, além de quase 1 milhão de casos anualmente no mundo todo.

Mais de 96% dos casos de suicídio estão relacionados com transtornos mentais, como a depressão, transtorno bipolar, além de abuso de substâncias. O Setembro Amarelo existe para diminuir estes números e para incentivar o alerta para o ano todo.

Os dados de suicídios em 2021 no Brasil

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021 revelou que 2020 e 2021 tiveram 0,4% de variação nos casos de suicídio se comparados a 2019. Os estados com mais casos de suicídio foram São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Porém, o número vem crescendo desde 2012, em que os suicídios por ano no Brasil eram a metade do número atual. Em tempos de crise, muitas pessoas que já faziam terapia preferiram manter as consultas de forma virtual, para se preservar de um perigo desconhecido e iminente, como o vírus que causa a Covid-19.

A busca por plano de saúde com consultas on-line aumentou desde 2020, o que ajudou quem sofre com a doença, como aponta a CNN Brasil. Isso contribuiu com a estabilização nos casos e não um crescimento como era esperado.

Levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que foram registrados quase 13 mil suicídios no país no ano passado. Desses, 20% ocorreram no estado de São Paulo.

Suicídio: fatores de alerta

O suicídio geralmente está relacionado a uma gama de fatores, desde natureza ambiental, sociológica, política, econômica, cultural, além dos transtornos genéticos, mentais e biológicos. Problemas como crise econômica, desemprego, violências, eventos adversos e outros desastres podem também ser um gatilho para essa ação tão triste.

Rafael Bernardon, coordenador-geral de Saúde Mental do Ministério da Saúde, fala que um dos maiores mitos sobre o suicídio é que a pessoa que tem a intenção de cometê-lo não fala sobre isso, não avisa de suas intenções.

Existem alguns sinais de alerta, que não devem ser considerados uma “receita”, mas que podem significar que a pessoa pode estar tentando que alguém note seus problemas.

1. Aparecimento de manifestações verbais ou problema de conduta

Esses casos não devem ser interpretados como uma chantagem emocional, por isso é importante ter compreensão e entender que é um sinal de alerta para um problema muito sério e real. É importante estar disposto a conversar, sem julgar a pessoa.

2. Falta de esperança ou preocupação com a morte

As pessoas com tendências suicidas têm o costume de falar sobre suicídio e morte além do comum, além de confessar terem esgotados as esperanças, com falta de autoestima e visão negativa sobre seu futuro e sua própria vida. Algumas pessoas até começam a fazer seguro de vida ou criar um testamento.

3. Expressão de intenções ou ideias sobre suicídio

Comentários como “vou deixar vocês em paz”, “não aguento mais”, “quero desaparecer”, “queria dormir e nunca mais acordar” podem parecer óbvios, mas são frequentemente ignorados e fazem as pessoas se isolarem ainda mais.

4. Isolamento

As pessoas que possuem pensamentos em se suicidar geralmente se isolam, interagindo menos com amigos nas redes sociais, ficando fechados em casa ou em seus quartos, cancelando ou reduzindo atividades sociais, especialmente as que costumavam gostar.

5. Mudanças repentinas nos fatores sociais

Se a pessoa passou por uma mudança repentina em sua vida, geralmente grave, como morte na família, perda de emprego, discriminação por sua identidade de gênero ou orientação sexual, além de agressões físicas e psicológicas, pode ser um alerta para o suicídio.

Para quem precisa de ajuda, existem diferentes centros de apoio e especialistas conforme a localização. Estes podem ser encontrados de forma gratuita, por meio de convênios médicos e de forma particular.

Por: Andreia Silveira, do site Smartia.com.br.

Fontes:

Como aponta a CNN Brasil: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/busca-por-medicos-virtuais-cresce-ate-15-vezes-no-brasil/

Levantamento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2021/07/17/suicidios-anuario-brasileiro-de-seguranca-publica.htm