Seminário e Workshop abordam terceiro setor e meio ambiente


Universitários da área ambiental e representantes de OSCs (Organizações da Sociedade Civil) da região de Americana (SP) foram em bom número acompanhar o seminário sobre Terceiro Setor e Responsabilidade Socioambiental, que foi promovido pela Maestrello Consultoria Linguística no Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo) – Dom Bosco, na última quarta-feira (25).

“A abordagem do Terceiro Setor na graduação é mais romântica do que técnica – como deveria ser. E a ignorância sobre o segmento tem custado caro para nosso país”, afirmou o palestrante da Apoio Brasil, Takashi Yamauchi, membro da ABNT e relator da ISO 26000 – cargos que demonstram sua importância na regulamentação das organizações, especialmente quando o assunto é balanço social e ambiental.

Japonês de origem, ele acredita que, embora o atual cenário econômico brasileiro não vá bem das pernas, as OSCs podem virar o jogo e alavancar o mercado. “Temos 200 bilhões de habitantes para 400 mil entidades, que movimentam apenas 3,5% do nosso PIB. Pelo contrário, nos EUA são 400 bilhões de pessoas, com 800 mil organizações sociais representando 35% da economia norte-americana”, apontou, também ressaltando que “o Brasil ainda se orgulha de ter passado Afeganistão – 3,2% – e Etiópia – 2,8% – no ranking, recentemente”.

“As Organizações da Sociedade Civil podem suprir necessidades ou complementar trabalhos dos setores público e privado, o que justifica sua força social e econômica”, pontuou a organizadora do evento, Ana Lúcia Maestrello.

A Responsabilidade Socioambiental foi destacada por Takashi com um exemplo particular, que envolvia sua orientação para a maior produtora e distribuidora de bebidas do mundo. “A Coca-Cola me apresentou que seu principal impacto ambiental era na água, então questionei sua diretoria quem havia apontado isso. Eles justificaram que ‘estava claro para todos’. Foi então que solicitei um inventário ambiental de toda a cadeia produtiva da companhia. E a surpresa, para eles: 70% do passivo da empresa era decorrente das emissões de CO2, por conta do transporte. Água representava 20% e ‘outros’, 10%. Somente com a instalação de catalisadores nos escapamentos do caminhões, o passivo de sua logística cairia para 40%. E ainda eles divulgavam campanhas publicitárias em que o mascote era o urso polar, daí provoquei: vocês precisam repensar seu marketing, essa grande emissão de gases de efeito estufa está derretendo as geleiras onde vivem os bichinhos fofos dos comerciais que estão veiculando”, disse ele.

O vereador americanense, Celso Zoppi (PT), foi o único representante do Poder Público no seminário. Ainda estiveram presentes alguns contadores, empresários e um policial militar. As organizações sociais eram: ONG Família José, Adote uma Árvore, Vamos Salvar a Represa Salto Grande e Associação dos Permissionários de Carioba. A consultoria novaodessense recebeu o apoio do Curso de Engenharia Ambiental salesiano para realização do seminário, o que explicou a maioria dos alunos dessa área.

Mudanças Climáticas

Uma empresa social fundada em 2008 com o objetivo de disseminar o conhecimento para atender o interesse público, utilizando-se da Linguística como pilar fundamental para sustentar sua causa, essa é a Maestrello Consultoria, que também trabalha por uma natureza mais equilibrada e sociedades sustentáveis, graças à sua força comunicacional.

Na tarde de ontem, a diretora da organização prestigiou o “Workshop Clima Mundial”, que foi realizado no IZ (Instituto de Zootecnia) de Nova Odessa, com o objetivo de simular o debate sobre mudanças climáticas que acontecerá na França, a partir da semana que vem.

Ministrado pelo pesquisador científico, Luís Alberto Ambrósio, o workshop desenvolveu com os participantes o Exercício Clima Mundial, que deve propor melhorias para a educação da mudança climática, no futuro. A ferramenta foi trabalhada com seis grupos de três pessoas cada, que representaram EUA, União Europeia, China, Índia, Outros Países Desenvolvidos e Outros Países em Desenvolvimento; ainda havia um enviado ficcional da imprensa e outro ativista ambiental, que também levantou a bandeira dos jovens e dos pobres. Todos simularam as rodadas de negociações numa COP (Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas).

“Participar dessa oficina, proporcionou, para mim, mais conhecimento sobre as questões ambientais, para compor a estrutura da metodologia de Educação Ambiental da Maestrello, que é tão inovadora quanto o software que nos foi apresentado no IZ”, ressaltou Ana.

A 21ª edição da conferência da ONU será realizada de 30/11 a 11/12, em Paris, e terá como objetivo principal costurar um novo acordo entre os países para diminuir a emissão de gases de efeito estufa, evitando o aquecimento global e, em consequência, limitando o aumento da temperatura do planeta em 2ºC até 2100. Assista ao clipe oficial da COP 21 aqui.

 

Assessoria

 

 

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