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Romeiros de Nova Odessa percorrem cerca de 120 quilômetros até Pirapora do Bom Jesus


Há mais de 20 anos, o seu Severino Marques da Silva, conhecido como Bill, organiza romarias à Pirapora do Bom Jesus – cidade há cerca de 120 quilômetros de Nova Odessa. E, na quarta-feira, dia 22 de março, o grupo de charreteiros, comandado pelo romeiro, se reuniu no bairro Chácara Central, em Nova Odessa, para mais uma viagem de quatro dias a cavalo em direção a cidade que já virou destino de fé para muitos novaodessenses.

O prefeito de Nova Odessa, Benjamim Bill Vieira de Souza, esteve na concentração do grupo e desejou sucesso aos romeiros. “É um momento muito importante para quem vai em busca de agradecimento. Nova Odessa é uma cidade que mantém viva as tradições e elas precisam ser incentivadas”, ressaltou o chefe do Executivo.

Todo ano eu vou (para Pirapora). No caminho vamos parando em alguns lugares para os animais descansarem até chegarmos em Cabreúva, onde alugamos um sítio por conta da romaria e de lá acabamos de chegar de caminhão, vamos para a igreja de Bom Jesus de Pirapora, assistimos a missa e já começamos a voltar”, planeja.

Bill conta que organiza a romaria todos os anos porque é algo que está no sangue. “A vida inteira mexo com cavalo, desde criança. Há 25 anos estou em Nova Odessa e há mais de 20 comecei reunindo os amigos e até hoje mantemos a tradição”, explica.

Com bom humor, o organizador conta que, se chover, a saída é “amarrar o cavalo e se esconder embaixo da lona do caminhão”. Já Roberto Perdigão, um dos organizadores, diz que é quase um “hotel de quatro estrelas”.

Perdigão conta que antes das romarias partirem de Nova Odessa, os charreteiros se reuniam com os romeiros de Americana para participar da cavalgada. “Mas aí decidimos que já era hora de Nova Odessa começa a ter a sua própria romaria. É trabalhoso, mas vale a pena. No primeiro dia, dormimos em Indaiatuba e logo cedo já continuamos o caminho, passando por Cabreúva até chegar em Pirapora”, comentou.

Com todo o apoio da família, a esposa do Perdigão: a dona Ivete Guilhermino – apesar de não participar da romaria -, destaca a importância da cavalgada para a família. “Minha família toda gosta, eu mesma já andei muito a cavalo. A saudade fica, mas é tão tradicional que já estamos acostumados”, disse.

Apesar do número de romeiros de Nova Odessa ser de apenas 20, durante o caminho, o grupo aumenta já que é possível encontrar outros cavaleiros e charreteiros que tem Pirapora do Bom Jesus como ponto final de uma mesma viagem de agradecimento. “Estou muito feliz de realizar essa romaria por mais um ano. E com saúde”, brinca Bill. “É um momento para agradecer tudo de bom que aconteceu”, acrescenta Perdigão.

 

Assessoria de imprensa

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Dennis Moraes