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Recomposição salarial da PM: mais uma promessa descumprida de Doria

Governador João Doria não cumpriu com promessa de reajuste salarial da PM que está há 24 anos sem receber sequer a reposição inflacionária
Foto: Governo do Estado de São Paulo

 

 

O chamado Pacote de Valorização das Carreiras Policiais do Estado de São Paulo, anunciado nesta quarta-feira em um evento midiático pelo governador João Doria, não atende às necessidades da Polícia Militar, que defende a população há 24 anos sem ao menos receber a reposição inflacionária prevista na Constituição. A chamada recomposição salarial da categoria, ficou provado hoje, é mais uma das promessas de campanha descumpridas por Doria à frente do Executivo Estadual.

Durante a campanha, ele havia prometido aumentar o salário logo no início do governo. Prometeu, ainda, que os policiais paulistas teriam os melhores vencimentos do Brasil. Os ínfimos 5% estão muito aquém de recompor as perdas da categoria, quanto mais colocá-los no topo de um ranking de estados que mais valorizam sua força policial.

Entre os itens anunciados pelo governo, destacam-se a assistência jurídica gratuita a policiais para casos específicos ocorridos durante o exercício das suas atividades. O governo anunciou a ampliação para seis, por ano, do número das premiações por resultados a todos policiais, estendendo o benefício 40 mil servidores que não eram atendidos anteriormente. A estimativa é que o valor gasto com as bonificações dobre, podendo chegar à concessão de R$ 900 milhões em bonificações por ano.

A Associação dos Oficiais Militares do Estado de São Paulo em Defesa da Polícia Militar (DEFENDA PM) esclarece que boa parte dos ‘benefícios’ anunciados pelo governador, como o auxílio-alimentação e o programa de bonificações, exclui os policiais da reserva.

Na semana passada, a DEFENDA PM foi convidada a participar de uma reunião no Palácio do Governo, na qual foi anunciado o compromisso de não aplicar distinção entre os policiais ativos e inativos. Para nossa surpresa, o que se viu nesta quarta foi justamente o contrário. Por meio de ampliação dos penduricalhos, o governo ampliou ainda mais a diferença entre os vencimentos daqueles que estão ativos e os dos que contribuíram durante décadas com os resultados que hoje o governo Doria colhe.

Com o anúncio desta quarta-feira, ficou claro que João Doria ignora todas as perdas salariais amargadas pelos policiais militares ao longo de 24 anos de gestão do PSDB. Os 5% ostentados pelo governo se referem tão somente às perdas ocasionadas no ano de 2019. Não há nada o que comemorar.

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