Prefeita de Sumaré, Cristina Carrara, recebe visita do cônsul geral dos Estados Unidos e ‘abre as portas’ da cidade para novas empresa americanas

A prefeita de Sumaré, Cristina Carrara, recebeu em seu gabinete na tarde desta quinta-feira, 19 de março, a visita do cônsul geral dos Estados Unidos no Brasil, Dennis Hankins. Ao lado do vice-cônsul Aaron Barnard-Luce e dos secretários municipal de Governo, João Alberghini Sobrinho, e de Desenvolvimento, Gustavo Tomazin, a prefeita falou sobre as excelentes condições que a cidade oferece para, por exemplo, receber novas unidades de empresas americanas interessadas em atuar no Brasil, no Mercosul ou mesmo na América Latina como um todo.

A prefeita falou longamente sobre as vantagens que as empresas encontram em Sumaré, incluindo as privilegiadas condições de logística: a cidade está situada entre as melhores rodovias do país, como Bandeirantes, Anhanguera e Dom Pedro 1º, “ao lado” do Aeroporto Internacional de Viracopos, conta com um amplo terminal intermodal de cargas (que dá acesso ao transporte ferroviário para o Porto de Santos e para o Oeste do Estado), entre outros canais de escoamento.

Cristina citou ainda a existência, na cidade e na região como um todo, de mão de obra altamente especializada, graças à presença de grandes universidades, institutos de pesquisa, escolas e faculdades técnicas, como a nova ETEC (Escola Técnica Estadual) conquistada recentemente pelo seu governo junto ao governador Geraldo Alckmin – e também de outras grandes empresas dos setores de tecnologia, indústria automotiva, metal mecânico, químico, logístico e outros.

“É claro que Sumaré enfrenta muitos desafios oriundos da falta de planejamento no passado, e a forma de administrar, no Setor Público, é muito mais burocrática que no Setor Privado. Somos uma cidade que cresceu ‘de fora para dentro’, com barreiras geográficas que seccionam nosso território em seis regiões – mas temos condições privilegiadas para receber novas empresas, e nosso governo está atuando firmemente na viabilização das obras necessárias de infraestrutura e de mobilidade, tendo como principal parceiro o Governo do Estado, para dotar Sumaré do que ela precisa para continuar se desenvolvendo ao longo das próximas décadas, garantindo a melhoria constante da qualidade de vida da nossa população”, explicou a prefeita sumareense.

A prefeita destacou também ao cônsul o “salto” na qualidade dos serviços públicos municipais ao longo dos dois últimos anos nas áreas de Saúde, Educação, Infraestrutura e, em breve, graças à concessão dos Serviços de Água e Esgoto, também em Saneamento Básico. “Com certeza vamos entregar uma cidade muito melhor do que a encontramos no início do nosso mandato, inclusive na qualidade dos Serviços de Água e Esgoto, pois estamos garantindo mais de R$ 300 milhões em investimento nestas áreas graças à concessão”, explicou a chefe do Executivo.

 

VISÃO ESTRANGEIRA

Entre outros assuntos, Dennis Hankins apresentou algumas análises sobre como vê a situação atual do país, do estado e das cidades brasileiras que, como Sumaré, são polos industriais e de serviços.

“Do ponto de vista diplomático, o Brasil vive um momento interessante. Serão ao menos dois anos difíceis, mas as condições econômicas vão melhorar a partir do terceiro ano. Normalmente, as grandes cidades brasileiras, como Sumaré, geram muito mais (arrecadação de impostos) do que recebem de volta, por isso os prefeitos têm que ‘buscar’ de volta estes recursos junto ao Governo Federal e ao Governo do Estado, para poder fazer investimentos. Educação, Saúde e Saneamento, por exemplo, custam muito caro no Brasil. O Estado de São Paulo deve continuar sendo o líder em produção de tecnologia no Brasil”, afirmou o cônsul norte-americano.

“De fato, a concentração de recursos no Governo Federal é um problema para as cidades brasileiras, que precisa ser revisto. Demora muito e é muito difícil termos retorno dos impostos que geramos localmente, de forma que este imposto gere melhorias na vida do cidadão. O Governo Federal deveria atuar mais no planejamento e nas questões macro, permitindo que os municípios tenham mais recursos para atuarem localmente, de acordo com as realidades e necessidades locais”, respondeu a prefeita Cristina – que é formada em Administração.

 

Assessoria

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