Doenças ocupacionais podem ser evitadas por meio de medidas simples
Em muitas situações, o conceito de conforto pode ser bastante subjetivo. Isso porque estar confortável pode, de fato, significar diferentes fatores para diversas pessoas, em contextos distintos. Contudo, no ambiente de trabalho, o conforto é algo bastante objetivo, além de extremamente necessário.
Para quem trabalha o dia todo sentado, por exemplo, seja no escritório ou em home office, a cadeira perfeita é de suma importância, bem como o posicionamento correto dela em relação à mesa.
Isso porque, além de ser ergonômica, a cadeira de trabalho deve ser posicionada de forma que o cotovelo forme um ângulo de 90 graus com o braço e o antebraço, enquanto o computador é utilizado. Além de garantir que o braço se canse menos, isso pode evitar problemas futuros.
Outro fator a ser considerado é a quantidade de luz no ambiente quando se trabalha em espaços fechados. Luzes difusas, por exemplo, cansam menos os olhos do que quando as comparamos com as luzes focais. Ou seja, a mesma quantidade de iluminação deve ser distribuída pelo espaço.
Como sabemos, nossos olhos, e consequente nosso humor, adaptam-se à quantidade de luz oferecida para que realizemos as tarefas necessárias. Dessa maneira, a exposição de diferentes quantidades de luz num curto espaço de tempo vai fazer com que seus olhos tenham que se adaptar várias vezes.
Uma pesquisa realizada pela Herman Miller, famosa empresa americana que produz móveis de escritório, indicou que o conforto é um dos principais fatores que motivam um funcionário a permanecer na empresa.
Dessa forma, um ambiente de trabalho agradável refletirá toda a dinâmica de uma companhia. Um negócio com grande rotatividade de funcionários, por exemplo, terá dificuldade de ter pessoas com muito tempo de casa, o que reflete na qualidade dos produtos e serviços oferecidos, uma vez que dificilmente a empresa conseguirá implementar uma filosofia própria.
Doenças ocupacionais
Os problemas da visão e a LER (lesão por esforço repetitivo) são alguns exemplos resultantes dos malefícios causados por ambientes de trabalho fisicamente desconfortáveis. Inclusive, todos os anos, milhões de pessoas são afastadas de suas atividades laborais por doenças ocupacionais, aquelas causadas pela profissão.
Nesse sentido, algumas empresas têm investido na ginástica laboral, atividades de média duração, que são realizadas durante o expediente e, geralmente, em grupo. Além de evitar o desenvolvimento de doenças físicas, isso melhora a relação entre gestores e colaboradores, o que também tem consequências positivas para as empresas.
Vale lembrar que, na maioria dos casos, as doenças ocupacionais são evitáveis. Mesmo assim, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra dados preocupantes.
Aproximadamente, 3,5 milhões de pessoas maiores de 18 anos já haviam sido diagnosticadas com LER e DORT (distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho). A mesma pesquisa ainda aponta que, na ocasião, em 2014, cerca de 27 milhões de brasileiros em fase adulta eram acometidas por doenças crônicas na coluna.
Conforto psicológico
Cadeiras confortáveis, mesas adequadas, luz ideal, climatização agradável e atividades laborais são apenas alguns dos elementos necessários para que o ambiente de trabalho seja acolhedor. A forma como as relações são dinamizadas também tem grande influência nesse sentido.
Aliás, o estresse laboral é uma doença ocupacional. Entretanto, se por um lado, prazos apertados podem gerar ansiedade e estresse, por outro, a comunicação adequada e vertical pode amenizar essa situação.
Todos que compartilham o mesmo ambiente devem estar alinhados. O respeito entre as pessoas deve fazer parte tanto da filosofia, quanto da identidade da empresa. Mais uma vez, isso vai refletir na qualidade de vida dos funcionários e na relação entre o negócio e o cliente, que é sempre influenciada pela comunicação interna.





