Piracicaba: Horto Florestal terá administração tripartite

Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Prefeitura de Piracicaba e Esalq irão se unir para ocupação e manutenção da área localizada no distrito de Tupi

 

A Estação Experimental de Piracicaba, mais conhecida como Horto Florestal, localizada no distrito de Tupi, terá administração tripartite. Esta é a proposta que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente/Instituto Florestal e a Prefeitura estão discutindo e que, na semana que vem, irão propor a participação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). A informação foi divulgada hoje (19/05) pelo prefeito Barjas Negri que, desde janeiro, trabalhou para evitar a concessão da área que era pretensão do governo do Estado.

O prefeito Barjas Negri explicou que ao saber da intenção do Estado já havia se manifestado à imprensa de que conversaria com o governador Geraldo Alckmin sobre o assunto, propondo uma discussão sobre a melhor solução para o local, considerando a importância do Horto Florestal para Piracicaba. Quando participou da entrega de casas populares em Mogi Guaçu, Barjas falou com o governador, que apontou como seu interlocutor Ricardo Salles, secretário estadual de Meio Ambiente.

Em visita oficial ao Horto (16/02), o secretário Salles e Barjas conversaram sobre propostas para evitar a concessão daquela reserva a terceiros. Ficou acertado que o município manifestaria a sua intenção em compartilhar a administração do horto. O primeiro ofício foi encaminhado em 23 de fevereiro, quando a Prefeitura pediu informações a respeito dos servidores, custos administrativos com a manutenção do local e a possibilidade do envolvimento da Esalq/USP na utilização da área florestada nos cursos de Ciências Florestais.

A partir daí, ficou acertada uma reunião entre as partes, que ocorreu na primeira quinzena de março. Dela participaram Luís Alberto Bucci, diretor-geral do Instituto Florestal, Miguel Luiz Menezes de Freitas, diretor de Divisão de Florestas; Denise Zanchetta, chefe de Seção Técnica de Tupi; Rogério Vidal, ex-secretário municipal de Defesa do Meio Ambiente, além de técnicos.

Durante a reunião, a Prefeitura demonstrou sua pretensão em compartilhar a gestão, justificando a importância do Horto Florestal na conservação da natureza e manejo da floresta, na guarda da diversidade biológica, e principalmente do banco de germoplasma constituído pelas espécies exóticas de Pinus e Eucalyptus, plantadas nos reflorestamentos nas décadas de 60 a 80, com fins de pesquisa na área da silvicultura.

Ao final desta reunião, houve o consenso de que seria viável a proposta do compartilhamento entre o Estado (Instituto Florestal) e a Prefeitura, mais a Esalq/USP. Caberia à Sedema, no caso representante da Prefeitura, assumir a responsabilidade pelo uso público, que compreende a região da lagoa (22,2 hectares). Ao Estado a conservação da biodiversidade, manejo e recuperação dos ecossistemas, bem como o monitoramento. Finalmente, a Esalq/USP continuaria a utilizar o local para suas aulas e até pesquisas.

No dia 30 de março, o prefeito Barjas Negri encaminhou novo ofício ao secretário Ricardo Salles, anexando a ata da reunião e fazendo, oficialmente, a proposta de compartilhamento da gestão. Houve uma devolutiva do Estado, por meio do Instituto Florestal, que enviou uma minuta de proposta de ocupação e compartilhamento tripartite. O documento já está na Procuradoria-geral da Prefeitura de Piracicaba para análise.

ESALQ/USP – Para a próxima semana, o novo secretário de Defesa do Meio Ambiente, José Otávio Machado Menten, já agendou uma reunião com o diretor da Esalq/USP, professor Luiz Gustavo Nússio, e mais o secretário municipal José Antônio de Godoy, para discutir a participação da universidade na gestão compartilhada. A Esalq/USP será convidada, oficialmente, para participar da gestão tripartite.
Foto: Secretaria do Meio Ambiente do Estado de SP

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