fbpx

Portal SB24Horas

Conteúdo é aqui!

Gasto, despesa ou custo? Perca o medo de fazer investimentos

Organizar-se financeiramente é pré-requisito para bons resultados. No entanto, é uma tarefa bastante trabalhosa, que exige sacrifícios e tempo. Por esse motivo, ainda é um tema que causa certo receio à maioria das pessoas, o que implica em não apenas se endividar, mas, também, colocar em risco o funcionamento da empresa

 

Dito isso, é imprescindível estreitar a relação com o dinheiro. Note que, nesse sentido, não é necessário ser um expert em investimentos, dominar o mercado de ações e devorar todos os livros dos empresários mais bem sucedidos. Aqui, é muito mais válido compreender como se planejar e, por consequência, desenvolver financeiramente seus negócios.

 

Claro, de início, é normal se deparar com termos atípicos, mas não é preciso preocupar-se! Com leitura e prática, esses detalhes passam a ser familiares no dia a dia, despertando, inclusive, o interesse sobre o mundo das finanças. É importante se lembrar apenas de dar um passo de cada vez: leia sobre um assunto, mas siga adiante apenas quando o tiver entendido completamente.

 

Assim sendo, a etapa inicial é o planejamento financeiro. Por meio dele, serão definidos os passos seguintes, já que se analisa onde e como o dinheiro é usado para, então, saber em que pontos há desperdício. Em função disso, é fundamental compreender as diferenças entre custo, gasto e despesa, pois há pontos em que não é viável economizar.

O que são gastos?

De manera geral, os gastos são uma definição ampla de uso do dinheiro. Isso significa que todos os bens e serviços adquiridos — mão-de-obra, insumos, matéria-prima, por exemplo — ou todas as contas pagas são, inicialmente um gasto que, ao longo do período, será transformado em custo ou despesa.

 

Ainda assim, existe uma outra definição de gasto. Quando um plano financeiro é organizado, espera-se que sejam estipuladas quantias a serem usadas para determinadas atividades. Tudo que foge a esse orçamento é considerado gasto, ou seja, são imprevistos, mas ainda são necessários para o pleno funcionamento da empresa.

 

Como os gastos não foram previamente calculados, não há possibilidade também de repassar esse valor para os clientes. Então, quando eles ocorrem, é plausível considerar que se obteve prejuízo, por menor que ele seja. Isso porque o ideal é separar parcelas fixas com utilidades específicas; sendo o restante poupado para investimentos — e não usado para adversidades.

O que são despesas?

As despesas de uma empresa são todos os valores gastos para o funcionamento mínimo das atividades. Tudo que é destinado a operações comerciais, recursos humanos, marketing e setor administrativo, por exemplo, é considerado uma despesa. Na prática, são dispêndios que não tem relação direta com o core business, mas que, ainda assim, desempenham um papel importante nos negócios.

 

As despesas não implicam em prejuízo para a empresa, pois possuem influência no aumento da receita. Investir em recursos humanos, por exemplo, pode aumentar a produtividade dos colaboradores; em marketing, pode melhorar o networking. Só é preciso lembrar-se, no entanto, de especificá-las no planejamento quanto à sua variação.

 

Despesas fixas são pré-definidas e, como o nome diz, são invariáveis. De maneira geral, despesas com estrutura física, material de escritório e de higiene são fixos, pois não mudam conforme o volume de produção ou de venda da empresa. Já as variáveis são despesas que se alteram conforme a performance, como comissão de vendedores.

O que são custos?

Diferente das despesas, tudo que impactar diretamente na produção e, portanto, na receita da empresa é considerado custo. Assim, gastos com mão-de-obra, energia elétrica, manutenção de máquinas, insumos, materiais de conservação, entre outros fatores necessários para o pleno funcionamento devem estar especificados como custos.

 

Os custos são imprescindíveis para o sucesso dos negócios, é por meio dele que a empresa analisa a quantidade de recursos para conseguir operar. Para expandir, portanto, é preciso aumentar o custo da operação, que, em alguns casos, é repassado para os clientes.

 

É importante lembrar que, de início, eles são contabilizados como gastos e somente no momento da aplicação desses valores é que eles passam a ser custos. Assim como as despesas, eles também possuem classificação: diretos são todos aqueles ligados à execução do produto ou serviço, como matéria-prima, e indiretos são aqueles relacionados, mas, como o nome diz, indiretamente, como manutenção de máquinas.

Como gastos, despesas e custos impactam no investimento na empresa?

Para investir na empresa, é preciso compreender primeiro qual a definição de investimento: trata-se de todo recurso utilizado para se ter retorno posterior. Maquinários modernos, por exemplo, ainda que seja um custo alto, são um bom investimento, pois podem dobrar a produção; no futuro, portanto, trarão mais receita para a empresa.

 

É preciso salientar que qualquer investimento exige um esforço financeiro inicial considerável; é meta da empresa, então, primeiro recuperar a quantia gasta, no médio e longo prazos, e depois trazer ainda mais lucros do que no início. Por isso, também deve planejar-se para trabalhar com uma quantidade menor de recursos e evitar dívidas vindas desse investimento.

 

A saída mais inteligente, então, é sempre reservar uma parcela do lucro mensal para aplicações. Assim, com o poder dos juros compostos, é possível multiplicar o patrimônio para investir na empresa com mais tranquilidade. O que deve ser feito, no entanto, é analisar prazos e valores e ponderar risco x retorno do mercado financeiro.

 

De todo modo, independentemente da escolha de ativo que será feita, essa é a melhor forma de aumentar o patrimônio para utilizá-lo no desenvolvimento da empresa. São diversas opções disponíveis que, com absoluta certeza, trarão rendimentos consideráveis ao caixa, melhorando ainda mais os negócios.

Comentários

Dennis Moraes