Patrulha Maria da Penha: campanha informa e incentiva denúncias de violência contra a mulher  

Serviço foi implantado em 2017; peças auxiliam na reflexão sobre comportamentos violentos

 

A Patrulha Maria da Penha, serviço de proteção, prevenção, monitoramento e acompanhamento das mulheres vítimas de violência doméstica, completa 2 anos em Piracicaba. Para que mais mulheres conheçam esse importante serviço, a Prefeitura iniciou uma campanha publicitária em jornais, rádios e mídias sociais, como Facebook e Instagram.

A campanha é composta por peças com frases que levam à reflexão sobre sinais que apontam que uma mulher pode ser vítima de violência mesmo que não perceba. Uma dessas frases é “Nada que te faça sofrer é prova de amor”, que vem acompanhada de um texto sobre a violência psicológica. Outras, incentivam a mulher a denunciar seu agressor, como “Seja maior do que seu medo” ou a “A força de uma é a força de todas”. As peças sempre são acompanhadas pelo número de telefone 153, para o qual é possível fazer a denúncia 24 horas.

Um folheto também foi produzido. Ele traz tópicos que mostram os diversos tipos de violência, além da física, e suas características. O objetivo é informar, por exemplo, que humilhar, xingar e diminuir a autoestima constam como tipos de violência emocional. E também que vazar fotos íntimas nas redes sociais, como forma de vingança, é considerada violência moral. Adesivos, com o número de telefone 153, também serão distribuídos para toda a população.

Para comandante da Guarda Civil, Lucineide Maciel, a campanha busca chamar a atenção para o debate sobre o tema da violência doméstica, despertando a discussão e  a necessidade de denunciar o agressor. “A campanha de conscientização é uma ferramenta essencial para que a mulher saiba identificar que está sofrendo violência. Muitas vítimas buscam justificar os atos violentos dos seus parceiros, perpetuando ainda mais estas agressões. Importante ressaltar que em um relacionamento saudável não deve haver qualquer tipo de violência. A convivência com respeito ao outro é fundamental para a vida familiar e em sociedade”, ressalta a comandante.

 

DOIS ANOS – A Patrulha Maria da Penha, serviço implantado pela Prefeitura de Piracicaba de combate à violência contra a mulher, completa dois anos. De sua criação até o mês de fevereiro, a Guarda Civil recebeu 705 medidas protetivas, realizou 17.080 rondas e prendeu 22 agressores em flagrante.

“A implantação da Patrulha Maria da Penha em Piracicaba garantiu que as mulheres vítimas de violência se sentissem mais seguras para denunciar seus agressores porque elas sabem que terão um serviço exclusivo de proteção. Por dia, a GC recebe aproximadamente 30 medidas protetivas”, ressalta o prefeito Barjas Negri.

As medidas protetivas determinam que os agressores mantenham distância da vítima, não ultrapassando um limite mínimo de aproximação. Cabe à equipe da Patrulha Maria da Penha, formada por oito guardas, monitorar essas vítimas 24 horas, em horários e dias alternados. A ronda dos patrulheiros consiste em evitar que os agressores descumpram as medidas protetivas e ameacem ou agridam a vítima. Os guardas-civis, antes de ingressarem nesse grupamento, passaram por treinamentos específicos, capacitando exclusivamente para o trabalho.

A atuação da Patrulha também consiste em entrevistas com essas mulheres, com a finalidade de encaminhá-las a serviços de apoio, como o Centro de Referência de Atendimento à Mulher, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e informando o Poder Judiciário no caso de o agressor descumprir a medida protetiva. Nesses locais, a vítima poderá contar com uma equipe multidisciplinar de profissionais de psicologia, assistência social e advocacia para oferecer suporte no sentido de auxiliá-la a sair do ciclo de violência em que está inserida.

Por meio de chamamento público, realizado pela Prefeitura, as vítimas contam também com o Centro de Integração da Mulher (CIM) – Casa Abrigo Valquíria Rocha, no município de Sorocaba, que acolhe essas mulheres.

SERVIÇO– Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelos seguintes canais: Guarda Civil (153), plantão 24 horas, Central de Atendimento à Mulher em situação de Violência (180) e Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na rua Alferes José Caetano, 1.018, telefone 3433-5878.

 

 

Foto: Felipe Ferreira

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