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O que você ainda precisa saber sobre a portabilidade de investimentos

Muitos investidores não sabem, mas é possível realizar a portabilidade de investimentos de quase todos os ativos disponíveis no mercado. Se você encontrar uma proposta mais vantajosa em outra instituição financeira, você pode transferir seus ativos de um banco para outro sem tanta dificuldade.

Como a portabilidade de investimentos ainda é desconhecida por muitos investidores, vamos falar o que você ainda precisa saber sobre essa operação. O processo parece mais simples do que parece. Muitas empresas já estão trabalhando forte nesse mercado. É possível fazer a portabilidade Porto Seguro, portabilidade dos bancos e de outras empresas.

O que é a portabilidade de investimentos?

A portabilidade de investimentos ou transferência de custódia é uma operação que consiste na migração de ativos de uma instituição financeira para outra sem a necessidade de resgatar o capital da aplicação.

Dessa maneira, o investidor não precisa sacar o dinheiro de um banco para reinvestir o valor em outro. Ele simplesmente pede a transferência do ativo, sem precisa pagar nada por isso e a operação ocorre dentro de alguns dias.

Para ter uma ideia melhor do que estamos falando, a portabilidade de investimentos é semelhante a portabilidade de celular, você passa o seu ativo de uma empresa para outra.

Quais investimentos podem ser transferidos para outro banco/financeira?

É possível fazer a portabilidade de quase todos os investimentos de renda fixa e variável. Ativos negociados na Bolsa de Valores como ações, ETFs e cotas de fundos imobiliários são os mais transferidos por investidores.

Na renda fixa, também já é comum a transferência de títulos do Tesouro Direto de uma corretora para outra. Os títulos de renda fixa privados como CDBs, LCIs, LCAs, debêntures, entre outros, também podem ser transferidos de instituição financeira.

Quais investimentos não podem ser transferidos?

Apenas fundos de investimentos exclusivos de uma instituição não podem ser transferidos. Nos casos dos fundos, apenas os que distribuem o mesmo produto em diferentes instituições podem ter a custódia transferida.

Também não é possível transferir ativos dados como garantia de outra operação como contratos do mercado futuro. Por isso, antes de você pedir a portabilidade, verifique se o ativo não é parte de uma operação, está liquidado ou sob algum bloqueio judicial.

Como funciona a portabilidade de investimentos?

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) está tentando regulamentar a portabilidade de investimentos com um processo padrão e feito pela internet. Porém, por enquanto cada instituição financeira tem o seu próprio processo para a realização da portabilidade de investimentos.

De maneira geral, o investidor precisa pedir a portabilidade do seu investimento. Para isso, ele precisa preencher uma solicitação de transferências de valores mobiliários e solicitar a transferência de custódia a instituição financeira onde estão os ativos.

Para a portabilidade ser feita, o investidor também precisa abrir conta no banco ou corretora para onde ele pretende migrar os ativos. O processo é conduzido pela instituição que já detém o título e costuma levar alguns dias. Pela recomendação da CVM, o processo deve levar até 48 horas, mas costuma levar cerca de 10 dias para ser concluído.

Por ser feito pela instituição que está perdendo o cliente, o processo costuma ser bastante burocrático. Por isso, ele não é tão divulgado pelos bancos e corretoras. Como não há um padrão, a dica é que você ligue para a sua instituição atual e se informe sobre os processos necessários para realizar a portabilidade.

Por questões de segurança, só é possível fazer a portabilidade para contas com a mesma titularidade.

Quando vale a pena fazer a portabilidade de um investimento?

A portabilidade de investimentos vale a pena em dois casos: menores taxas na nova instituição e insatisfação com o atendimento da instituição atual. Muitas tarifas estão envolvidas e afetam diretamente e indiretamente a rentabilidade de um investimento.

Por isso, para a portabilidade ser vantajosa, um dos pontos é fazer as contas. Se os custos com taxas de administração e outras forem melhores do que na instituição atual, a portabilidade pode ser uma boa alternativa para fazer os seus ativos renderem mais.

Porém, o principal motivo para a portabilidade de investimentos é a qualidade do atendimento. Com muitas taxas zeradas e outras equiparadas entre bancos e corretoras, a avaliação da migração de um investimento para outro banco por conta dos custos fica em segundo plano.

O que o investidor deve considerar é a sua avaliação do atendimento da instituição financeira que detém os seus ativos. Se o contato é difícil e burocrático, a saída é realizar a portabilidade para uma instituição que tenha um atendimento personalizado e de destaque.

Muitas vezes, mais vale considerar a qualidade do atendimento do que os custos. Sabe aquela frase: “o barato sai caro”? Então, ela pode ser reproduzida em uma troca errada. Procure referências sobre o atendimento, antes de transferir o ativo para outro banco ou corretora que tenha taxas menores, mas um atendimento pior do que a instituição anterior.

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