No clima da final de sambas da Rosas de Ouro, Nayra Cezari faz tattoo de henna e revela segredos sobre a planta.


Uma história de quase cinco mil anos e todos os seus mistérios. Nesse embalo, a apresentadora Nayra Cezari está se preparando para a festa que vai eleger o hino oficial da Sociedade Rosas de Ouro, escola de São Paulo que vai falar sobre a história da tatuagem no Carnaval 2016. À frente do Programa Na Levada do Samba, líder de audiência no canal NGT, Nayra se encantou com toda a atmosfera que envolve o processo de realização da pintura corporal.

– Sempre  quis realizar o procedimento, mas não sabia se daria certo por conta do meu tom de pele. Não é comum ver mulheres negras com a pintura feita em henna, disse ela  que apostou no estilo mehendi para fazer sucesso no evento.

 

Atendida por Adriana Moraes, maquiadora há 12 anos e artista de henna há dois, Nayra foi acompanhada da presidente do Rosas, Angelina Basílio, que também experimentou a arte da tatuagem na pele.

 

Considerada um dos primeiros cosméticos do mundo, a henna  também é utilizada para outros fins, como o medicinal,  conforme explica Adriana. No Brasil, a arte não é tão difundida por conta da falta do clima propício ao plantio e, por conta disto, a chance de haver confusão entre a henna dita verdadeira  e a falsa é grande.

 

– Há diferentes estilos na arte da henna. É uma arte ainda desconhecida no mercado por conta da confusão que existe entre a química que normalmente é aplicada nas praias e que inclusive é danosa para a saúde podendo ocasionar queimaduras entre outras lesões porque contém chumbo. A verdadeira henna é composta do pó da planta com uma mistura de óleos e açúcares apenas, podendo ser usadas até em grávidas e crianças, diz a maquiadora.

 

Envolta em seus mistérios, a henna, segundo Adriana, ativa o poderio feminino, fazendo com que a mulher se sinta mais poderosa e bonita quando a utiliza.

 

– A henna ativa o feminino sagrado. Ela é feita de acordo com os períodos de transição feminino.  Primeira menarca, casamento , todo período de transição é marcado pela arte da henna. Na Índia, a mulher se prepara para o casamento pintando o corpo e , enquanto houver traços do pó da planta nele, a mulher somente é servida. Também já foram encontrados traços em múmias o que sinaliza que ela também tem representatividade no momento do funeral, diz a artista.

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