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Nascida em meio à pandemia, Restin completa 1 ano na luta contra o desperdício de alimentos

Na imagem, no centro Luciano Almeida (CEO e Co-founder, ao lado de seu time, à sua esquerda, Rafael Esposito (CCO e co-founder), Mariti Faustino (Gestão da Qualidade), no centro Luciano (CEO e Co-foounder). À sua direita, Mariá Possobon (CTO e Co-founder) e Franciele Barbosa (CFO e Co-founder). Foto: Divulgação

Neste período, empresa fundada por Luciano Almeida e Mariá Possobom já impactou mais de 20 produtores e teve movimentação de 7 toneladas de alimentos 

A Restin nasceu muito antes de tomar forma. Luciano Almeida, fundador da empresa, afirma que tudo começou quando ele ainda estudava no curso técnico em nutrição, conseguindo uma vaga de estágio em uma empresa multinacional, onde trabalhou por 10 anos.

Em seu primeiro dia de estágio, a nutricionista responsável na época o colocou para trabalhar em uma campanha chamada “Zero Desperdício”, que consistia em entregar tickets aos funcionários, checando ainda, se os pratos estavam limpos ou se haviam restos de comidas.

Após dois meses de campanha, ele já se sentia imerso no universo, participando de toda ação até na fase final quando a quantidade de comida que foi evitada de ir para o lixo se transformar em cestas básicas para famílias carentes.

“Eu achei sensacional, aquilo me tocou. Eu aprendi muito naquela empresa e felizmente fui contratado. Porém, eu ainda não tinha concepção tamanho do desperdício no Brasil e no Mundo. Depois daquela experiência, em outras situações, eu mesmo mandei muito alimento ser devolvido, mandei jogar comida boa fora, até que percebi, aquela conduta não era adequada,” explica Luciano.

Foi então que ele decidiu fazer cursos, participar de palestras, e buscar conteúdos que o ajudassem a expandir o conhecimento sobre o tema. Deixou o emprego estável que tinha, fundou uma clínica de nutrição e montou um consultório integrado com uma cozinha proporcionando ao paciente a chance de vivenciar as experiências do alimento.

Inquieto, percebeu que ainda não tinha encontrado seu propósito de vida. Foi quando assistindo a um documentário, se emocionou ao ver o exemplo de um chef Italiano que trabalhava contra o desperdício de alimentos na Europa.

“É para isso que Deus me colocou no mundo. Foi então que eu descobri como poderia fazer isso acontecer: indo aquele projeto que eu havia assistido no documentário,” conta.

Depois disso, Luciano passou a buscar pessoas e projetos que já lutassem contra o desperdício de alimentos aqui Brasil. Encontrou uma colega que possuía vontade de trabalhar em ação social e os dois passaram a desenhar um antigo projeto de Luciano chamado “Nutrire”.

Neste ínterim, Luciano embarcou para a Europa onde conheceu o Refeittorio Ambrosiano e estreitou laços com Mariá Possobom Rocha, outra amiga que trouxe sentido neste processo de descoberta. O impacto em sua vida foi transformador e Luciano encontrou toda a inspiração que precisava para tocar o seu projeto contra o desperdício de alimentos no Brasil.

Ao voltar para o país, a “Nutrire”, predecessora da “Restin”, começou suas atividades. O projeto consistia num curso de capacitação em cozinha industrial, manipulação de alimentos para pessoas em vulnerabilidade social com foco no combate ao desperdício e teve duração de 3 meses.

Após esse período, o negócio foi impactado pela pandemia de Covid-19. Mariá Possobom Rocha, que mora em Roma, contou sobre uma startup que através de um aplicativo vendia alimentos próximos ao vencimento.

“Então, em paralelo ao projeto na Nutrire, eu (Luciano) e Mariá, começamos a montar a Restin. Com a pandemia, os alunos da Nutrire passaram a ter excedentes, que foi quando eu comecei a vender os produtos deles direto para o consumidor final, que eram meus pacientes,” relembra.

Em 29 de setembro 2020 foi lançada a Restin, como uma plataforma. No início foi um grande desafio, uma vez que, ninguém tinha experiência em empresa de tecnologia.

“Até então, estavam no projeto a Franciele Barbosa que era sócia na Restin, já tínhamos o Rafael Esposito, que fazia parte da Nutrire, duas pessoas que compraram a causa mesmo sem receber nada.”

Em novembro de 2020, chegou ao projeto Nelson Andreatta, fundador da Eats For You, que passou a estruturar a startup de impacto social. No começo de 2021 a empresa começou a chamar atenção de grandes investidores do mercado e com a vinda da Carol Paiffer, CEO da Atom e colunista da Exame, se juntaram a mais duas grandes instituições, escrevendo uma nova história para o futuro da Restin.

Com Carol Paiffer, FEA Angels, Hugo Bethlem (Capitalismo Consciente), Eduardo Giansante, a empresa passou a rodar ainda mais profissionalmente, crescendo de maneira surpreendente em um ano e alcançando grandes marcos.