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Música na Estação traz Samba de Roda com Nega Duda


Após a inovação do velho rock na viola caipira, o espaço cultural administrado pela Fundação Romi recebe uma apresentação desse patrimônio imaterial da humanidade

O palco Armazém, da Estação Cultural de Santa Bárbara d´Oeste, referência na região pela diversidade artística, recebe dia 18 de março, sexta-feira, a partir das 20 horas, “O Samba da Nega Duda”. A artista Dulcinéia, na Bahia Nega e, em São Paulo, Nega Duda, apresenta o bom e velho samba de roda com seu ritmo baiano, acompanhada de cinco músicos, três backing vocals e mais quatro sambadeiras.  A entrada para o evento é gratuita.

O começo da história da Nega Duda com o samba de roda se origina na Bahia. Mesmo com a mudança para São Paulo, a paixão pelo patrimônio imaterial da humanidade continuou. “Sou sambadeira da Bahia. O samba veio junto para o sudeste. Para matar a saudade, apresentava para os amigos o que era o samba de roda, e assim surgiu o Samba de Roda da Nega Duda”, conta Nega Duda.

O Samba de Roda

O Samba de Roda do Recôncavo Baiano é uma expressão musical, coreográfica, poética e festiva das mais importantes e significativas da cultura brasileira. Exerceu influência no samba carioca e até hoje é uma das referências do samba nacional. O estilo musical tradicional afro-brasileiro é tocado por um conjunto de pandeiro, atabaque, berimbau, viola e chocalho, acompanhado principalmente por canto e palmas. A manifestação está dividida em dois grupos característicos: o samba chula e samba corrido. No primeiro, os participantes não sambam enquanto os cantores gritam a chula – uma forma de poesia. A dança só tem início após a declamação, quando uma pessoa por vez samba no meio da roda ao som dos instrumentos e de palmas. Já no samba corrido, todos sambam enquanto dois solistas e o coral se alternam no canto. O samba de roda traz referências do culto aos orixás e caboclos, à capoeira e à comida de azeite. A cultura portuguesa está também presente na manifestação cultural por meio da viola, do pandeiro e da língua utilizada nas canções.

Nega Duda

Nascida em São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano, Nega Duda teve contato com as diversas manifestações tradicionais da região desde pequena, em especial com o Samba de Roda. Assim como o próprio Samba de Roda, seu aprendizado deu-se pelas palmas de sua avó, Dona Buzu. Após fazer apresentações de Samba de Roda na região e além do estado da Bahia, foi convidada para o festival Prietemps dês Comédiens, na França e depois, para o Festival de Garanhuns, por Mestre Salustiano. Já vivendo em São Paulo, nos encontros com os amigos, suas cantorias revelaram as peculiaridades das cantigas, da dança e das histórias que Nega contava, e assim um grupo de apreciadores se formou. Shows e oficinas foram realizados e o Samba de Roda Nega Duda tornou-se importante locus artístico de um substrato rico da cultura brasileira. Além dos shows, o grupo é comprometido com a cultura baiana do Samba de Roda e com sua luta pela continuidade desse patrimônio histórico e artístico. Já é reconhecido pela Associação de Sambadores e Sambadoras do Estado da Bahia.

 

 

Realização: Perê produções

Apoio: Fundação Romi

Projeto realizado com apoio do ProAC | Governo do Estado de São Paulo.

Informações: Estação Cultural, Av. Tiradentes, 02, centro, Santa Bárbara d´Oeste. 19.3455.4833 ou 4830. estacaocultural.org.br

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Dennis Moraes