Mais de mil pessoas prestigiaram as atrações do Cultura da Terra nos três dias de evento


A Estação Cultural de Santa Bárbara d´Oeste realizou, no último final de semana o Festival do Orgulho Caipira de São Paulo.

Com renomados artistas, reconhecidos localmente e alguns internacionalmente respeitados, a Estação Cultural de Santa Bárbara d´Oeste, espaço multicultural da Fundação Romi, realizou, no ultimo final de semana, o “Cultura da Terra: festival do Orgulho Caipira de São Paulo”.

O evento, viabilizado através de uma premiação conquistada no Edital ProAC Festivais de Artes, promovido pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, contou com nomes como dos músicos Paulo Freire, Bob Vieira, Levi Ramiro e Ivan Vilela, teve a presença da Orquestra Barbarense de Viola, da companhia de teatro Xekmat e do grupo Pioneiros do Catira.

Iniciando oficialmente o “Cultura da Terra: festival do orgulho caipira de São Paulo”, Paulo Freire contou e cantou a música de viola do sertão e sua evolução para os dias atuais. Ao lado de Tuco Freire, além de causos envolvendo o folclore brasileiro, trouxe temas caipiras tradicionais e suas próprias composições, e para mostrar toda a inteligência e senso de humor do caipira brasileiro, interpretou as incríveis canções das duplas Alvarenga e Ranchinho e Zé Mulato e Cassiano.

Já a Orquestra Barbarense de Viola, com seu tradicional grupo sob o comando do Maestro Eberson Aparecido Ferraz (Binho), trouxe um repertório musical diversificado, além de interpretarem os clássicos da música raiz, incorporaram músicas eruditas, como “O Trenzinho do Caipira”, de Heitor Villa-Lobos, e MPB. O ponto alto da primeira noite foi a dobradinha da Orquestra dividindo o palco com o músico Paulo Freire, interpretando musicas como a “Tristeza do Jeca”.

Abrindo os trabalhos do segundo dia do festival, o músico Bob Vieira e sua viola encheram o armazém da Estação Cultural de emoção e diversão. Com muita interação, o violeiro cantou, contou causos e declamou versos do mais puro universo caipira. O público infantil presente também participou com jogos de rimas, levando os pequeninos às gargalhadas. Com a produção “Rolando Causos” a Cia Xekmat teatralizou o cenário rural, contando histórias e causos de vários personagens.

Encerrando a segunda noite do festival, Levi Ramiro expressou sua arte pelas cordas das violas. O músico levou o público para um passeio através das vertentes da música, entre causos e canções, com muita força instrumental. Levi Ramiro apresentou-se acompanhado pelos músicos: Marcos Azevedo (violão), Edu Guimarães (acordeon), Esther Alves (flauta) e André Rass (percussão). Em seu repertório estavam algumas obras do álbum Remanso – Instrumental – Viola Dinâmica, seu mais recente trabalho.

Fechando o Cultura da Terra, com catireiros e violeiros, o grupo Pioneiros do Catira cumpriu o que prometeu um “rasqueado” ritmado, “escova”, bate-pé, bate-mão, e muitos compassos. Com a missão de difundir a cultura da dança da catira, o grupo com forte influência sertaneja, defende a dança do folclore brasileiro com um ritmo musical bem marcado pelo violado e pelas batidas dos pés e mãos dos dançarinos. Por fim, a última apresentação ficou por conta do músico Ivan vilela.

O violeiro resgatou a música de raiz e a sonoridade extraída da viola, e deu uma “aula” da história da música caipira. O violeiro resgatou a música de raiz e a sonoridade extraída da viola. No repertório, pouco comum para o instrumento, o músico interpretou músicas dos Beatles, de Chico Buarque e de Vinícius de Moraes, como “Valsinha”. O show mesclou músicas dos álbuns “Do Corpo à Raiz” e “Paisagens”, com composições suas, e pelo “Dez Cordas”, com arranjos seus feitos para diversos representantes da música nacional e internacional, além de composições inéditas. Ivan Vilela também contou uma série de “causos” do universo caipira e as particularidades de encordoamentos e afinações típicas do interior paulista, mineiro e mato-grossense.

O Cultura da Terra possibilitou, nesses três dias, com público médio por apresentação de pouco mais de 200 pessoas, que artistas locais dividissem o palco com nomes consagrados do universo caipira, para que através do intercâmbio e da troca de experiências, estimulasse um novo olhar na população sobre suas tradições, seu território e sua cultura. Tudo isso com o apoio de parceiros como a IDEAL Comunicação Externa, a SERTRAN Transportes e Nova Via, o Departamento Municipal de Transportes e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Santa Barbara d´Oeste.

 

Estação Cultural

Inaugurada em 2007, a Estação Cultural é resultado da revitalização da antiga estação ferroviária de Santa Bárbara d´Oeste pela Fundação Romi. O local tornou-se referência em toda a região por oferecer opções culturais de qualidade e gratuitas para todos os públicos ao longo do ano. Desde sua inauguração, mais de 150 mil pessoas já visitaram e participaram de suas oficinas, eventos e exposições. A Estação Cultural está localizada na Avenida Tiradentes, 02, no Centro de Santa Bárbara d´Oeste. Para mais informações, entre em contato pelo telefone 3455-4830.

Fundação Romi

Criada em 1957, em Santa Bárbara d’Oeste, pelo casal Américo Emílio Romi e Olímpia Gelli Romi, a Fundação Romi tem como missão promover o desenvolvimento social por meio da educação e cultura. Pioneira na promoção da comunidade regional e na realização de ações sociais, atende mais de 37 mil pessoas por ano por meio de seus quatro grandes eixos: Centro de Documentação Histórica (CEDOC), o Centro de Vivências do Desenvolvimento Infantil (CEDIN), o Núcleo de Educação Integrada (NEI) e a Estação Cultural (EC). Tendo como apoiadora as Indústrias Romi S.A. , instituições governamentais, não governamentais e a iniciativa privada, a Fundação Romi objetiva, continuamente, atingir números mais expressivos por meio de suas áreas de atuação, seus programas e seus projetos.

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