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Janeiro registra nova queda no recorte paulista do Índice Nacional de Confiança

Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) aponta que a população está preocupada com o desemprego e pouco disposta a consumir neste momento

 

O Índice Nacional de Confiança (INC) de janeiro, pesquisa realizada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) junto à startup de tecnologia Behup, apontou nova queda sobre a expectativa para o futuro do consumidor paulista comparada a dezembro. O mês registrou 80 pontos, três a menos que o anterior, o que indica que o atual cenário econômico não é dos melhores desde o início da pandemia. A análise vai de 0 a 200 pontos. Os índices computados no início do maior distanciamento social, em maio e junho do ano passado, eram de 73, mas houve crescimento desde então até outubro que fechou em 85. Em novembro, já houve recuo para 83, índice que se manteve em dezembro. Agora, houve outro recuo. As incertezas, relacionadas principalmente às condições do emprego e do consumo, são as que mais preocupam os consumidores do Estado neste instante.

 

Desde o início do isolamento social, o receio de ficar desempregado cresceu. Até fevereiro de 2020, a maioria dos entrevistados para o recorte paulista do INC dizia estar mais segura no emprego, na comparação com seis meses antes. A partir de março, os receosos em perder o emprego passaram a ser a maioria da população. No mês de janeiro, 39%, dos 800 entrevistados para este atual levantamento, disseram estar menos seguros quanto à estabilidade no emprego. O número daqueles que disseram estar mais seguros é menor: 27% da amostragem.

 

De acordo com o levantamento, 67% dos entrevistados afirmaram conhecer alguém que perdeu o emprego nos últimos seis meses por causa das condições atuais da economia. Diante dessa realidade, quando o brasileiro olha para a frente, as perspectivas não são as melhores. Para 58% dos ouvidos para o INC em janeiro, o desemprego vai aumentar.

 

As finanças pessoais também preocupam os paulistas, que perderam renda como consequência da paralisação da economia. A pesquisa apontou que 50% dos entrevistados consideraram a própria situação financeira ruim. Aqueles que a consideram boa foram 26%.

 

“Estamos vivendo um cenário de incerteza econômica”, afirma Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “As medidas para o isolamento social adotadas pelos estados e municípios e a ainda pouca disponibilidade de vacinas estão refletindo diretamente na falta de confiança do consumidor”, emendou.
Consumo – Com renda menor e dúvidas em relação ao emprego, o consumo inevitavelmente acaba afetado. O INC mostra que a maioria dos brasileiros estaria pouco disposta a fazer grandes compras, como a de um carro ou casa.

Em janeiro, 41% dos entrevistados para ao levantamento disseram não ter confiança para compras com esse perfil. Já os que se mostraram confiantes em realizar grandes aquisições representaram 30% da amostra. O mesmo comportamento é observado para compras intermediárias, como eletrodomésticos. Foram 38% os que disseram estar pouco confiantes em fazer aquisições desse tipo, contra 32% que se mostraram dispostos.

 

 

“O fim do auxílio emergencial diminuiu o poder de compra e também afetou bastante a confiança do consumidor em relação ao futuro do país”, disse Marcel Solimeo.

Dos entrevistados para o recorte paulista do Índice Nacional do Consumidor, 35,6% se concentraram na capital e 19,9% na região metropolitana. No interior do Estado, 38,3% pessoas foram ouvidas enquanto no litoral a amostra é de 6,2% do total dos pesquisados.

 

Sobre a ACSP – A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em seus 126 anos de história, é considerada a voz do empreendedor paulistano. A instituição atua diretamente na defesa da livre iniciativa e, ao longo de sua trajetória, esteve sempre ao lado da pequena e média empresa e dos profissionais liberais, contribuindo para o desenvolvimento do comércio, da indústria e da prestação de serviços. Além do seu prédio central, a ACSP dispõe de 15 Sedes Distritais, que mantêm os associados informados sobre assuntos do seu interesse, promovem palestras e buscam soluções para os problemas de cada região.