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Há mil razões para parar de estudar e uma para não desistir

Cássio Faeddo

Por Cássio Faeddo

 

A pandemia afetou a vida de milhões de pessoas, sem dúvidas.

Tirou vidas, levou empregos, adiou sonhos.

O que era real, de uma hora para outra, tornou-se remoto.

Para quem sequer tinha Internet então…

Com isso o desânimo bateu. O desafio se tornou imenso.

Por que estudar se não tenho dinheiro? Se meu ente querido foi embora?

Por que eu tenho que continuar se ninguém parece se importar?

Há exemplos de fama, celebridades, dinheiro fácil, milhões de seguidores… 

Por que eu continuaria a estudar? 

Pois bem.

Estudar não significa apenas seguir um curso. Estudar importa em aumentar seu capital intelectual com o saber alheio. Isto pode ocorrer de diversas maneiras.

Mesmo um romance de um autor importante pode fazer a diferença naquela futura reunião. Ou no cafezinho. Você ganha bagagem, ganha autoridade. Ninguém pode tirar isso de você.

O que faz a diferença entre iguais é a cultura geral.   

As bibliotecas estão por aí. Para quem tem internet, nem se fala. Cursos inteiros no YouTube. Livros para download ou virtualmente disponíveis para leitura on line.

Não tem preço saber que Cecília Meireles jamais falou aquela frase de WhatsApp. Nem Jabor.

E aquele concurso? Vai desistir agora? Agora que a maioria está desistindo?

A diferença da fama da subcelebridade é que nesta não há alicerce. É passageira. Seu estudo não. Seu estudo é acumulativo. Tem referência de pesquisa. 

Não é obra do “eu acho”.

Haverá mil razões agora para parar e se acomodar. Todas verdadeiras, obviamente. Mas você ainda é a única razão para continuar.

Portanto, a hora é esta. Comece já e saiba que  a vida se trata de uma maratona, não prova de cem metros rasos.

Continue firme.

 

Cássio Faeddo. Advogado. Mestre em Direito. MBA em Relações Internacionais – FGV/SP

 

** Os textos trazidos nessa coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal SB24Horas