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Grandes Empreendedores, Péssimos Administradores

Por Douglas S. Nogueira

Muita gente confunde empreendedor com administrador.        

Empreendedor é aquela pessoa que possui uma idéia juntamente com a técnica e cria um negócio próprio, porém o fato de conhecer tecnicamente o produto alvo, não significa que a mesma saberá administrar com sucesso o empreendimento. Por exemplo, um bom padeiro poderá se aventurar na montagem de sua própria padaria, entretanto se ele não souber administrar de fato o empreendimento que montou, tal estabelecimento irá em pouco tempo fazer parte da lista de empresas falidas e extinguidas.

         Administrar na verdade é uma arte e nem sempre possuir um diploma de nível técnico ou superior garante uma boa gestão administrativa. Tal fato é que pessoas sem instrução alguma dão show de marketing ou gerenciamento econômico-financeiro, sem sequer possuirem o ensino fundamental completo, mas ressaltando é claro que para gerir bem um negócio transformando um razoável empreendimento em uma potência real, a instrução escolar é de grandiosíssimo valor.

         Mas por que será que principalmente no Brasil, um país que segundo pesquisas de aproximadamente cada dez pessoas, cinco possuem a intenção de empreenderem ou já concretizado o empreendimento, há tantos índices de falências principalmente de micro – empresas? É algo a ser analisado e rapidamente se possível corrigido, pois se todas essas empresas hoje falidas, destituídas permanecessem ativas crescendo dia após dia, muitos indivíduos atualmente desempregados estariam sustentando suas famílias através de tais empresas.

         A pessoa quando parte para a montagem de um empreendimento, esquece-se ela que terá pela frente desafios a serem enfrentados como, por exemplo, as inconstâncias do ser humano, seus gostos, trejeitos variáveis, suas opiniões sempre em mudanças entre outros detalhes que somente nós pessoas possuímos, além do que as oscilações do macro-ambiente como a política mundial ou moeda afetarão de alguma forma o negócio a ser implantado.

         Tal pessoa ainda deixa de lado os fatores previsão e planejamento a curto, médio e longo prazo e é justa e basicamente aí que ela se perde, estruturando-se mal chega então ao irreversível ponto de falência.

         Muitos indivíduos antes grandes empreendedores porém péssimos administradores, hoje lamentam os erros cometidos que se corrigidos a tempo evitariam a falência de suas respectivas empresas, mas por falta de um pouquinho de visão e muita das vezes humildade de procurarem auxílio e informações, restou para eles o humilhante regresso de voltarem a ser em diversos casos funcionários assalariados para pelo menos não passarem fome.

         A junção de dinheiro em considerável volume também não significa sinônimo de sucesso, pois juntar notas de dez, cem ou cinqüenta nada tem a ver com proporcionar um bom capital de giro inicial para dar início ao empreendimento. A palavra capital é muito confundida com dinheiro, a mesma tem ligação direta com todos os bens sejam líquidos (dinheiro vivo) ou não que a empresa possui.

         Aí já se entende o por quê da falência de muitas empresas, empreendedores que mal sabem diferenciarem dinheiro de capital e como já descrito, não é necessário um diploma para se possuir esse conhecimento, basta um pouquinho de humildade para se adquirir informações.

         Ao pensar e conseqüentemente montar um empreendimento, o indivíduo deve fazer uma reflexão do valor que aquele negócio agregará a sociedade, lembrando sempre que o mesmo dali em diante será a fonte de recursos de muitas famílias. Portanto o sucesso dependerá não somente do conhecimento técnico e sim da utilização de uma arte que traz valores humanos para a sociedade, denominada administração.

 

Douglas S. Nogueira

Técnico Planejamento da Manutenção

Blog: www.douglassnogueira.blogspot.com

E-mail: douglas_snogueira@yahoo.com.br

         

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