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Piracicaba

Em Piracicaba, Solidariedade supera em 13% o número mínimo de mulheres na chapa de vereadores

Em um país onde a ‘esmagadora’ parte dos políticos eleitos são homens, neste ano a situação se mostra um pouco diferente e, apesar da predominância masculina, o número de mulheres que pleiteiam um cargo público, seja ele ao Executivo ou Legislativo Municipal, cresceu consideravelmente em 2020.

 

Em Piracicaba, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foram solicitados 573 cadastros de candidatura aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador (a). Para vereador são 549 solicitações onde 65,4% são homens e 34,6% são mulheres. Neste contexto, o Partido Solidariedade Piracicaba (SD) supera em 13% número mínimo de mulheres na chapa de vereadores – mínimo é 30% –, ou seja, 43% de seus 35 candidatos são do sexo feminino.

Não só o partido tem mais mulheres, como elas são atuantes em diversos segmentos. “Esse ano formamos uma chapa completa, forte e que pensa em sintonia para construir uma cidade ainda melhor aos Piracicabanos. Nós ficamos ainda mais contentes pelo grande número de mulheres interessadas em participar da política pelo nosso partido. São mulheres de atitude, líderes comunitárias, empresárias, trabalhadoras nas mais diversas áreas e com destaque onde atuam. Isso mostra o empoderamento da mulher dentro da sociedade e da política”, destacou José Luiz Ribeiro, o Zé Luiz do Sindicato, presidente do Solidariedade Piracicaba.

 

Para Denize Junqueira de Lima, responsável pela Secretaria da Mulher do SD Piracicaba, afirma que sem a mulher no poder “todos nós perdemos”. “Fazer parte do Solidariedade é uma honra já que é um dos partidos com maior representatividade feminina entre seus candidatos. Nosso objetivo na política é impactar em todas as fases da construção de uma política representativa e democrática. Além disso, queremos que nossa voz seja ouvida, respeitada e refletida, pois só assim fortaleceremos a democracia. Estar na política é saber que o trabalho é árduo, porém sabemos que é compensador. Hoje estamos preparadas para encarar a política em pé de igualdade e, porque não, muito em breve ocuparemos os espaços de poder, realizando projetos da mulher, da família e da sociedade”, frisa.

 

Pela primeira vez na disputa eleitoral, Katiuscia Leonel (SD), acredita que estar na política pode incentivar cada vez mais as mulheres e os jovens que é possível mudar a cidade para melhor. “Ser candidata é uma forma de ampliar a fala da mulher, principalmente na Câmara dos Vereadores. Além disso, como educadora, quero mostrar que a Educação é o primeiro passo para transformação da sociedade”, disse.

 

Negra e vinda de família humilde, Maria Angélica (SD), quer ser a voz da mulher negra na Câmara. “Como mulher e liderança negra, o preconceito sempre foi evidente em minha vida, mas isso não me fez desistir dos meus sonhos. Venho de família pobre e acredito que buscar uma vaga na Câmara e ser representante da mulher negra é importante. Apesar das dificuldades, todos me conhecem como uma mulher guerreira e assim vou continuar sendo”, reforçou Maria Angélica que também é técnica de enfermagem e de laboratório.

 

PIRACICABA

Em Piracicaba, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) são 290.998 eleitores aptos a votar no pleito deste ano. Deste total, 52,6% são mulheres, 47,2% são homens e 0,2% não informaram seu gênero na hora da inscrição eleitoral. Segundo o TSE, “Por conta da pandemia do Covid-19, não haverá identificação biométrica do eleitor nas Eleições 2020”.

 

BRASIL

Em matéria divulgada pelo jornal Folha de São Paulo nesta segunda-feira (28), com o título “Eleição tem recorde de mulheres e, pela primeira vez, mais negros que brancos” é possível destacar a importância da participação feminina nas eleições deste ano. “Os 526 mil pedidos de registro de candidatura computados até o momento (27/09/2020) para as eleições municipais de novembro já representam um recorde no número total de candidatos, de postulantes do sexo feminino e, pela primeira vez na história, uma maioria autodeclarada negra (preta ou parda) em relação aos que se identificam como brancos”, destaca a reportagem.

“Até a noite deste domingo (27), o percentual de candidatas mulheres era de 34% (177mil concorrentes). Nas últimas três eleições, esse índice não passou de 32%. Pelas regras atuais, os partidos devem reservar ao menos 30% das vagas de candidatos e da verba pública de campanha para elas. Já os autodeclarados pretos e pardos somavam 51% dos candidatos (264mil) contra 47% dos brancos (249mil). Entre os negros, 208 mil se declaravam pardos e 56 mil, pretos”, completa a matéria da Folha de São Paulo.

 

 

Felipe Poleti 

Jornalista/Assessor
MTB: 51.222

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