
Por Gilson Novaes
Sempre ouvi dizer que doar sangue é um ato de amor. E é mesmo!
As conhecidas campanhas de doação de sangue são sempre uma iniciativa dos governos federal, estaduais e municipais, delas participando os hemocentros e hospitais.
Temos visto muitos avanços nessa área, mas ainda temos desafios.
O Brasil possui uma rede estruturada de hemocentros coordenada pelo Ministério da Saúde e pelos sistemas estaduais de saúde. Campanhas nacionais são realizadas regularmente para conscientizar a população sobre a importância da doação.
A midia ajuda muito na divulgação das campanhas. É sempre um ato de solidariedade.
Muitos municípios promovem ações locais, parcerias com escolas, universidades, empresas, clubes de serviços.
A doação é e sempre foi voluntária e gratuita, e segue padrões de segurança reconhecidos internacionalmente.
Algumas dificuldades que vemos: as campanhas ganham força apenas em períodos de escassez de sangue nos Bancos de Sangue, quando o ideal seria uma conscientização permanente. Além disso, muitas pessoas ainda têm dúvidas ou receios sobre o processo de doação.
Pelo que leio, os estoques frequentemente ficam abaixo dos níveis considerados seguros, especialmente para tipos sanguíneos mais raros. Precisamos incentivar as doações!
Os governos têm, cada um o seu papel. O Governo Federal define as políticas nacionais, as normas técnicas e financia parte da rede de hemoterapia por meio do SUS – Sistema Único de Saúde. O Ministério da Saúde repassa recursos técnicos e financeiros para Estados e Municípios.
Os Governos Estaduais administram a maior parte dos hemocentros e coordenam a coleta e distribuição do sangue, além de custear as operações diárias, manutenções e campanhas dos hemocentros de cada cidade.
As Prefeituras gerenciam a assistência laboratorial básica, apoiando as campanhas educativas, transporte de doadores e divulgação dos locais de coleta.
Estudiosos do assunto defendem que a divulgação deveria ser mais contínua e educativa, para criar uma cultura permanente de doação, reduzindo a dependência de campanhas emergenciais.
Clubes de serviço, empresas, escolas e universidades também desempenham papel fundamental na mobilização de doadores. Aqui em Santa Bárbara d’Oeste o Lions Clube promove campanhas de coleta de sangue em parceria com o Hemocentro da UNICAMP desde 1998. A próxima coleta será no próximo dia 07 de julho.
Os veículos de comunicação complementam o trabalho dos órgãos públicos e ajudam a manter o tema em evidência durante todo o ano.
Cada bolsa de sangue, pode impactar em até 4 vidas, sendo que na maioria delas, salva essa vida. Para se doar sangue, basta ter de 18 a 69 anos, pesar no mínimo 50 Kg., não fumar 2 horas antes, não ingerir alcool até 12 horas antes. E ser solidário!
GILSON ALBERTO NOVAES é Professor Universitário aposentado, Advogado, Mestre em Comunicação Social e Doutor em Educação Arte e História da Cultura. Foi Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste.






