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Diversidade nas empresas: tire suas dúvidas

Temos falado muito sobre diversidade nos meios de comunicação. E dentro das empresas, por que ela é importante?

 

Os tempos, felizmente, mudaram bastante. Em outras épocas, os cargos de chefia eram majoritariamente ocupados por homens, geralmente de perfis específicos, que atuam de maneira bastante vertical.

 

Com o desenvolvimento de novas perspectivas e modificações na escolaridade (o que veio através de diversas propostas de enriquecimento cultural e inserção) de grupos historicamente marginalizados, tornou-se fundamental para as empresas que desejam crescer a preocupação com aqueles que fazem parte de seu corpo de funcionários.

 

Isto dito, a diversidade nas empresas é, hoje, uma das bandeiras mais relevantes a serem levantadas.

 

E isso está longe de ser apenas um “modismo”: percebeu-se, com muito estudo e busca por condições igualitárias, que algumas pessoas realmente não tinham voz e que, depois de tantos anos, era preciso mudar um pouco a forma de conduzir as companhias.

 

Neste artigo, falaremos um pouco mais sobre a questão da diversidade e sobre como ela é capaz de gerar benefícios para todos os envolvidos. Vamos lá.

Entendendo o que é diversidade

Primeiro, entendemos que uma equipe diversificada possui pessoas de gêneros, raças, experiências e formações bastante distintas entre si.

 

Isso não é aleatório. Quanto mais pontos de vista juntamos em um mesmo lugar, melhor para todos os envolvidos: é a partir do compartilhamento de ideias e das discussões respeitosas que conseguimos encontrar soluções ainda não pensadas e novos caminhos para seguir.

 

Em outro aspecto, a inserção de novas pessoas e perfis em uma empresa, especialmente se isso não foi uma política adotada por muito tempo, fortalece o employer branding.

 

Ou seja: constrói a imagem, perante a sociedade, de uma empresa que abraça diferentes tipos de pessoas, entendendo a necessidade de backgrounds distintos e perfis heterogêneos.

 

A partir daí, desenrola-se toda sorte de possibilidades positivas.

 

Alguns exemplos: abertura da empresa a novos talentos, que não seriam encontrados sem a flexibilização, aumento do interesse coletivo na companhia, crescimento profissional e pessoal de todas as equipes, aumento da produtividade, melhorias na gestão de riscos e, por fim, desenvolvimento de um bom clima organizacional.

 

Como se pode ver, apostar na diversidade não é apenas justo, visto que grupos historicamente menos favorecidos têm todo o direito de encontrar um espaço onde possam florescer e prosperar, mas inteligente do ponto de vista da gestão de uma companhia.

 

Um último detalhe antes de prosseguirmos: empresas que se comprometem com a diversificação do seu quadro de funcionários podem receber um ou outro comentário negativo por aí, como sabemos, mas isso não deve ser levado em consideração. Perde quem prefere ficar no escuro, apegado a momentos que felizmente já se foram.

Como se transformar em uma empresa verdadeiramente diversificada?

Vamos ao que interessa agora: como aplicar, de fato, políticas que visem a diversificação do quadro de funcionários?

 

Em primeiro lugar, é preciso que haja uma avaliação sincera das pessoas que compõem uma organização. Quantas delas fazem parte do mesmo grupo social, compartilham dos mesmos interesses, vieram dos mesmos lugares ou têm gênero e raça análogos? Essa breve análise pode nos revelar muita coisa.

 

A partir daí, torna-se fundamental reverter o quadro. Não se trata, salientamos – porque infelizmente existem muitos equívocos quando falamos sobre diversidade -, de “demitir” as pessoas que fazem parte de uma companhia e contratar outras.

 

Quando falamos sobre diversidade, falamos sobre trazer para perto aqueles que não estão – ainda – entre nós. Isso acontece por meio de processos de recrutamento voltados para minorias, o que pode inclusive estar escrito na descrição da vaga.

 

Há companhias que preferem não fazer esse tipo de distinção, também por receio do que possa ser dito sobre elas em redes sociais e afins. A questão é que, para os grupos minoritários e talentos geralmente jogados à margem, saber que são prioridade é muito importante.

 

Você sabia que existem muitas pessoas que, por conta da historicidade do país em que estamos, evitam enviar currículos para determinadas empresas porque acreditam que “não têm o perfil” ou jamais serão vistos? Quando alardeamos o nosso interesse por elas, atraímos quem pode provocar imensas revoluções!

 

Por fim, é preciso que os funcionários estejam constantemente em contato com os novos talentos e que saibam, de antemão, que será necessário se adaptar a novos diálogos e possibilidades. O novo assusta algumas pessoas, mas ele é primordial para a evolução coletiva.