Skip to content
Primary Menu
  • Brasileirão 2026
  • Formula E
  • Santa Bárbara d´Oeste
  • Feiras Livres
  • Brasil / Mundo
  • Região
  • Política
  • Social
  • Musa 24 Horas
  • Auto Motor
  • Saúde
  • Opinião
  • Dennis Moraes
  • TV24HORAS
Light/Dark Button
  • SAIBA MAIS
SB24HORAS

SB24HORAS

Notícias na hora certa!

Distribuição de energia: discutindo o futuro de suas receitas

Redação 10 de fevereiro de 2016 4 minutes read

Setores de infraestrutura, por serem estratégicos, geralmente oferecem uma segurança financeira muito forte, com o objetivo de atrair investidores de longo prazo (afinal, como os investimentos são vultuosos, há a necessidade de amortizá-los ao longo de 20, 30 ou 40 anos para que o poder de compra dos usuários daquele serviço não seja ultrapassado).

  • SAFE GREEN - CERTIFICADO DIGITAL

Assim nasceu o modelo de leilões de energia nova no Brasil: no jargão do setor, Power Purchase Agreements (PPAs) são firmados com os investidores de geração, dando a segurança de recebíveis ao longo do contrato de concessão (as distribuidoras compradoras se comprometem a pagar determinado valor por MWh gerado para amortizar os investimentos realizados).

 

Da mesma forma, a Receita Anual Permitida (RAP) das transmissoras dá segurança e estabilidade econômico-financeira aos investidores de novas linhas. Finalmente, no segmento de distribuição, a metodologia utilizada é (ao contrário dos segmentos de geração e transmissão, que tem seus preços firmados em contrato) a discricionária, na qual a Agência Reguladora (ANEEL) “senta à mesa” com as empresas a cada ciclo de revisão tarifária (4 ou 5 anos) e rediscute as métricas, de forma a manter o equilíbrio econômico-financeiro da concessão.

 

Ocorre que, durante este período chamado de “entre-ciclos”, o risco de mercado é das empresas. Por exemplo, neste ano de 2016, onde haverá uma forte redução no consumo de energia elétrica, as empresas poderão ser penalizadas pelo não-atingimento do nível tarifário (faturamento) originalmente previsto, ou até mesmo poderão ficar supercontratadas (ultrapassando o limite de 5% do volume total de energia comprada).

Ainda, não ajudará em nada os fortes estímulos à microgeração distribuída, que ganham cada vez mais força e incentivam os consumidores a gerarem sua própria energia, saindo do pool de compradores daquela determinada concessão, sem deixar de gerar custos (afinal, a energia gerada meio-dia, quando ninguém estiver em casa, será utilizada para assistir ao jornal da noite, valendo-se da rede elétrica disponível).

Finalmente, a “portabilidade” que vem sendo defendida por algumas associações (e que ganha cada vez mais força no congresso nacional) tem potencial devastador: as geradoras, como dito, firmaram contratos de longo prazo com as distribuidoras, e caso elas percam seu monopólio de comercialização não conseguirão revender esta energia já comprada. “Acharão uma solução para isso!”, dizem alguns – porém, como visto no caso da MP 579, a solução pode ser “jogar pra galera”, gerando uma quebradeira generalizada no setor elétrico.

Assim, é chegada a hora de desvincular Parcela A (custos não-gerenciáveis) da Parcela B (custos gerenciáveis): as distribuidoras não podem mais carregar custos equivalentes a 4/5 de seu faturamento, ficando além de tudo com um risco de mercado. Elas precisam ter uma “receita anual da distribuição” (vamos chamar de RAD??), garantindo a remuneração dos seus investimentos e incentivando, assim, a necessária modernização da rede.

É preciso discutir (antes da aprovação da lei da portabilidade!!!) o que será feito com os PPAs. Não tem essa de, primeiro, gerar o problema para só depois achar a solução. Temos visto isso de forma sistemática, e a estratégia já se provou equivocada (as transmissoras aguardam até hoje o valor de indenização de seus ativos RBSE).

A César o que é de César: às distribuidoras, sua merecida “RAD”.

 

Diogo Mac Cord de Faria
Diogo Mac Cordi de Faria é sócio de regulação econômica da consultoria LMDM. É Coordenador e professor do MBA do Setor Elétrico da FGV. Fez o colégio na Bélgica, Engenharia de Produção Mecânica na PUC – PR, mestrado em Economia em Harvard e em Desenvolvimento de Tecnologia no Lactec. É doutor em Energia pela USP.

 

 

 

  • Facebook
  • Share on X
  • LinkedIn
  • WhatsApp
  • Email
  • Copy Link

About the Author

Redação

Administrator

View All Posts

Post navigation

Previous: Cursinho Municipal de Piracicaba abre inscrições para processo seletivo amanhã, 11
Next: CNBB volta a criticar aborto em caso de microcefalia
  • Quem Somos
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Expediente

Tags

#SantaBárbaraD'Oeste Americana Bebel Brasil campanha Crianças cuidados cultura DAE Dengue Dennis Moraes desenvolve sbo dicas Economia educação emprego fiscalização informações inscrições LBV Nova Odessa Obras opinião PAT piracicaba prefeitura prevenção Rafael Piovezan santa barbara doeste SantaBarbaraDOeste Santa Bárbara Santa Bárbara d´Oeste saúde SaúdePública SB24Horas SBO sbocity solidariedade Sustentabilidade Suzano Tivoli Shopping TivoliShopping Vacinação vagas Vereadores
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS

Desenvolvido por Dennis Moraes - Portal SB24HORAS

Menu
  • Quem Somos
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Expediente