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Como calcular o valor de desconto do INSS do salário?

Entender os descontos do salário é fundamental para não ser pego desprevenido; veja como calcular a contribuição para o INSS

Quando um candidato avalia uma vaga de emprego, um dos principais fatores que vai analisar é o salário. Porém, o que o anúncio mostra é o valor bruto, sem descontos. O salário líquido ele só vai saber quando receber o contracheque — o que, para muitos trabalhadores, é um grande problema.

Saber como fazer o cálculo de desconto no salário é uma forma de saber qual o salário líquido do trabalhador. Entre os diferentes valores descontados destaca-se a contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), órgão responsável por pagar a aposentadoria e outros benefícios.

O desconto do INSS pode parecer um pouco alto para o trabalhador desprevenido. No entanto, será de grande auxílio tanto para quem se aposentar quanto para quem deseja fazer um financiamento imobiliário. Veja como calcular o valor de desconto do tributo.

Por que o INSS é descontado do salário?

A contribuição ao INSS feita pelo trabalhador é uma forma de manter o Sistema de Seguridade Social funcionando. É como se o contribuinte auxiliasse o aposentado de hoje a receber seu benefício e, como recompensa, terá sua aposentadoria (com correção monetária) no futuro.

O melhor é que o INSS é responsável por pagar uma série de benefícios ao contribuinte:

  • aposentadoria por período de contribuição;
  • aposentadoria por invalidez;
  • aposentadoria por idade;
  • aposentadoria especial;
  • pensão por morte;
  • pensão especial (Síndrome da Talidomida);
  • auxílio-acidente;
  • auxílio-reclusão;
  • auxílio-doença;
  • salário-família;
  • salário-maternidade.

Quem é trabalhador celetista automaticamente contribui com o INSS, já autônomos e MEI mas precisam se inscrever para colaborar mensalmente.

Como calcular o desconto do INSS

Em 2020, houve uma mudança no desconto do INSS. O objetivo foi deixar a contribuição mais proporcional: quem ganha mais, paga mais.

Cada faixa de salário tem um desconto específico proporcional ao seu valor. Quanto maior o salário, maior a alíquota. Veja:

  • até um salário mínimo (R$ 1.100,00): 7,5%;
  • de R$ 1.100,01 a R$ 2.203,48: 9%;
  • de R$ 2.203,49 a R$ 3.305,22: 12%;
  • de R$ 3.305,23 a R$ 6.433,57: 14%.

Agora, o cálculo não é feito diretamente, ou seja, o desconto de 12% não é aplicado diretamente a um salário de R$ 3 mil, por exemplo. Essa alíquota vai incidir em cima da diferença entre o salário do trabalhador e o teto da faixa anterior.

Antes de tudo, é preciso levar em conta os salários mínimo e máximo de cada faixa que antecede o salário do trabalhador:

  • 1ª faixa salarial: R$ 1.100,00 x 7,5% = R$ 82,50;
  • 2ª faixa salarial: (R$ 2.203,48 – R$ 1.100,01) x 9% = R$ 99,31;
  • 3ª faixa salarial: (R$ 3.305,22 – R$ 2.203,49) x 12% = R$ 132,20;
  • 4ª faixa salarial: (R$ 6.433,57 – R$ 3.305,23) x 14% = R$ 437,96;
  • total a recolher: R$ 82,50 + R$ 99,31 + R$ 132,20 + R$ 437,96 = R$ 751,97

Salários acima de R$ 6.433,57 e que se enquadram no regime celetista contribuem com o teto (R$ 751,97). Neste caso, a alíquota efetiva é de 11,69%.

Vamos ao exemplo do indivíduo que recebe R$ 3 mil. Nesse caso, ele vai pegar a diferença das primeiras duas faixas, descobrir a diferença entre seu salário e o teto da faixa anterior e aplicar.

  • R$ 3000 – R$ 2.203,48 = R$ 796,52
  • R$ 796,52 x 0,12 = R$ 95,58
  • R$ 82,50 + R$ 99,31 + R$ 95,58 = R$ 277,39 — esse será o valor de contribuição ao INSS

Apesar de parecer um pouco mais complicado, o novo cálculo permite uma contribuição mais justa.