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Com a pandemia, brasileiros têm dificuldades para conseguir vistos para estudar no exterior

Os Estados Unidos liberaram a entrada de estudantes, mas apenas para quem tem visto; brasileiros se programam para viagens de estudos, mas restrições na PF e consulados dificultam

Mesmo com diversos países fechando a fronteira para brasileiros, profissionais e estudantes  estão se organizando para passar o segundo semestre em outros países.

 

Apesar de parecer incerto, é possível vislumbrar a viagem. Os Estados Unidos, por exemplo, acabam de liberar estudantes que tenham visto a entrarem no país para o próximo ano letivo que começa no próximo semestre. Apesar da autorização permitir que estudantes que ainda não possuem o visto apliquem pelo mesmo e possam ingressar no país, os consulados permanecem com agenda suspensa ou com disponibilidade em data muito distante.

 

“A questão é se organizar, garantir a documentação que poderá levar a pessoa para países que desejam e onde a imunização avança mais rapidamente, e buscar informação confiável e segura sobre os critérios de entrada naquele país, como regras de quarentena”, explica Diana Quintas, sócia da Fragomen Brasil e vice-presidente da Abemmi (Associação Brasileira de Especialistas em Migração e Mobilidade Internacional).

 

Nos últimos dois meses, diversas feiras que promovem intercâmbio estudantil estão acontecendo virtualmente com programas para agosto/setembro, início do ano letivo em muitos países. Cursos de idiomas, ensino médio, graduação e pós-graduação, como especialização, mestrado e MBA são visados por milhares de estudantes brasileiros, que buscam universidades e instituições para realizarem o sonho de estudar fora.

 

No entanto, com o agravamento da pandemia no Brasil, serviços como da Polícia Federal, para a emissão de passaportes, e consulados paralisaram os atendimentos ou estão funcionando parcialmente, dificultando o planejamento de intercambistas.

 

“Os processos que já eram demorados, por conta da pandemia estão levando ainda mais tempo e sendo analisados com maior rigor”, adverte Diana.

 

A Fragomen, maior e mais antiga empresa de migração do mundo, viu aumentar o número de clientes que buscam por visto de estudante, em números já superiores aos atingidos em todo ano de 2020, principalmente no contexto atual de isolamento social, onde há mais dificuldades para emissões de passaporte e vistos. “Temos feito suporte consular e de documentação, sanando as preocupações de intercambistas que correm perigo de serem barrados sem as medidas adequadas”, detalha a especialista, que destaca a necessidade, em tempos de atividades virtuais, um cuidado maior com o envio de documentos e acompanhamento de processos.

 

Cada vez mais brasileiros fazem intercâmbio

 

Pesquisa divulgada pela Belta (Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio) em setembro do ano passado apontou que o setor de intercâmbio cresceu 5,86% em 2019, em comparação com o ano anterior. Em 2020 a perspectiva era crescer ainda mais, porém fronteiras se fecharam e muitos tiveram de adiar os planos. Com a chegada da vacina e muitos países imunizando massivamente a população, o sonho de estudar voltou para muitos e o mercado já está vendo um reaquecimento da procura.

 

Cursos de idiomas são os mais procurados por brasileiros. Nos últimos anos, a busca por fazer o ensino médio (ou high school) também tem crescido. De acordo com a Belta, a categoria ocupou o 3º lugar no interesse de estudos fora do país em 2019. A busca por uma graduação também é grande, tendo um crescimento de quase 40% em 2018 por esta modalidade de estudo, em comparação com 2017.