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Casos de poliamor e relacionamento aberto aumentam, mas existem diferenças entre si

Com mais casos de casais monogâmicos que optam por relacionamentos não convencionais, será que essa é uma tendência? 

 

Segundo uma pesquisa divulgada por um aplicativo de relacionamento, o Ashley Madison, 70% dos seus usuários entrevistados preferem ter um relacionamento amoroso mais fluido. Inclusive, o aplicativo é voltado para casos extraconjugais. 

 

Muitos dos entrevistados afirmaram que compreendem quais são as desvantagens em ter exclusividade romântica. Com isso, decidiram usar o aplicativo para procurar diferentes experiências, esteja o parceiro sabendo ou não sobre essa decisão. 

 

Por mais que o número de casais que optam pelo poliamor ou relacionamento aberto esteja cada vez maior, os relacionamentos não-monogâmicos não são uma novidade. 

 

Em 2016, 9 mil adultos solteiros foram entrevistados nos Estados Unidos e a pesquisa mostrou que 1 em cada 5 deles já havia experimentado um relacionamento não-convencional. 

 

No entanto, a decisão de não optar pela monogamia vem de muito antes disso, há anos. O que acontece é que, hoje em dia, existem diversos aplicativos que possuem o foco justamente nesse interesse. 

 

Então, a partir desses dados, será que é possível afirmar que esse tipo de relacionamento é ou se tornará uma tendência? 

 

Casais decidem abrir o relacionamento

Enquanto que algumas pessoas estão em busca de parceiros para iniciar um relacionamento não-monogâmico, outras seguem a monogamia, mas querem abrir a relação. 

 

Alguns decidem fazer isso com o objetivo de melhorar o relacionamento ou até mesmo salvá-lo. 

 

Neste caso, pode ser um pouco mais complicado saber como lidar com um relacionamento que envolve outras pessoas. Mesmo assim, cada vez mais existem casos como esse. 

 

A questão é: será que as relações não-monogâmicas podem salvar casamentos? 

 

Muitas são as razões que levam os casais que possuem relacionamentos monogâmicos a abri-los. Geralmente, isso acontece porque os parceiros não estão mais sendo sinceros um com o outro. Com isso, o desejo sexual também pode diminuir. 

 

A partir disso, eles começam a ter desejo por outras pessoas, tendo fantasias, e começam a considerar ter um relacionamento aberto como uma solução para salvar o casamento. 

 

Porém, se um casal não consegue ter intimidade em seu próprio relacionamento, como poderá ter um relacionamento bem sucedido que envolve outras pessoas? As chances de não dar certo, neste caso, são grandes.

 

Todavia, cada casal pode estar em uma fase diferente, com pensamentos diferentes e chegarem a um acordo de que uma relação não-monogâmica pode ser a melhor para ambos. 

 

Poliamor vs. Relacionamento Aberto

É comum que as pessoas saibam o que é relacionamento aberto, mas não saibam o que é poliamor ou que os dois não são a mesma coisa. 

 

Poliamor e relacionamento aberto são tipos de relações onde não existe a monogamia, ou seja, não é apenas com exclusividade entre duas pessoas. Entenda a diferença: 

 

Poliamor

O termo poliamor trata-se de uma combinação da palavra grega “poli”, que significa “muitos” ou “vários”, e da palavra latina “amor”, 

 

Em 1990, uma sacerdotisa neopagã chamada Morning Glory Zell-Ravenheart usou o termo “poliamorosa” em seu artigo chamado “A Bouquet of Lovers”. No entanto, o poliamor existia muito antes disso. 

 

A monogamia vende a ideia de que todas as pessoas têm o seu “amor verdadeiro”, mas, atualmente, muitos dos relacionamentos monogâmicos possuem casos de traições. 

 

Já as pessoas que seguem e pregam o poliamor, acreditam que a vida é cheia de muitos amores e, algumas vezes, eles podem acontecer de forma simultânea. 

 

Existem diferentes tipos de relacionamentos que seguem o poliamor. Tem o hierárquico, que é quando duas pessoas se relacionam e outros parceiros são secundários. 

 

Também existe o igualitário ou não hierárquico, onde todos envolvidos no relacionamento são tratados da mesma forma, entre outros tipos de poliamor. 

 

Relacionamento aberto

O relacionamento aberto já foi definido como “qualquer relacionamento que não seja sexualmente monogâmico”. Aqui, essa definição foca na questão da relação sexual, não do amor.  

 

Geralmente, um relacionamento aberto é construído em torno de um casal. Este casal coloca a questão romântica como o centro da relação, mas possuem outros parceiros sexuais como elementos separados. 

 

Alguns casais abrem e fecham o relacionamento às vezes e essa decisão acontece de acordo com a situação da relação no momento, bem como de outras áreas de sua vida. 

 

Os casais que optam por ter um relacionamento aberto não costumam se importar que o parceiro tenha relações sexuais com outras pessoas. Mas, é comum que não queiram que conexões românticas sejam formadas com essas pessoas “de fora”. 

 

Poliamor vs. Relacionamento Aberto

Você já pode ter entendido qual é a principal diferença entre poliamor e relacionamento aberto, mas, de forma resumida, um é baseado na conexão emocional, no amor (poliamor), que acontece com vários parceiros. 

O poliamor concentra-se na questão de viver relacionamento com conexões emocionais. Já o relacionamento aberto se concentra em ter um casal central, mas vários parceiros sexuais (sem conexão amorosa). 

Outra diferença entre as duas opções é que muitos relacionamentos poliamorosos não possuem casais “centrais”, assim como acontece no relacionamento aberto.

 

O ciúme e os relacionamentos não-monogâmicos

Quando alguém decide que deseja viver em um relacionamento não-monogâmico, precisa aprender a lidar com essa situação. 

 

O que acontece, principalmente com casais que são monogâmicos que decidem optar por relacionamentos não-convencionais, é que muitas vezes esse tipo de relação não funciona. 

 

Uma das partes pode não se acostumar com a questão do ciúme, ou então, pode até estar tudo bem no início, mas, depois, em algum momento, ela não saberá como lidar com a situação.

 

Inclusive, em algum determinado período ela pode começar a desconfiar do seu parceiro. O que pode provocar diversas consequências negativas para o relacionamento. 

 

Quando uma pessoa passa a desconfiar do seu parceiro, o namoro, noivado ou casamento pode até mesmo vir a acabar. 

Para não ter dúvidas sobre o comportamento do parceiro, algumas pessoas podem contar com a ajuda de um profissional para descobrir se existe algum caso extraconjugal, além do que já é combinado entre o casal. 

 

Este profissional é o detetive particular, que possui habilidades e experiência para coletar evidências de forma discreta, sem ser percebido. 

 

Então, será que contratar os serviços de um detetive pode ser uma boa decisão para quem deseja saber quais são os passos do parceiro, mesmo que estejam em uma relação aberta? 

 

Se essa é a sua dúvida, a resposta é: sim! Mesmo em uma relação não-monogâmica, você pode optar por contratar um detetive caso acredite que o seu parceiro está mentindo sobre alguma coisa.

 

Sobre poliamor ou relacionamento aberto ser ou não ser uma boa opção, vai depender muito de cada pessoa.