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Avanço da variante delta no Rio de Janeiro é alerta para a região de Campinas, aponta Observatório

Mesmo com queda de casos e hospitalizações na RMC, infectologista reforça que população deve seguir com medidas de prevenção. Progresso de variante também compromete recuperação econômica

O avanço da variante delta no Rio de Janeiro, identificada em 56,6% das amostras colhidas na capital no último mês, acende um sinal vermelho para a região de Campinas. Na avaliação do infectologista André Giglio Bueno, publicada em nota técnica do Observatório PUC-Campinas, a situação pode ocorrer muito em breve no restante do país. (VEJA NOTA COMPLETA)

“De acordo com a Rede Genômica Fiocruz, os dados apontam que 55% das últimas amostras do Estado de São Paulo correspondem à variante delta. No dia 10 de agosto, o número era de 39%. São dados muito preocupantes pois podemos vir a enfrentar situação semelhante à de outros países em algumas semanas”, destaca Giglio.

O Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-Campinas) registrou, entre os dias 15 e 21 de agosto, período correspondente à 33ª Semana Epidemiológica, quedas de casos (-28,72%) e de mortes (-20,95%) por covid-19. Ainda assim, o médico da PUC-Campinas julgou precoce a decisão do Governo de São Paulo de promover flexibilizações diante da expansão da variante delta no país e da cobertura vacinal completa ainda muito baixa.

“A realidade que está posta em outros países ou mesmo no Rio de janeiro aparentemente não é suficiente para que as ações do Estado de São Paulo sejam tomadas com mais cautela. As estratégias de combate de uma pandemia devem ser oportunas, ou seja, há um momento certo e adequado para implantar determinadas ações. O atraso ou a precipitação pode custar vidas”, afirma.

Mesmo com o recente recuo das contaminações, derrubando o número de internações em toda a região de Campinas e diminuindo a pressão sobre o sistema de saúde, a taxa de ocupação de leitos de UTI nos hospitais públicos está próxima de 70%. Segundo a nota do Observatório PUC-Campinas, a possível chegada da variante delta, que é mais transmissível, pode proporcionar a elevação desse índice de forma acelerada. “Inicialmente, há um aumento nos casos e, depois, a depender da cobertura vacinal em cada local, o crescimento de hospitalizações e óbitos”, conclui Giglio.

Do ponto de vista econômico, os reflexos da pandemia seguem causando prejuízos à população, sobretudo a parcela mais pobre, que tem sentido no bolso o aumento da energia elétrica, do gás de cozinha, dos alimentos e dos combustíveis. Para o economista Paulo Oliveira, o aumento recente da taxa básica de juros para 5,25%, buscando conter a subida dos preços, deve segurar ainda mais a recuperação da atividade econômica.

“Além disso, a ameaça da variante delta tem causado preocupações visíveis nos mercados financeiros, piorando as expectativas de crescimento da demanda por bens e serviços no mundo”, finaliza o professor extensionista.

 

Da PUC Campinas