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Aumento do acesso via celular, games e “pós-verdade” marcaram a internet em 2016

Redação 25 de dezembro de 2016 5 minutes read
  • Contém Suzano - YouTube

Smartphones. Marcello Casal Jr./Agência Brasil

  • SAFE GREEN - CERTIFICADO DIGITAL

Em um ano marcado pelas turbulências na política, pelas Olimpíadas no Rio de Janeiro e a tragédia com o avião da Chapecoense, a internet foi, mais do que nunca, espaço para repercussão dos principais acontecimentos. No mundo da web, os destaques ficaram por conta da consolidação do telefone celular como principal plataforma de acesso, do jogo Pokémon Go e da “pós-verdade”, termo que foi escolhido como “palavra do ano”.
Telefone celular se consolida como principal meio de acesso à internet

Os brasileiros estão cada vez mais conectados. Dados divulgados em setembro pela pesquisa TIC Domicílios apontaram que cerca de 58% da população têm acesso regular à internet. Pela primeira vez, o número de internautas bateu a casa dos 100 milhões.

Um dos maiores responsáveis por esse crescimento são os telefones celulares. Pesquisas do IBGE apontaram que o número de acessos à web por dispositivos móveis ultrapassou o de usuários de computador. Cerca de 89% dos usuários usam telefones para navegar na web.

O crescimento da internet via celular acarretou na queda do uso do computador como meio de acesso. Além de o número de internautas que acessam via computador ter caído para 40%, o número de máquinas nas casas também caiu. Apenas 40% dos usuários de internet têm computadores.

Pós-verdade é a palavra do ano

Donald Trump discursa no encerramento da convenção do Partido Republicano em Cleveland
Donald Trump discursa no encerramento da convenção do Partido Republicano em ClevelandDavid Maxwell/Agência Lusa

Depois de selfie (2013) e emoji (2015), a palavra do ano, segundo o dicionário Oxford, foi “pós-verdade”. O termo, que “denota circunstâncias em que fatos objetivos têm menos peso do que crenças pessoais”  esteve presente no debate político na internet e na divulgação de notícias falsas. A palavra ganhou peso após o resultado das eleições norte-americanas e o referendo que culminou na saída do Reino Unido da União Europeia.

Alguns analistas políticos atribuíram a vitória de Trump e o resultado do Brexit a boatos que circularam na internet. Após escolha da pós-verdade como palavra do ano, gigantes da tecnologia como o Facebook e o Google declararam “guerra aos boatos”. Na prática, nada foi feito ainda, mas a promessa é desenvolver ferramentas de checagem que possam diminuir disseminação de notícias falsas na web.


No Brasil, também foi possível perceber o impacto dos boatos. Na semana em que o impeachment de Dilma foi votado no Congresso, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) apontou que três das cinco notícias mais compartilhadas na internet eram falsas.

Pokemón Go e realidade aumentada

Pokémon-Go, jogo virtual da empresa japonesa Nintendo para smartphones
Pokémon-Go, jogo virtual da empresa japonesa Nintendo para smartphonesLeandra Felipe/Agência Brasil

Quem também deu o que falar em 2016 foi o jogo Pokemón Go. O termo “Pokemón Go” foi o mais buscada no Google por brasileiros neste ano, o que reflete a popularidade do aplicativo. Lançado em julho, o game inovou ao misturar os personagens japonês com a chamada realidade aumentada, em que o jogador interage com o ambiente ao seu redor. Apesar do sucesso entre os usuários, o jogo também foi alvo de muitas críticas.

De um lado, defensores do jogo apontaram que o Pokemón Go seria um estímulo para pessoas se exercitarem e sairem de casa, já que é preciso andar para “caçar” os monstros virtuais. Por outro lado, entidades alertaram para dois riscos: o uso excessivo de celulares por crianças e adolescentes e a exposição das pessoas que participam do game a diversos riscos. Alguns casos de assaltos de jogadores de Pokemón Go chegaram a ser relatados.

Passados quase seis meses do lançamento do game, o interesse diminuiu muito. Gráficos do buscador Google mostram que as pesquisas pelo termo Pokemón Go caíram 98% de julho a dezembro.

Televisão, tragédias e Olimpíadas movimentaram as redes sociais

Chapecó - Um tributo à Chapecoense e às vítimas da tragédia com o voo da delegação, na madrugada de terça-feira (29), tomou a Arena Condá, estádio da Chapecoense (Daniel Isaia/Agência Brasil)
A tragédia da Chapecoense comoveu o mundo e várias homenagens foram feitas via redes sociaisDaniel Isaia/Agência Brasil

Nas redes sociais, os tópicos mais discutidos por usuários foram os mesmos de anos anteriores. No Twitter, o destaque ficou para programas televisivos e acontecimentos como o impeachment de Dilma, o acidente com o avião da Chapecoense e as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Hashtags como #forçachape e #chapecoense estiveram entre as mais usadas no ano.

Além de “Pokemón Go”, os termos mais buscados por brasileiros no Google foram relacionados às Olimpíadas, programas televisivos e ao acidente da Chapecoense. Dois mil e dezesseis também foi um ano em que internautas brasileiros se destacaram. No Youtube, o piauiense Whindersson Nunes se tornou o dono do canal com maior número de seguidores no mundo. Com vídeos de humor, ele fechou o ano com quase 10 milhões de inscritos. No Snapchat, a maranhense Thaynara OG se tornou a primeira “estrela” brasileira do da rede social. O “Snap”, por sinal, foi a rede social que mais cresceu em 2016. Porém, ainda está longe de destronar o Facebook em número absoluto de usuários. Enquanto o Snapchat tem cerca de 150 milhões de usuários ativos, o Facebook tem 1,6 bilhão de internautas que acessam a rede diariamente.

Agência Brasil

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