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As restrições da pandemia podem se demonstrar mais uma vez inúteis

Cássio Faeddo

Por Cássio Faeddo

 

Em mais um episódio da série de medidas, que têm se demonstrado inócuas e destruidoras de empregos e da economia, novas ações restritivas foram tomadas no Estado de S.Paulo e nas cidades.

Ninguém seria contrário a medidas restritivas, ou mesmo lockdown, se essas medidas fossem pensadas com liberação de crédito antecedente aos comerciantes, e   com planejamento de distribuição de cestas básicas para famílias vulneráveis.

Mas o que vem acontecendo desde que essa tragédia se abateu sob nossas vidas, além da falta de urgência do governo federal em contratar vacinas, são medidas de fechamento do comércio e de alguns setores da economia que estão longe de resolver problemas. O que ocorre é fechamento de áreas específicas e que sofrem sem poder manter os negócios minimante vivo. É uma tragédia.

Nesse quadro, ou fecha tudo, ou fecha nada, pois dá forma que essas medidas vêm sendo implementadas, estamos apenas acompanhando o total colapso dos negócios, acompanhados de desemprego e famílias desesperadas.

E o é pior, aqueles que deveriam estar sempre com as portas abertas para o povo e para a imprensa, sob subterfúgio inconstitucional de restrições impostas pela pandemia, deixaram de atender a população.

Esses políticos e agentes públicos, e há muitos exemplos, se enclausuram em suas residências realizando atividades muitas vezes inúteis, porém mantendo intactos o recebimento de seus salários.

Praticamente se manda fechar escolas, comércio e serviços, mas as exceções são tantas e o transporte público tão precário, que de nada adianta o fechamento, apenas serve para a quebra de negócios.

Ninguém é ignorante a ponto de entender que a circulação do vírus não tem que ser impedida; claro, o povo pode ajudar evitando festas, viagens e aglomerações, mas, repetimos, ou vale para todos, por uns vinte dias de esforço conjunto, ou não vale para ninguém.

O fato é que estamos sendo feitos de idiotas pelas autoridades, em especial pelo descaso com a situação de fome e desemprego vivida por tantas famílias.

E a pergunta que não quer calar: até quando a população suportará o discurso sem planejamento humano e com políticos que se escondem como avestruzes para não serem cobrados?

 

Cássio Faeddo. Advogado. Mestre em Direito. MBA em Relações Internacionais – FGV/SP.