Artigo: A importância da CIPA e da SIPAT

 

 

O colaborador é tudo em uma empresa. É dele que vêm a produtividade e o desempenho. Cuidar dos colaboradores é essencial para sobrevivência de qualquer empresa do mundo.

 

Quando falamos em segurança do trabalho, os primeiros nomes que escutamos e vêm em nossas mentes são: CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho).

 

A CIPA tem entre suas atribuições despertar o interesse dos seus colaboradores pelos assuntos ligados à prevenção de acidentes de trabalho. É muito comum também nas empresas as doenças do trabalho, que precisam ser prevenidas e tratadas sempre.

 

Entre suas atribuições, a CIPA deve propor treinamentos de diversos assuntos conforme necessidade de cada empresa. Ela deve também planejar e promover a SIPAT, conforme NR-5 (norma regulamentadora 5) – portaria nº 3.214.

 

A CIPA e a SIPAT precisam juntas se transformar em uma cultura organizacional, atuando na segurança o ano todo. O primeiro objetivo da SIPAT é fazer com que todos os colaboradores participem, independentemente do seu tempo de empresa, função, cargo, idade, cor, raça ou religião.

 

Quando realizado o planejamento da forma adequada com tempo hábil, levando em consideração o levantamento das necessidades e características dos seus colaboradores, a SIPAT é muito produtiva. Precisa-se de um cronograma com dia, data, hora de início e fim e quais atividades serão abordadas. O ideal seria ter um evento de manhã e outro à tarde a semana toda, ou seja, 10 eventos. Esses eventos podem ser: palestras, teatros, gincanas, massagem, ginástica laboral, concursos com a participação de todos e sorteios de brindes.

 

Algumas palestras interessantes: qualidade de vida, compromisso com a segurança, prevenção de acidentes, EPI (equipamento de proteção individual), riscos elétricos, primeiros socorros, DST (doenças sexualmente transmissíveis), alcoolismo, tabagismo, entre outras.

 

Tendo em vista a diária rotina atribulada das empresas de produtos e/ou serviços, os colaboradores acabam esquecendo a importância dos detalhes dos riscos que correm todos os dias, em especial o colaborador mais antigo que, por excesso de confiança nas manobras que executa há anos, deixa os procedimentos de segurança e cuidados de lado. O grau de risco dos colaboradores pode ser: baixo, médio ou alto. Às vezes temos uma empresa pequena com risco alto e uma empresa grande com risco baixo. O risco depende muito do segmento e do processo de fabricação.

 

Outro item muito importante é a participação da alta direção, não só na segurança do trabalho, mas em toda área e ferramenta a ser implementada em uma organização. Colaborador satisfeito e protegido traz à empresa uma produtividade melhor, resultando em maiores lucros.

 

Quando a empresa investe em segurança, automaticamente está investindo nela. Apliquem e invistam em segurança, esse é o caminho. Um colaborador afastado ou aposentado traz prejuízos imensuráveis para empresa.

 

Sergio Miorin é professor da IBE-FGV, especialista em Gestão de Pessoas.

Também é diretor da SM Consultoria.

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