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Agricultura é tema de debates em Capivari e Piracicaba

“Agricultura, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas” foi o tema discutido pela Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Pública) IEMA (Instituto de Educação e Meio Ambiente) no “2º Encontro de Eventos Hidrológicos Extremos”, que foi realizado ontem (14), em Capivari (SP).

O encontro foi promovido pelo Consórcio PCJ (órgão consultivo da bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e a Iandé – Educação e Sustentabilidade, no SIAM (Serviços Integrados da Administração Municipal). Representando o IEMA, marcou presença sua presidente, Ana Lúcia Maestrello de Michelli.

Para debater a temática foram convidados o professor doutor da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Marcos Folegatti – mederador -; a meteorologista e diretora do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), Ana Maria H. de Avila; a engenheira florestal da Esalq, Carolina Bozetti Rodrigues; o biólogo do Laboratório de Ictiologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de São José do Rio Preto (SP), Gabriel Lourenço Brejão; e o engenheiro agrônomo e diretor da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada) da região de Piracicaba (SP), Sérgio Diehl.

Durante sua apresentação, Ana Maria informou que cerca de 70% da variabilidade da produção agrícola é decorrente do clima, seguida por genética, solo e manejo. “Hoje, não temos respostas precisas sobre a previsão climática para a nossa região, que é Tropical, e vem sofrendo com os eventos extremos [excesso de chuvas entre 2009 e 2012, e seca a partir do ano seguinte]”, frisou a diretora do Cepagri.

“Porém, quando temos árvores, o processo de infiltração da água da chuva no solo é máximo, e a proteção, camada de folhas e galhos sobre a terra, é uma forte aliada nesse processo, que aumenta a recarga do lençol freático e contribui para o enfrentamento da seca”, afirmou Carolina, que ressaltou a necessidade de reflorestamentos, preservação do solo nas áreas produtivas e coleta/tratamento de esgoto mais eficiente para a conservação dos recursos hídricos.

Brejão lembrou a importância das APPs (Áreas de Preservação Permanente) para a manutenção da biodiversidade e proteção do solo e da água. “Desmatamento assoreia os cursos d’água, prejudica nascentes, faz entrar mais luz no canal e diminui a disponibilidade de alimentos para a biota aquática”, disse o biólogo.

“Como 20% de toda a água doce disponível no planeta é usada pela agricultura, o tema abordado neste encontro foi oportuno, ainda mais em tempos de seca. Pudemos também, no período da tarde, mapear as demandas e necessidades agrícolas da nossa região, bem como suas possíveis soluções. Lembrando que somente a bacia PCJ corresponde por 7% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, então, não podemos nos conformar com um ambiente desequilibrado, que tem afetado uma das nossas principais fontes de recursos econômicos”, explicou a presidente do IEMA.

Código Florestal

Mais tarde, em Piracicaba, o Novo Código Florestal foi tema de debate, após exibição do vídeo “A lei da água”. A convite de Folegatti, o IEMA prestigiou o evento, realizado na Esalq, e contribuiu com comentários a respeito de seu programa “Adote uma Árvore”, que visa o reflorestamento de APPs.

“Tivemos três professores como mediadores, com o objetivo de tirar dúvidas e conduzir o fórum de forma que os participantes pudessem ampliar o entendimento e discutir soluções para a nova lei. O público, com perguntas e comentários, apresentou questões que os incomodaram, tanto dentro do campus como fora, e assim, creio eu, houve uma maior absorção daquilo que se pretendia com a exibição do filme”, comentou Genaro Santos do Lago, coordenador do projeto.

 

 

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Dennis Moraes