
O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (4) em baixa, refletindo a desvalorização global da divisa norte-americana decorrente da vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O mercado acionário registrou alta superior a 1%, superou a marca de 167 mil pontos e encerrou um ciclo de seis perdas consecutivas.
Os agentes financeiros monitoraram ainda a expectativa em torno da deliberação do Comitê de Política Monetária (Copom) a respeito da Selic. O encerramento das negociações na bolsa ocorreu antes da divulgação da manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano.
Principais números
- Dólar à vista: R$ 5,451 (-0,64%);
- Ibovespa: 167.563,47 pontos (+1,23%);
- Dólar global (índice DXY): 101,520 pontos (-0,2%);
- Petróleo Brent: US$ 94,62 por barril (-8,67%).
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Câmbio
A moeda estadunidense fechou o pregão em desvalorização perante o real, após registrar três altas seguidas. A trajetória foi compelida pelo desfecho das eleições legislativas norte-americanas, pleito no qual o Partido Democrata assegurou o controle do Senado e da Câmara dos Deputados.
O resultado reduziu a percepção de risco de mudanças bruscas na política econômica estadunidense e contribuiu para o enfraquecimento do dólar globalmente. A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também favoreceu moedas de países emergentes.
No cenário nacional, entretanto, a valorização do real encontrou restrições devido à apreensão dos investidores com o quadro fiscal e as diretrizes econômicas da próxima gestão. O anúncio do Copom acerca da taxa de juros também integrou o foco do mercado.
O dólar chegou a R$ 5,498 na máxima da sessão, por volta das 13h30, mas se firmou em terreno negativo ao longo da tarde.
Ibovespa interrompe perdas
O Ibovespa subiu 1,23%, aos 167.563,47 pontos, após seis pregões consecutivos de queda. Na máxima do dia, pouco antes das 14h, o índice chegou a 167.986,37 pontos.
O comportamento do índice esteve alinhado ao contexto internacional de maior apetite ao risco, estimulado pelo triunfo democrata nos Estados Unidos. O alívio externo beneficiou os papéis do setor bancário, da Vale e de companhias com maior sensibilidade à variação dos juros.
Na contramão, os papéis da Petrobras, os mais negociados na bolsa, recuaram significativamente, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. O Brent para janeiro caiu 8,67%, a US$ 94,62 por barril.
O encerramento das operações na bolsa brasileira antecedeu a publicação do veredito do Copom, monitorado de perto pelo mercado. A projeção de parcela dos analistas apontava para a manutenção da Taxa Selic em 13,75% ao ano.
* com informações da Reuters













