Divulgação - Fórmula E
Após conquistar uma importante vitória no e-Prix de Madrid, o piloto português António Félix da Costa voltou ao topo do pódio e entrou de vez na disputa pelo título do FIA Formula E World Championship na temporada 2025/2026.
Depois da corrida disputada no circuito de Jarama, o piloto da equipe Jaguar TCS Racing participou de uma entrevista coletiva com jornalistas e respondeu a perguntas sobre estratégia de corrida, gestão de energia e também sobre o eterno debate da categoria: o quanto o resultado depende do talento do piloto ou da estratégia das equipes.
Durante a coletiva, o portal SB24Horas enviou duas perguntas ao vencedor da prova, abordando o impacto do Pit Boost, sistema que permite uma rápida recarga de energia durante a corrida, e também sobre a influência da estratégia na disputa pelo campeonato.
Ao comentar a importância do Pit Boost na dinâmica da corrida, Félix da Costa destacou que a estratégia nesse momento pode ser decisiva para o resultado final.
“Eu acho que estas corridas são 80% ganhas durante aquelas quatro, cinco voltas da janela de pit-stop. Mas para sermos bons e rápidos nessa janela é preciso fazer uma grande primeira parte de corrida, poupando energia”, explicou.
Segundo o piloto, o plano inicial da equipe era se manter entre os primeiros colocados enquanto administrava o consumo de energia do carro. No entanto, um incidente logo nas primeiras voltas acabou mudando o cenário da prova.
“O problema foi que, na volta dois, um piloto errou a freada, bateu no Wehrlein e me jogou para fora também. Eu acabei caindo de terceiro para sétimo e isso danificou bastante o meu plano geral da corrida”, relatou.
Mesmo com o imprevisto, o piloto português afirmou que a equipe conseguiu adaptar a estratégia ao longo da prova.
“Eu queria ter mais energia quando foi a paragem nas boxes, não tinha tanta como queria, mas mesmo assim foi suficiente para executar o plano que nós ganhámos enquanto equipa e resultou bem.”
Estratégia e talento na Fórmula E
Questionado sobre o debate recorrente na Fórmula E — se as corridas são decididas mais pela estratégia das equipes ou pelo talento individual dos pilotos — Félix da Costa explicou que o equilíbrio entre os dois fatores acaba sendo determinante.
De acordo com ele, as duas vitórias recentes tiveram características bem diferentes.
“As minhas duas vitórias foram corridas bem diferentes. Uma foi em estratégia máxima, gestão de energia e utilizar bem os dois attack modes em Jeddah. Agora aqui em Jarama foi um misto dos dois.”
Na etapa espanhola, segundo o piloto, houve uma combinação de planejamento estratégico com uma forte disputa direta nas voltas finais.
“Houve uma grande parte de estratégia, mas depois das últimas seis voltas teve que ser no braço. Tinha quatro pilotos colados ao meu carro. Foi fechar a porta, posicionar o carro de forma inteligente para garantir que ninguém passava. Foram voltas bem sofridas.”
Com o resultado em Madrid, Félix da Costa volta a ganhar força na luta pelo campeonato e reforça a competitividade da Jaguar na reta da temporada da Fórmula E.
A entrevista foi realizada durante coletiva oficial da categoria, com colaboração da assessoria de imprensa da Fórmula E.








