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Americana credita parcela de R$ 3,5 milhões do PDDEM para 47 escolas municipais

Dennis Moraes 13 de março de 2024 9 minutes read
Prefeito Chico Sardelli entre o vice-prefeito Odir Dermachi e o secretário Vinicius Ghizini
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A Prefeitura de Americana creditou neste mês a primeira parcela de 2024 de recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola Municipal (PDDEM), criado em 2021 para desburocratizar e agilizar a execução de melhorias nas escolas municipais. Foram repassados R$ 3.530.000,00 para 47 unidades escolares com Conselho Escola Comunidade (CEC) constituído.

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O PDDEM fornece assistência financeira suplementar mediante repasses às escolas municipais, a fim de promover melhorias na estrutura física e pedagógica das unidades, fortalecendo a participação da comunidade e a autogestão escolar.

 

O secretário de Educação de Americana, Vinicius Ghizini, destacou a expectativa dos gestores escolares no recebimento dos recursos. “O PDDEM é uma política pública da administração Chico Sardelli e Odir Demarchi muito bem aceita pela comunidade escolar. Os recursos são transferidos para escolas com CEC estabelecido e aplicados de acordo com os critérios de prioridades estabelecidos pela própria comunidade, beneficiando as crianças e adolescentes matriculados na rede municipal”, disse.

 

Investimentos em 2023

 

Aquisição de material de papelaria, pequenas manutenções, consertos de equipamentos e até projetos de educação musical e ambiental foram custeados em 2023 pelo PDDEM, aplicado pelos CECs seguindo a prioridade da comunidade escolar.

 

Na Creche CAIC, por exemplo, os valores do programa foram utilizados no conserto de lavadora de alta pressão e na compra de material para o fazer pedagógico. “Sem ele, não temos como comprar uma maçaneta sequer, consertar máquinas e adquirir material pedagógico, principalmente os materiais não estruturados. Falo de lugar de esperança, de um futuro melhor, de uma escola bonita e bem cuidada, que traga prazer aos alunos e funcionários”, disse a gestora Izy Andrade.

 

Na Casa da Criança Tahira, os investimentos incluíram a manutenção de telhas do pátio e dos prédios da creche e da EMEI; pintura interna; conserto de equipamentos de uso cotidiano, como máquinas de lavar piso, louças e roupas, além de compra de materiais e de brinquedos. “Foram investimentos que sem essa verba não teríamos executado”, destacou a gestora da unidade, Sandra Juliato, citando a agilidade na aplicação dos recursos, através da escolha do fornecedor após a análise de orçamentos. “Não gastando à toa e sim fazendo com que a escola fique sempre em bom estado, com ótima aparência e levando a comunidade escolar a gostar de estar na escola, tendo materiais de qualidades e um ótimo ambiente. Parece pouco o que foi executado, porém são serviços caros que a escola não teria como executar sem o PDDEM. São alguns serviços que ninguém vê, mas que são de fundamental importância para o andamento da unidade”, explicou.

 

A gestora da Casa da Criança Baeti, Rita Chavari, citou adaptações nos banheiros para adequá-los à idade e tamanho das crianças, a instalação de câmeras de segurança e pintura de salas de aula. “Tudo que é feito de melhorias na escola é de muita importância, pois tudo é pensado para melhorar os espaços para nossos alunos. Melhoramos os espaços, a estética da escola, criando ambientes mais adequados à faixa etária atendida e propiciando à comunidade um atendimento de melhor qualidade”, destacou.

 

A Emei Tangará optou pela contratação de projetos pedagógicos significativos para as crianças e as famílias: Tangará Musical, com o professor Shauan Bencks, e Horta da Lelê – Educação Ambiental e Sustentabilidade. O primeiro proporcionou aulas de educação musical a cada 15 dias e, ao final do projeto, as crianças ganharam um livro digital e impresso com as publicações dos encontros. O segundo apresentou informações sobre meio ambiente, preservação, reciclagem e vida animal, “focando o trabalho em plantas, mudas, sementes e na importância da natureza”, como explicou a coordenadora Maria do Carmo Justi Fukamatsu. “Além de deixar a manutenção da escola em ordem, sem perigo para os nossos alunos, (com esse recurso) também podemos trabalhar projetos pedagógicos com profissionais da área, enriquecendo ainda mais o nosso trabalho”, destacou.

 

Na Creche Anajá a opção foi pela melhoria dos espaços físicos, com manutenção dos brinquedos do playground, pintura de portas e janelas e conserto de maquinário, entre outros serviços. “O PDDEM promoveu melhorias na estrutura física e pedagógica, fortalecendo a participação da comunidade, pois deu voz à comunidade escolar e pais nas tomadas de decisões por meio do Conselho Escola Comunidade”, disse a gestora da unidade, Aparecida Sanches Sueyoshi.

 

No Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) Prof. Anísio Spínola Teixeira (São Jerônimo), o piso da quadra 2 passou por manutenção e os espaços externos foram revitalizados, com passarelas, mesas e bancos, que criaram uma área ao ar livre, à sombra das árvores, para uso de estudantes e professores. Duas salas desativadas foram revitalizadas e agora são utilizadas pela Coordenação Pedagógica e pela Sala Maker Criar e Aprender e o forro da brinquedoteca recebeu manutenção, como explicou a diretora Conceição A. Ventura Mondin. “O Programa Dinheiro Direto nas Escolas Municipais foi essencial para agilizar todos os serviços de manutenção necessários à unidade escolar, além de promover parcerias entre escola e comunidade.”

 

Na EMEI Bacuri, foram dois focos: estrutural e pedagógico. Um tanque de areia coberto e cercado foi construído e o acesso das crianças até a escola foi coberto, para proteger as crianças da chuva. O refeitório ganhou grades de segurança e o campo, grama nova – e as crianças utilizaram materiais diversificados para a realização de atividades como teatro, pintura e fantasias. “Todos estes investimentos tornaram o espaço escolar mais agradável aos alunos, possibilitando um trabalho pedagógico com qualidade, diversidade e prazeroso e com maior participação e envolvimento da comunidade escolar, assim como deu mais agilidade para sanarmos os problemas de manutenção do prédio escolar”, explicou a professora coordenadora da escola, Luciane Maria Chiaranda Bortoloto.

 

Na EMEI Potira, também administrada por Luciane, o PDDEM permitiu a construção de um novo tanque de areia cercado e coberto, manutenção na área de recreação do solário da sala de aula e a compra de novos materiais para serem utilizados pelos professores com as crianças em espaços diversificados, além de uma repaginada no jardim de entrada da escola.

 

Gestora das EMEIs Corimbó e Ceci, Sandra Stephanin enumerou as melhorias executadas nas unidades. Ambas agora têm escritório de contabilidade contratado – “extremamente necessário para realização de toda documentação exigida pela legislação” -, e receberam manutenção de brinquedos do playground, limpeza de calhas, manutenção geral, pintura ilustrada dos espaços externos da escola, compra de materiais pedagógicos, pintura de portas e janelas, construção da casinha da areia cercada e coberta do parque e serviços de jardinagem para execução do trabalho pedagógico com as crianças, permitindo que o quintal da escola se tornasse um ambiente de investigação, apreciação, contemplação e aprendizagem, entre outras ações.

 

“O PDDEM foi um dos melhores programas já destinados às escolas do município de Americana. Nunca tivemos autonomia para fazer o que, de fato, as escolas precisavam. Esse recurso nos conferiu a oportunidade de realizar com muita qualidade e agilidade, os serviços de manutenção e reformas que eram necessários; a aquisição de bens permanentes e materiais pedagógicos promovendo, assim, a melhoria do ambiente escolar. Esse programa também fortaleceu a participação da comunidade, pois deu voz aos diretores, professores e pais nas tomadas de decisões por meio do Conselho Escola Comunidade, atendendo assim, as reais necessidades dos alunos.”, disse ela.

 

O CIEP “Prof.ª Philomena Magaly Makluf Rossetti” (São Vito) teve espaços físicos revitalizados, que agora são aproveitados pelos estudantes nos horários de intervalo e almoço. “Nesses espaços fizemos coberturas, colocamos pisos. Investimos na limpeza do granilite de toda escola, que já tem 32 anos. Os pisos foram raspados e impermeabilizados. As coberturas foram feitas para evitar que as crianças se molhassem nos dias de chuva para acessar banheiros e bebedouro, pois as anteriores eram estreitas demais”, enumerou a diretora Vanda Pastori.

 

“Hoje as escolas têm a liberdade de aplicar a verba nos espaços físicos, seja para revitalização, modificação, com objetivo de melhoria para uso dos alunos, sem ter que esperar licitações. Podemos fazer reparos e manutenção, que antes era difícil pela falta de recursos e demora nos processos licitatórios. Mesmo sendo trabalhoso, pois temos que fazer três orçamentos, foi muito importante a lei que estabeleceu esse recurso. A decisão do destino da verba cabe aos pais do CEC e gestão da escola conjuntamente, isso torna todo processo mais ágil”, explicou.

 

No caso de outro CIEP, “Prof. Octávio César Borghi” (Cidade Jardim), os investimentos mais relevantes foram a colocação de câmeras de segurança e de climatizadores em todas as salas de aula, a compra de caixas de som para os eventos na quadra, a instalação de móveis planejados na biblioteca, para que o ambiente ficasse bem organizado e mais bonito, além de serviços de manutenção em geladeiras, máquina de lavar louça e outros equipamentos. “Com esse recurso a escola conseguiu agilizar as manutenções necessárias, pois sem ele teríamos que entrar em uma fila para esses serviços. Em reunião do CEC, os pais aprovaram o uso do recurso”, declarou a diretora Gessoni Schiavo.

 

 

Por Beatriz Costa (MTb 39.517)

 

Foto: Divulgação/Secom

 

(Os comentários são de responsabilidade do autor, e não correspondem à opinião do SB24Horas)

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