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Mesmo em queda, pagamento no dinheiro não morrerá nos próximos anos

Dennis Moraes 14 de agosto de 2023 3 minutes read
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Por Rogério Albuquerque, head de marketing e produtos da Card

  • SAFE GREEN - CERTIFICADO DIGITAL

 

O dinheiro é um item obrigatório para o convívio em sociedade. A partir dele, transações em todos os segmentos do mercado são realizadas, desde compras essenciais em supermercados e no varejo, sem contar as negociações que empresas realizam entre si. Não é nenhuma novidade que o dinheiro está em todo lugar e participa ativamente de todas as etapas da vida humana.

Com o avanço da tecnologia, que trouxe novos meios de pagamento para a população, como os cartões de crédito e débito e o Pix, o Brasil, um país historicamente aderente ao pagamento em dinheiro, apresenta uma aderência cada vez menor ao seu uso. Segundo o relatório “WorldPay from FIS”, cerca de 35% das operações financeiras realizadas no Brasil em 2022 foram realizadas por meio do dinheiro em papel.

Apesar de parecer pequeno, o percentual de pagamentos em dinheiro pode representar uma ilustração da estrutura social da população brasileira. Se por um lado grande parte da população aderiu ao uso de bancos digitais e movimentações financeiras realizadas pela internet, existe uma outra parcela da população que possui dificuldade para esse acesso ainda permanece.

Além do Pix, outras tecnologias como o Real Digital estarão em circulação em breve no país, mas antes de se apresentar uma completa mudança na cultura de pagamentos do brasileiro, é necessário entender as peculiaridades e diferenças que uma nação de tamanho continental, como o Brasil, apresenta.

O varejo historicamente representa uma importante parcela da economia brasileira. Locais icônicos, como a 25 de março e o mercado do Brás em São Paulo, o Mercado Popular Uruguaiana, no Rio de Janeiro, e o Mercado Central, na capital cearense, são apenas alguns dos exemplos que fazem parte do imaginário popular e da relação entre consumidores e lojistas.

Dentro desses espaços, a utilização do dinheiro em espécie ainda é extremamente comum, mesmo com a alta aderência de lojistas aos meios de pagamento realizados por meio de cartões e o Pix.

Recentemente, o Banco Central divulgou um dado que corrobora o “carinho” que o cidadão brasileiro ainda nutre pelo dinheiro físico. Segundo o órgão, a circulação de dinheiro e moeda em espécie subiu 1% em 2022, na comparação com o ano anterior, saltando de R$339 bilhões em 2021, para R$342,3 bilhões em 2022.

É possível que esse número apresente um declínio nos próximos anos e ainda que a ideia da migração para o digital ilustre muito do que o futuro pareça ter como um caminho a seguir, a sociedade brasileira não pode definir, até por conta desta parcela da população que utiliza o dinheiro, por simples preferência ou por falta de conhecimento do âmbito digital, a completa extinção do dinheiro em espécie. Se ocorrer, ainda vai demorar alguns anos para isso.

 

Sobre a Card

Após a junção anunciada no ano de 2021 entre o Grupo Card e a Rede Tendência, que se tornou Card, a empresa contempla mais de 20 anos de experiência no mercado de meios de pagamento e soluções de tecnologia, atuando em mais de 90 mil pontos de vendas espalhados pelo Brasil. Mais de 50 soluções podem ser encontradas na plataforma card e nas maquininhas, como telecomunicações, gift card e mobilidade urbana em todo o país. Saiba mais: https://grupocard.com.br/

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Dennis Moraes

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Jornalista, Hoster do Iron Podcast e CEO do Grupo Dennis Moraes de Comunicação

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** Os textos trazidos nessa coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal SB24Horas
Tags: dinheiro pagamento Rogério Albuquerque

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