Skip to content
Primary Menu
  • Brasileirão 2026
  • Formula E
  • Santa Bárbara d´Oeste
  • Feiras Livres
  • Brasil / Mundo
  • Região
  • Política
  • Social
  • Auto Motor
  • Saúde
  • Opinião
    • Dennis Moraes
  • TV24HORAS
Light/Dark Button
  • SE INSCREVA EM NOSSO CANAL
  • SPACESS ESTUDIOS
SB24HORAS

SB24HORAS

Notícias na hora certa!

  • Opinião

Não à redução de verbas para a Educação

Dennis Moraes 1 de junho de 2023 5 minutes read
BEBEL

Na Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa, promovemos neste último dia 30 de maio, um debate sobre os Impactos da Redução de Verbas na Educação Pública Estadual, com a presença de Thiago Soares, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estados Socioeconômicos (DIEESE), que expôs uma série de dados a respeito do assunto.

  • SAFE GREEN - CERTIFICADO DIGITAL

 

Esse debate é extremamente necessário, tendo em vista a anunciada intenção do governador Tarcísio de Freitas de flexibilizar o percentual mínimo do Orçamento Estadual destinado à Educação, de 30% para 25%, ficando a diferença de 5% sujeita à decisão do governo e da Assembleia Legislativa quanto à sua destinação, entre as áreas da saúde e da educação, o que irá gerar insegurança orçamentária e permanente disputa por verbas entre esses setores, além de reforçar o poder discricionário do Governo do Estado em relação à destinação das verbas públicas.

O argumento central utilizado por Tarcísio de Freitas para essa alteração seria a queda da natalidade e, supostamente, menor necessidade de gastos com educação, enquanto, para ele,  a maior expectativa de vida da população significaria mais gastos com saúde. Trata-se de um argumento, no mínimo, falacioso. Podemos perguntar, baseados no mesmo argumento de queda na taxa de natalidade, se não estaria havendo menos necessidade de internações e gastos com partos, exames e medicamentos para mulheres e crianças.

 

A educação no Brasil e no Estado de São Paulo ainda possui enorme necessidade de investimentos, tendo em vista os nossos déficits educacionais. Temos muito a caminhar para oferecer a nossas crianças e jovens ensino de qualidade compatível com a perspectiva de construção de uma nação desenvolvida e soberana.

 

Se é verdade que nas últimas décadas ampliaram-se as redes de creches e pré-escolas, não é menos verdade que ainda estamos longe da universalização do atendimento no ensino infantil, etapa importantíssima da educação básica, onde a criança adquire os fundamentos essenciais para todo o seu processo de aprendizagem. Embora a obrigação constitucional quanto à educação infantil caiba aos municípios, o Estado não pode e não deve se omitir nessa questão.

 

Aliás, as tarefas fundamentais para a melhoria da educação pública no Estado de São Paulo estão previstas nas 21 metas e 258 estratégias contidas no Plano Estadual de Educação (Lei 16.279/2016). Em seu artigo 6º, o P.E.E. estabelece que “O Estado de São Paulo atuará em regime de colaboração com a União e os Municípios, visando ao alcance das metas e à implementação das estratégias estabelecidas no PEE”. Ao mesmo tempo, a meta 1 do Plano determina “Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até 2023”.

 

Lamentavelmente, o Plano Estadual de Educação, aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa, não vem sendo considerado para a execução de políticas na área da educação. Como lei, deveria ser integralmente executado e sua execução significa mais investimento no futuro do estado de São Paulo e do país e não corte de verbas.

 

A necessidade de investimento em educação não diminuiu. Se tomarmos o ensino médio, veremos que existe uma queda de 14% no número de matriculas de 2016 a 2021, de acordo com os dados apresentados pelo DIEESE. Essa queda se explica por fatores como a desistência dos estudos de jovens que precisam trabalhar para ajudar na renda familiar, mas também pela inadequação do projeto político-pedagógico às necessidades dos estudantes. Tanto o chamado “novo” ensino médio, quanto o Programa de Ensino Integral (PEI) são excludentes e, por isso, lutamos pela sua revogação. Recentemente, também os efeitos da pandemia de Covid 19.

 

O fato é que o Governo do Estado vem contabilizando como verbas para a educação recursos que utiliza para pagamento de aposentadorias, o que é ilegal. Sem esse uso irregular (o qual, por acordo entre o governo estadual e o Tribunal de Contas do Estado, só poderá ocorrer até 2024), o Estado vem gastando com educação menos do que o mínimo de 25% determinado pela Constitucional Federal, sendo que a Constituição Estadual estabelece esse percentual mínimo em 30%.

 

Esta natureza do debate e da mobilização social que precisamos fazer para que o governador Tarcísio de Freitas não consiga reduzir as verbas para a educação e para que não venhamos a assistir à uma queda de braço totalmente sem sentido no âmbito da Administração Pública.

 

Saúde e Educação são políticas públicas fundamentais e precisam andar juntas.

 

Professora Bebel é deputada estadual pelo PT e segunda presidenta da APEOESP

  • Facebook
  • Share on X
  • LinkedIn
  • WhatsApp
  • Email
  • Copy Link

About the Author

Dennis Moraes

Administrator

Jornalista, Hoster do Iron Podcast e CEO do Grupo Dennis Moraes de Comunicação

Visit Website View All Posts
** Os textos trazidos nessa coluna não refletem, necessariamente, a opinião do Portal SB24Horas
Tags: educação verbas

Post navigation

Previous: niLL anuncia novo álbum para esse mês
Next: Rede de Supermercados Pague Menos realiza Saldão Arraiá Pague Menos, nos dias 2 e 3 de junho

Leia também:

Paulo Eduardo de Oliveira e Rafael Piovezan
  • Dennis Moraes
  • Opinião
  • Política

Troca de peças ou mudança de rumo? O que está por trás da reforma administrativa de Piovezan

Dennis Moraes 25 de março de 2026
Divulgação / Thaís Vieira de Souza
  • 24 Horas
  • Opinião

Brasil: o país obcecado pelas migalhas do presente

Dennis Moraes 25 de março de 2026
Samuel Hanan
  • 24 Horas
  • Opinião

O maior problema do Brasil não está na economia

Dennis Moraes 25 de março de 2026
  • Quem Somos
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Expediente

Tags

#SantaBárbaraD'Oeste Americana Bebel Brasil campanha Crianças cuidados cultura DAE Dengue Dennis Moraes desenvolve sbo dicas Economia educação emprego fiscalização informações inscrições LBV Nova Odessa Obras opinião PAT piracicaba prefeitura prevenção Rafael Piovezan SantaBarbaraDOeste Santa Bárbara Santa Bárbara d´Oeste saúde saúde mental SaúdePública SB24Horas SBO sbocity Sustentabilidade Suzano Tivoli Shopping TivoliShopping tratamento Vacinação vagas Vereadores
  • Podóloga Especialista pés Diabéticos
  • Podóloga Especialista pés Diabéticos
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS

Desenvolvido por Dennis Moraes - Portal SB24HORAS

Menu
  • Quem Somos
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Expediente