Entenda a importância da vacinação e anote as principais datas para não esquecer.
Você sabe onde está a carteirinha de vacinação do seu cachorro? Confere com regularidade para saber se toda a imunização do pet está em dia? Pois saiba que todo tutor responsável deveria fazer isso. Um profissional de uma clínica veterinária deve ser consultado para te orientar sobre as vacinas que o seu animal deveria tomar, dependendo da idade e porte, e também sobre o intervalo recomendado entre as doses.
Para te ajudar a não esquecer das mais importantes, fizemos um guia. É sempre recomendado que as vacinas sejam tomadas dentro do período recomendado, especialmente porque o seu animal fica desprotegido durante o período de atraso.
Por que as vacinas são importantes?
A vacinação é essencial para proteger o seu amigo contra as principais doenças caninas. Assim como os aplicados nos humanos, esses imunizantes são produzidos com bactérias ou vírus atenuados, com o objetivo de estimular o organismo a produzir anticorpos para aquela doença.
Alguns animais podem apresentar efeitos colaterais leves após receber as doses, como febre, edema na região ou desânimo. No entanto, na maioria dos casos, os sintomas passam em 24 horas e não há motivos para preocupação. Caso persistam, você deve procurar orientação profissional.
Que vacinas meu cachorro precisa tomar?
Aqui no Brasil não temos um calendário oficial de vacinação que valha para todo o país. Em geral, a imunização dos animais fica a cargo das prefeituras e a maioria delas segue um protocolo que deve começar quando o animal tem 45 dias de vida. A maioria das vacinas precisa ser aplicada anualmente durante toda a vida.
V8 e V10
As vacinas múltiplas (V8 e V10) são recomendadas para todas as raças de cachorros. Elas costumam ser administradas em três doses, com intervalos de 21 dias, quando o animal é filhote. O reforço anual é recomendado para os adultos. As duas vacinas previnem várias das doenças graves mais comuns nos cachorros, como: leptospirose, coronavirose, cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina e parainfluenza.
Antirrábica
A vacina da raiva protege contra essa, que é uma das doenças infecciosas mais graves dos cães e que pode, inclusive, ser transmitida para os humanos. Ela deve ser administrada nos filhotes e também em cães adotados cujos históricos são desconhecidos.
Essa vacina precisa ser reforçada anualmente para todas as raças. Por conta da gravidade da doença, várias prefeituras realizam campanhas sazonais com distribuição gratuita de vacina antirrábica para garantir que todos os animais domésticos recebam.
Empresas de ônibus e avião costumam exigir a comprovação de que o animal tomou essa vacina antes de qualquer viagem. Vários países também fazem essa exigência, que é uma recomendação da Associação Veterinária Mundial de Pequenos Animais.
Gripe canina
Essa vacina, também conhecida como “contra a tosse dos canis”, é opcional, mas recomendada para a maioria das raças. Se o seu cachorro convive com outros cães ou frequenta espaços compartilhados, como pet shops, parques e praças, considere vaciná-lo. A idade mínima para tomar essa vacina precisa ser avaliada com o veterinário, mas a recomendação é que os animais também tomem um reforço anual desse imunizante.
Giárdia
Essa é outra vacina opcional, mas muito recomendada se o seu cachorro convive com outros pets. Essa é uma doença causada por um parasita que se aloja no intestino e provoca sintomas como diarreia, vômito e dor abdominal, que podem evoluir para casos graves, se não tratados.
A giardíase é comum em locais com saneamento básico precário, pois a transmissão se dá pelo contato com água ou fezes contaminadas. No entanto, mesmo que o seu animal viva em uma região privilegiada, ele pode pegar a doença no contato com outros cães. É sempre melhor prevenir.



